quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Pio XII e a II Guerra Mundial

RECOLHA HISTÓRICA DE VÁRIOS
GESTOS DE RECONHECIMENTO
AO PAPA PELA SUA ACTUAÇÃO PERANTE O SOFRIMENTO
DOS JUDEUS EM ITÁLIA

Para completarmos este capítulo sobre Pio XII e os Judeus na Itália, apresentamos algumas transcrições de documentos públicos, que exprimiram a Pio XII e á Igreja Católica, a gratidão pelo apoio dado à causa Judaica, durante a ocupação Nazi, de Itália.

A 4 de Junho de 1944, quando os Aliados entraram em Roma, o Jewish News Bulletin da 8ª Armada Inglesa afirmou: «Tornar-se-á honra eterna do povo de Roma e da Igreja Católica Romana o facto de a sorte dos Hebreus ter sido aliviada, graças às suas ofertas de ajuda e de refúgio, sinal de verdadeiro cristianismo. Ainda hoje, são muitos aqueles que permanecem nos lugares que abriram as suas portas para os esconder e salvar (os Judeus) de uma devastação em direcção a uma morte certa... a História completa da ajuda oferecida pela Igreja ao nosso povo não pode ser contada, por óbvias razões, até ao termo da guerra»[1].

Já, após a libertação da Itália face aos Nazis, um relator Hebreu declarou, numa das reuniões do Comité Nacional de Libertação, o seguinte: «Foi em nome do mais sincero sentimento de fraternidade que a Igreja fez o máximo por salvar da destruição o nosso povo ameaçado. Á suprema autoridade eclesiástica e a todos aqueles sacerdotes que sofreram por nós nas prisões, ou nos campos de concentração vai a nossa eterna gratidão»[2].

O Rabino-Mor de Roma, Elio Toaff, depois da morte de Pio XII, disse: «Mais do que quaisquer outros, nós tivemos a possibilidade de apreciar a grande gentileza, cheia de compaixão e magnanimidade, que o Papa demonstrou durante aqueles anos terríveis de perseguição e de terror, quando parecia não existir para nós mais esperança alguma»[3].

Por ocasião do falecimento de Pio XII, o Rabino de Roma Zolli, escreveu acerca do Papa e da Igreja Católica o seguinte: «Aquilo que o Vaticano fez será esculpido de modo indelével e para a eternidade nos nossos corações... Sacerdotes e outros Prelados cumpriram acções que serão para sempre uma honra para o Cristianismo»[4].

P. Senra Coelho

1. Cf. Joseph L. LICHTEN, Pio XII e gli Ebrei, op. cit., pag. 73.
2. Idem.
3. Cf. Furter Allgeneine Zertung, 4 de Março de 1963.
4. Cf. American Jewish Yearbook, 1940 – 1945, pag. 233.

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