<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491</id><updated>2011-11-29T23:22:38.759Z</updated><category term='P. Mário Tavares'/><category term='P. Luis Rubio'/><category term='P. Francisco Couto'/><category term='Irª. Maria Helena'/><category term='Arqª. Estela Cameirão'/><category term='Irª. Fátima Semblano'/><category term='P. Madureira da Silva'/><category term='D. Maurílio de Gouveia'/><category term='P. Senra Coelho'/><category term='P. Vicente Nieto'/><category term='Coordenador'/><category term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>per Deum</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>263</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6269127505268711776</id><published>2010-07-07T15:03:00.004+01:00</published><updated>2010-10-13T15:56:51.690+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coordenador'/><title type='text'>Apresentação do blogue</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Este blogue foi um espaço que, de Segunda a Sexta, contou com contribuições de vários colaboradores, sendo eles pessoas empenhadas e comprometidas na vida eclesial da Arquidiocese de Évora. A todos aqueles que aqui colaboraram, um muito obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;O Coordenador&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;per Deum&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6269127505268711776?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6269127505268711776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/este-blogue-foi-um-espaco-que-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6269127505268711776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6269127505268711776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/este-blogue-foi-um-espaco-que-de.html' title='Apresentação do blogue'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4351607828188776757</id><published>2010-07-04T07:00:00.003+01:00</published><updated>2010-10-13T15:55:29.834+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coordenador'/><title type='text'>A todos umas boas férias!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros amigos, leitores, e visitantes do blogue "per Deum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informamos que me encontro de férias. Assim, tenciono regressar no final do mês de Agosto, com o mesmo fim, contudo com algumas novidades. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Até lá, desejo a todos umas boas férias!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;O Coordenador&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;per Deum&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4351607828188776757?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4351607828188776757/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/todos-umas-boas-ferias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4351607828188776757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4351607828188776757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/todos-umas-boas-ferias.html' title='A todos umas boas férias!'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-9213152332333433814</id><published>2010-07-01T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-01T07:00:00.180+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Penitência e conversão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Que Deus é misericordioso e indulgente, nenhum crente duvida. Que, vinda de Deus, a indulgência é uma ajuda extraordinária e nos favorece imenso, é certo. Que o pecador obtém essa indulgência quando entra no caminho da conversão, é ponto assente. Que a conversão é custosa e exige ao pecador que refaça a relação com Deus e com a comunidade humana, é ponto de honra. Que acolher a indulgência não nos dispensa nem da conversão interior nem da sua tradução em acções exteriores, a fim de devolvermos ao próximo o bem de que foi espoliado por culpa nossa, é ponto de esforço. Todo este procedimento tem um nome: penitência. Etimologicamente, esta palavra tem uma dupla origem: poenitentia e paenitentia. A derivada de poenitentia designa um castigo, ou uma coima que redime esse castigo. A derivada de paenitentia designa conversão, mudança de atitude. Na primeira acepção, a penitência será o acto de justiça pelo qual a culpa é sancionada. A lei de Talião era clara: por tal crime, tal castigo de proporções equivalentes ou de equidade ajustada. «Olho por olho, dente por dente». É este o sentido mais vezes repetido nos sermões e nas catequeses, de tal modo que, quando se fala em penitência, logo pensamos em mortificações, renúncias, sacrifícios e tudo o que faça doer... para «pagar» o mal que se fez! Por tal pecado, tal «castigo». É neste sentido que às cadeias chamamos penitenciárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda acepção, a palavra penitência projecta-nos num cenário totalmente distinto do anterior. É o cenário de quem se sente intimamente arrependido ao dar-se conta do mal que causou a alguém por acções, atitudes, incúrias ou comportamentos negativos e agressivos. Neste cenário, sentir pena é sentir pesar do mal causado, é ter vontade e necessidade de mudança de actos e de atitudes, de pensamentos e sentimentos, num compromisso de conversão, num propósito de ser diferente e, se possível, de não voltar a causar mágoa nem dor. Feita esta distinção, tomemos atenção à consequência: fazer penitência pode, então, significar duas coisas bem distintas. Pode significar sacrifícios, castigos, renúncias e mortificações; e pode significar conversão e mudança de vida. No primeiro caso, estamos a referir-nos a acções exteriores que têm efeitos interiores; no segundo caso, estamos a pensar em atitudes interiores que têm efeitos exteriores. As duas são positivamente válidas, necessárias e complementares. E que bom será se, também, forem concomitantes e cumulativas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da Igreja mostra-nos que cada época soube – consoante as circunstâncias e as necessidades – ora proclamar a penitência exterior (poenitentia), ora a interior (paenitentia). A proclamação da penitência exterior arrastou consigo a doutrina das indulgências (no plural) – de que Lutero soube tirar proveito opondo-se à Igreja católica. A proclamação da penitência interior apelava para a indulgência (no singular). O modo exagerado da penitência exterior (à qual faltava a simultaneidade da penitência interior) levou a uma incorrecta visão da Graça de Deus. Quem se não lembra das pagelas de orações onde estava bem referida a quantificação de dias de indulgência que se obtinham pela recitação das orações lá impressas, a querer dizer que o tempo de «passagem» pelo purgatório estava sujeito ao controle humano das indulgências e não à indulgência de Deus? Mas esses foram outros tempos. Hoje é teológica e pastoralmente mais salutar não colocar o peso nas indulgências (no plural) mas em proclamar antes a indulgência de Deus e a penitência (ou conversão) das pessoas, para que estas se comprometam a viver quotidianamente os mandamentos e a sentirem vivo o amor de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-9213152332333433814?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/9213152332333433814/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/penitencia-e-conversao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9213152332333433814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9213152332333433814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/07/penitencia-e-conversao.html' title='Penitência e conversão'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8774769850665666870</id><published>2010-06-30T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-04T14:41:16.571+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>O Convento do Calvário de Évora na História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Exemplo de Fidelidade e Vida Evangélica&lt;br /&gt;PARTE III&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Enquanto as comunidades conventuais, ou claustrais viviam a pobreza de modo mitigando, apoiando-se nas dispensas papais da pobreza radical, as comunidades observantes eram adeptas de um rigorismo absoluto no referente à compreensão da pobreza e da aceitação de doações e recebimentos de rendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, o primeiro Convento que adoptou a corrente observante mais rigorosa na vivência da pobreza evangélica foi o Convento da Conceição de Beja, em 1489.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recuperação da «Primeira Regra» de Santa Clara (1253), na qual estavam proibidas as rendas e os dotes, concretizou-se através da «Reforma de Santa Colecta» (1381-1447), cuja primeira adesão em Portugal aconteceu ainda no século XV, através do Mosteiro de Jesus em Setúbal, que fundado em 17/06/1489, foi povoado em 1495 por sete clarissas vindas do Convento Coletino de Gandia, na região de Valência, em Espanha, o qual obteve do Papa Alexandre VI (1491-1503) uma bula que institucionalizava a Primeira Regra de Santa Clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda casa religiosa fundada, em Portugal, debaixo da «Primeira Regra» de Sta. Clara foi o Convento da Madre de Deus de Xabregas, em Lisboa, no ano de 1508. Para aí se deslocaram em 1509, sete clarissas vindas do Convento de Jesus de Setúbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, foi Santa Coleta a protagonista de um grande movimento de renovação. Em 1406 abandonou o mosteiro onde vivia e professou a Regra de Sta. Clara nas mãos do Papa Bonifácio XIII, recebendo dele a incumbência de reformar as três Ordens de S. Francisco. Quando morreu, em 1447, deixou mais de 20 mosteiros reformados sob a «Primeira Regra» e as Constituições que ela própria redigiu. Este movimento reformador estendeu-se por toda a Europa. Tal reforma valorizou a união fraterna e o capítulo semanal, ordenando ainda que em todas as comunidades houvesse biblioteca e bons livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No séc. XVI, com a reforma capuchinha, apareceu outro movimento reformador entre as Clarissas. Foi protagonista a Irmã Maria Lorenza Longo. Em 1535 fundou um mosteiro em Nápoles, Itália, professando a Regra de Sta. Clara e as Constituições de Santa Coleta. A partir de Nápoles outros mosteiros se fundaram com o mesmo ideal, ficando ligados espiritualmente aos Frades Menores Capuchinhos. A reforma capuchinha teve como fruto nacional, a fundação, em 1519, do Convento de N. Sra. da Assunção de Faro. Foi ele o primeiro destinado em Portugal a freiras capuchas, cuja reforma surgiu, no nosso país, em 1538, dando origem às Clarissas ditas Capuchas ou Capuchinhas. Em 1541 entraram no edifício conventual algarvio as primeiras freiras que vieram da Madre de Deus de Lisboa e seguiam a I Regra de Sta. Clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, os factos históricos contradizem as leituras ideológicas da História, as quais generalizam excepções, a fim a absolutizar postelados fundamentalistas e levar a efeito o seu itinerário de imposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim, que muitos continuam a justificar os atropelos contra a liberdade religiosa que significava a extinção da Ordem Religiosa em Portugal, no ano 1834.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8774769850665666870?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8774769850665666870/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na_30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8774769850665666870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8774769850665666870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na_30.html' title='O Convento do Calvário de Évora na História'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5687058010209055635</id><published>2010-06-29T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-07-04T14:57:36.608+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;3- Igreja e penitência pós-baptismal : Herm é, sem dúvida, a principal fonte de informação que dispomos acerca da penitência pós-baptismal na Igreja no período pós-apostólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só Herm como também outros escritos cristãos, cronologicamente anteriores a ele, fazem pressupor a existência de uma segunda e última penitência para baptizados. Trata-se, no entanto, sempre de referências pouco explícitas que denunciam a compreensível indefinição que terá caracterizado a doutrina e prática penitencial das comunidades dos primeiros tempos. Deste modo, mais do que querermos encontrar uma teologia penitencial muito profunda neste leigo empenhado nos negócios e no difícil governo da sua casa, encontramos, sim, uma doutrina prática que reflecte já uma experiência eclesial e apresenta a resposta a uma questão que permanecia, de algum modo, aberta e que se prendia de facto com o problema da penitência depois do baptismo, tão recusada por “alguns”: “Senhor [ disse Hermas] ouvi dizer a alguns mestres que não há outra penitência senão aquela que nos é dada quando descemos à água e recebemos a remissão dos nossos pecados passados. Entendeste bem, disse-me, pois é assim: quem recebeu o perdão dos pecados nunca mais devia pecar mas permanecer na pureza de vida “ (31,1-2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, desde muito cedo, que o cristianismo se debateu com tendências rigoristas neste campo, ou seja, depois da recepção do sacramento do baptismo, não se deveria pecar e, caso fosse cometido pecado grave, não havia “direito” à penitência. Tais tendências encontrâ-mo-las já latentes na Carta aos Hebreus 6,4-8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas interpretações restritivas levavam, de facto, muitos cristãos a desesperar da conversão e a abandonar-se a uma vida mundana. Ora, é precisamente a estes que “O Pastor” dirige uma mensagem de esperança e um apelo urgente à penitência: “Acreditai pois em Deus, vós que por causa de vossos pecados, desesperastes da vida, aderistes ao pecado e sobrecarregastes a vossa vida, pois, se vos converterdes ao Senhor de todo o vosso coração, praticardes a justiça e o servirdes rectamente segundo a sua vontade por todo o tempo da vida, Ele curará os vossos pecados passados e tereis força para dominar as obras do diabo” (49,2). Além disso, Hermas não se cansa de recordar a indulgência de Deus que ” não é como os homens, já que os homens são ressentidos: mas Ele esquece as injúrias e compadece-se da sua criatura” (29,3). De facto, já na segunda Visão, a Igreja garante a Hermas o perdão de todos os pecados antes cometidos a todos os que se arrependerem verdadeiramente (Cf. 6,4-5). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo a interessante reflexão de “O Pastor”, a Igreja é, sem dúvida, o povo alimentado por esta esperança escatológica do bom tempo das colheitas. Ela que fora “criada antes de todas as coisas” e em função da qual o mundo foi criado (Cf. 8,1; 1,6) assume-se, pois, como realidade em permanente construção e caminhada para uma consumação definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora já neste mundo deva dar fruto através dos seus membros, a colheita será somente no fim: “Tu, pois, dá fruto para que o teu fruto seja reconhecido naquele verão” (53,5). Daí que se compreendam, pois, as diferentes manifestações da Igreja sob a figura de uma mulher: primeiro, sob a forma de uma mulher idosa e, progressivamente, rejuvenescida. Tal rejuvenescimento verifica-se à medida que os seus membros se vão santificando e, portanto, “radicando” sobre a pedra branca que é Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que magnífica e actual mensagem para nós cristãos do sec. XXI !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5687058010209055635?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5687058010209055635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5687058010209055635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5687058010209055635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_29.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4876795490760446615</id><published>2010-06-24T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-06-24T07:00:01.936+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Tradição ocidental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em tempos que já lá vão, a Igreja católica foi, nesta nossa velha Europa, largamente maioritária e os baptizados abundantemente praticantes. Usando critérios muito próprios, alguns compiladores de factos histórico-religiosos europeus lançam para a ribalta a ideia de que tais tempos foram «tempos de cristandade», dando à palavra cristandade um sentido duvidoso. É verdade que a influência da Igreja estava presente em tudo e não se considerava a hipótese de poder ser de outra maneira. Era-se cristão, voluntariamente ou à força. É por isso que, nesses tempos, o significado mais comum para o termo caridade era o de esmola. Os mais ricos davam aos que menos possuíam, numa obediência aos ditames que a consciência ético-religiosa propunha. Mas essa esmola não significava justiça nem igualdade nem partilha nem comunhão de bens. Sinteticamente, podemos afirmar que os senhores das terras nunca souberam o que eram direitos dos trabalhadores e o conceito de justiça social era de natureza bem diferente do que é hoje. Não havia políticas sociais. Neste contexto social, a Igreja é quem promovia, à sua maneira, as gentes e as sociedades; e as Santas Casas da Misericórdia estavam organizadas segundo as linhas evangélicas. Em algumas regiões havia tradições comunitárias, de cariz antropológico, mas isso não era «comunhão» nem «partilha».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como no campo sócio-caritativo, também no campo litúrgico se passou o mesmo. A Igreja, enquanto estrutura social e instituição organizada, mantinha em actividade suculenta a sua hierarquia e fazia muito bem a distinção entre clérigos e leigos. Porque havia muitos clérigos, só a estes é que eram acometidos os serviços pastorais, caritativos, litúrgicos e evangelizadores. Aos leigos bastava que, dentro do templo, fossem ouvintes [fossem ouvir e assistir à missa] e, na melhor hipótese, fossem praticantes de sacramentos – o que os levou a serem pouco mais que praticantes de banco (se os havia!) – e, fora do templo, fossem educadores segundo os ensinamentos dos clérigos. O «rebanho», sob a tutela vigilante dos «pastores», tinha de estar naturalmente no redil e, quando estava fora, era conduzido pelos mesmos pastores. Essa maneira de ser e de agir criou a mentalidade – hoje ainda presente em muitos sectores pastorais – de que o senhor Prior é quem tem de fazer, é quem sabe, é quem manda. A velha Europa cristã, apesar de quantitativamente maioritária, nunca foi qualitativamente comunitária, e raramente teve vivência de comunhão. Nem admira, porque a comunhão vive-se melhor em grupos pequenos e nunca pode ser apanágio das maiorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sendo quantitativamente reduzida, torna-se aparentemente mais fácil à Igreja viver a comunhão. Assim parece, mas assim não é, pois as dificuldades internas são enormes. As tradições de família e os milhares de preconceitos têm muito peso e estorvam a que se faça comunidade fora dos tradicionais grupos de amigos e conhecidos. Também a falta de comprometimento nas coisas que não enchem a barriga e só dão complicações é muito forte. A demografia explica o fenómeno; e a preguiça, o egoísmo e os pergaminhos de família fazem o resto. Por todas estas razões, continua a ser difícil agarrar a ideia de comunhão, porque esta pressupõe duas coisas. Por um lado, a vontade de pertencer, de facto e de prática, a uma instituição que mexe e remexe e contradiz as nossas tendências caprichosas. Por outro, a exigência de fazer a experiência social do testemunho em que o parecer e o ser terão de se identificar. Se, durante muitos séculos, a Igreja católica foi maioritária e, por isso, pouco comunitária, o mesmo não aconteceu nos seus primórdios. Nos primeiros séculos, o que levava as pessoas a entrar nela era o tratamento fraterno dos cristãos, o seu espírito de família, a partilha de bens. Em qualquer tempo da sua história foi este espírito de família ‘exigido’ aos cristãos que atraiu muita gente e fez engrossar o seu número. A propósito: porque é que a Igreja continua a ser a instituição mais credível no que à solidariedade diz respeito? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4876795490760446615?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4876795490760446615/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/tradicao-ocidental.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4876795490760446615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4876795490760446615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/tradicao-ocidental.html' title='Tradição ocidental'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7637271863758173790</id><published>2010-06-23T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-07-04T14:39:20.582+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>O Convento do Calvário de Évora na História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Exemplo de Fidelidade e Vida Evangélica&lt;br /&gt;PARTE II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi do Real Convento de Santa Helena do Calvário, «o mais observante, devoto e apartado convento do reino, da Primeira Regra Franciscana» (Cf. Agiologio, 5 de Março) que a 8 de Maio de 1709 chegaram ao novo convento do Louriçal, mandado construir pelo Rei D. Pedro II, com o inicio da obra a 9 de Março de 1620 segundo o traçado de João Antunes, as Madres Archangela dos Serafins Evangelista, Maria Teresa do Sacramento, Maria de Jesus Evangelista e Maria de Santa Anna, designadas como religiosas Clarissas Capuchas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vivência da «Primeira Regra de Santa Clara esta na base da especificidade do Convento do Calvário de Évora. Importa por isso perceber o significado desta especificidade do nosso convento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra de vida que Santa Clara de Assis escreveu e para a qual obteve a aprovação do Papa Inocêncio IV em 1253 baseia-se nos valores espirituais e nos comportamentos sugeridos pela «Forma de Vida» que em 1212 ou 1213 recebeu do seu Pai Espiritual, São Francisco de Assis (1181-1226), «Forma de Vida» aprovada pelo Papa Inocêncio III, em 1210.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda antes da aprovação da sua regra, em 1216, Santa Clara tinha solicitado ao Papa Inocêncio III que fosse concedido o direito inédito de pobreza, a fim de que a sua Ordem nada possuísse e que não tivesse a obrigação de aceitar qualquer tipo de doações, ou rendas. Este «privilégio da pobreza», contido na «Primeira Regra» foi outorgado pelo Papa Inocêncio III e confirmado em 1228 por Gregório IX. Porém o «privilégio da pobreza» foi contrariado logo em 1219, pelo Cardeal Hugolino (Cardeal protector da Ordem Franciscana) que aplicou a Regra Beneditina às Clarissas, segundo a qual as mulheres consagradas só seriam obrigadas a fazer voto de obediência, castidade e clausura. Posteriormente, em 1263, o Papa Urbano IV aprovou as constituições baseadas na Regra de São Boaventura e do Cardeal Ursini (1258) segundo as quais as propriedades e as rendas eram consideradas como sustento principal das comunidades religiosas femininas, tornando-se obrigatória esta regra também para todas as Clarissas, retirando-se-lhe deste modo o «Privilégio da Pobreza» que caracterizava a «Primeira Regra».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, Sta. Clara foi a primeira mulher a elaborar uma Regra monástica, onde imperava a clausura aliada à pobreza evangélica, apesar de o Papa Inocêncio IV e de o Cardeal Hugolino lhe quererem mitigar a sua Regra. Com o tempo, a questão da pobreza levou a que cada mosteiro de Clarissas adoptasse a Regra que melhor lhe convinha. Uns adoptaram a Regra Hugoliniana; outros a Regra Inocenciana; alguns, a Regra de Sta. Clara; outros houve, até, que elaboraram a sua própria Regra. Para acabar com este estado de coisas, o Papa Urbano IV promulgou a 18/10/1263 uma nova Regra, conhecida por Regra Urbaniana. A intenção era a de unificar todos os mosteiros sob a mesma regra. Começou por unificar o nome, designando todos os mosteiros como da Ordem de Sta. Clara, e abolia todas as outras regras. Se a intenção era a de unificar, o resultado foi o contrário. A partir de então, temos duas regras: a Primeira Regra, a de Santa Clara e a Segunda Regra, a de Urbano IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destas diferentes compreensões da pobreza e das formas de garantir a sobrevivência das comunidades de clausura surgiram as duas grandes correntes que caracterizam a Ordem Franciscana no século XIV, a conventual ou claustral e a observante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7637271863758173790?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7637271863758173790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7637271863758173790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7637271863758173790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na_23.html' title='O Convento do Calvário de Évora na História'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4441738761575568881</id><published>2010-06-22T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-04T14:53:43.251+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2- Igreja e Baptismo: Segundo a terceira Visão, ninguém entra na Igreja (simbolizada na imagem de uma torre em construção) senão através do Baptis-mo: “Perguntei-lhe então: Porque é que a torre está a ser edificada sobre as águas, Senhora? [...] É que a vossa vida foi e haverá de ser sempre salva pela água. E a torre tem o seu fundamento na palavra do Nome do Omnipotente e Glorioso, e é governada pela força invisível do Senhor” (11(3)5). O baptismo é, pois, o fundamento da Igreja e o “selo do anúncio”: “Porquê, Senhor, pergunto eu, ascenderam do abismo também as quarenta pedras com eles, tendo já recebido o selo?- Porque, disse ele, estes apóstolos e doutores que anun-ciaram o Nome do Filho de Deus, tendo dormido o sono eterno na virtude e na fé do Filho de Deus, não só o anunciaram também aos que tinham adormecido primeiro, como lhes deram ainda o selo do anúncio. Desceram com eles à água e de novo subiram. Mas estes desceram vivos e vivos voltaram a subir. Aqueles, porém, que antes tinham morrido, desceram mortos mas subiram vivos. Por meio destes foram, pois, vivificados e conheceram o Nome do Filho de Deus. Por isso, também subiram com eles e foram ajustados à construção da torre e, sem serem talhados, foram utilizados na construção. Efectivamente morreram em justiça e em grande pureza. Apenas não possuíam este selo” (93(16),5-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Receber o selo” ou “conhecer o Nome do Filho de Deus” é sinónimo, portanto, de ser baptizado, condição especial de tomar parte no Reino de Deus. Hermas, porém, acredita que os justos que morreram antes de Cristo receberam o baptismo pela mão dos apóstolos . Estava, pois, tão convencido Hermas de que o baptismo é absolutamente necessário para a salvação, que chega pois a dizer que os apóstolos e mestres desceram aos infernos (descensus ad inferos) depois da morte para baptizar os justos que haviam morrido antes de Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4441738761575568881?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4441738761575568881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4441738761575568881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4441738761575568881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_22.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5235989260007539359</id><published>2010-06-17T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T16:57:07.126+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Tolerância</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Timeo hominem unius libri – temo as pessoas de ideias feitas, de opinião única, que só vêem um lado da questão e não admitem que possam existir outras perspectivas e opiniões. Tais pessoas são intolerantes quanto às divergências de opinião e intolerantes quanto às pessoas que defendem essas divergências. É uma intolerância dupla: quanto às doutrinas e quanto às pessoas. Todos os extremismos políticos e partidários, todas as ideologias compulsivamente agrestes, todas as tiranias cruelmente policiadas, todos os fundamentalismos religiosos e raciais, todos os fanatismos visceralmente vingativos, todos os terrorismos indiscriminadamente destruidores e todos os dogmatismos imperialmente impostos são intolerantes. Mas uma coisa é ser intolerante face à verdade objectiva e outra é ser intolerante face às opiniões, aos gostos, às perspectivas e às escolhas individuais. No primeiro caso, – em nome e em defesa da verdade – a intolerância é um bem; no segundo, é um desastre. No primeiro, é exigida em nome da dignidade; no segundo, é abominável em nome dos direitos humanos e do saber prático. No primeiro, é desejável como rigor científico; no segundo, é detestável como atitude ética e antropológica. A situação é esta: no primeiro, está em causa o pensamento; no segundo, estão em causa as pessoas e a sua liberdade de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, a tolerância não nasceu como virtude; nasceu como controle sobre quem detinha o poder, sobre quem tinha na boca a sentença e na mão o chicote, a fim de não exercer desajustadamente a força contra os «inimigos», contra os vencidos, contra os escravos e contra os que praticavam o mal ou o crime. Só no século dezoito é que a doutrina da tolerância passou a ser uma bandeira ideológica, partidária, republicana, laica, espalhada pelos iluministas e bem patente no espírito da revolução francesa. Aliás, os iluministas pensavam que, com a difusão das luzes, os homens se tornariam justos e bons e conseguiriam libertar-se das angústias, dos terrores e dos horrores do passado. Seriam tolerantes! Foi em nome desse futuro que o iluminismo combateu tudo o que parecia irracional, supersticioso: as posições adquiridas, as vantagens hereditárias, os privilégios a favor de poucos e em prejuízo de muitos, os abusos que o poder cometia sobre os miseráveis. Em nome desse futuro combateu a crueldade da pena de morte, as abomináveis prisões medievais, a tortura. Rompeu com o mundo do dogma e da intolerância religiosa. Foi por isso que, para atacar especificamente a Igreja «intolerante», nasceu a maçonaria. Ainda hoje, no seu pendor anticlerical, alardeia o mito da intolerância; mas, quando se quer impor intolerantemente, fala de “tolerância zero”. Estes ideólogos são uns líricos! E fazem-nos crer que ser tolerante é ter de concordar com as suas intolerâncias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esses líricos lembro eu que foi contra os cristãos que os antigos governos pagãos se mostraram marcadamente intolerantes. As perseguições não são anedotas nem invenções! Muito mais tarde é que houve uma reviravolta. Com Constantino, a Igreja, religiosamente livre, começou a exercer o papel de “Igreja do Estado”, o que, desgraçadamente, a onerou não poucas vezes com a indesejável herança da intolerância oficial e com as contínuas intromissões do Estado na sua esfera religiosa. Na prática, virou-se o feitiço contra o feiticeiro! A verdade é que a intolerância religiosa já estava presente nos próprios órgãos do Estado... em que ela própria se tornou. Para julgar equitativamente a intolerância legal da Idade Média, que tanto escandaliza a sensibilidade moderna, é preciso ter em conta não só os princípios mas também a sua cultura e o seu direito, tão distintos dos actuais. Mesmo a Inquisição deverá entender-se sob o pecado da fraqueza da religião face às forças ambientais que eram mais poderosas que as da caridade. A intolerância política imperante fez-se sentir horrivelmente em tempos da reforma e da contra-reforma. E como não se pode anular a história, que haja tolerância e verdade na análise que dela se faz! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5235989260007539359?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5235989260007539359/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/tolerancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5235989260007539359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5235989260007539359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/tolerancia.html' title='Tolerância'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8721172697423849472</id><published>2010-06-16T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-04T14:37:18.724+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>O Convento do Calvário de Évora na História</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Exemplo de Fidelidade e Vida Evangélica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARTE I&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Está disponível ao público, de 21 de Maio a 25 de Junho, na Biblioteca Pública de Évora, uma interessante exposição intitulada «O Convento do Calvário e os 300 anos da fundação do Convento do Louriçal».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, precisamente, do Convento do Calvário que vieram, no dia 8 de Maio de 1709, quatro religiosas para a fundação do Convento do Santíssimo Sacramento do Louriçal: Madre Soror Arcangela dos Serafins Evangelista, Soror Maria Teresa do Sacramento, Soror Maria de Jesus Evangelista e Soror Clara Maria de Santa Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, as Escravas do Santíssimo Sacramento, comunidade de Irmãs Terceiras de S. Francisco, fundada por Madre Maria do Lado (1605–1632), no Louriçal, em 13 de Abril de 1631, em desagravo pelo roubo das espécies eucarísticas efectuado na Igreja de Santa Engrácia de Lisboa, na noite de 15 para 16 de Janeiro de 1630, fundiu-se com a Ordem de Santa Clara: surgiram, assim, as Clarissas do Desagravo. Com este ramo eucarístico, tipicamente português, a árvore de Ordem de Santa Clara ficou mais enriquecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere o Pe. Manuel Monteiro, na sua obra “História da Fundação do Real Convento do Louriçal” (1750), que as fundadoras eborenses vinham vestidas “de burel grosseiro, cingido com uma corda de esparto asperíssimo, cobertos os rostos com véus compridos de linho, tinto de negro; e calçados os pés com uns tamancos, em tudo retratos de penitência verdadeiros, (…)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegadas ao Louriçal, mudariam a cor do véu para azul, cor que as Irmãs Recolhidas da Comunidade fundada por Madre Maria do Lado usavam, segundo revelação que lhe fora feita. Sobre o escapulário, junto ao coração, viriam a envergar a insígnia que as mesmas Irmãs do Louriçal ostentavam: a figura de um cálice encimado por uma hóstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito destas comemorações, importa conhecer as riquezas de fidelidade ao carisma fundacional de Santa Clara de Assis (1194-1253) que o Real Convento de Santa Helena do Monte Calvário de Évora encerra nos seus tesouros arquivísticos, repletos de testemunhos de vida evangélico, segundo o carisma clariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 23 de Outubro de 1574 chegaram a Évora, seis religiosas para habitarem o Convento de Santa Helena do Calvário, fundado pela Infanta D. Maria de Portugal, filha do Rei D. Manuel I e de D. Leonor de Áustria começado a construir em 1570 e que primeiramente se chamou Convento da Vera Cruz por ter sido construído no local, onde existia anteriormente a ermida da Vera Cruz com casa próprias para o seu ermitã. Das seis religiosas, cinco vieram do Convento da Assunção de Faro, cujas primeiras freiras que o povoaram provieram do convento da Madre de Deus em Lisboa, as quais viviam a Primeira Regra de Santa Clara. A sexta Religiosa era a Madre Benardina de Jesus, primeira abadessa do Convento do Calvário, que veio do Convento de Jesus de Setúbal. Assim, se fundava em Évora um Convento da estrita observância da «Primeira Regra». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8721172697423849472?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8721172697423849472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8721172697423849472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8721172697423849472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/o-convento-do-calvario-de-evora-na.html' title='O Convento do Calvário de Évora na História'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5341961467638510783</id><published>2010-06-15T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-04T14:51:23.499+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Cristo e o Espírito: Hermas não emprega nenhuma vez, ao longo da sua obra, os termos Jesus Cristo, ou Logos, mas sim Salvador, Filho de Deus e Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cristologia de “O Pastor” tem suscitado, de facto, sérias dificuldades porquanto se pretenda encontrar neste autor uma teologia trinitária perfeita. Não é, de facto, o caso; o que não quer dizer que estejamos perante uma doutrina herética. Na verdade, segundo Herm, parecem existir duas pessoas em Deus: Deus Pai e Deus-Espírito-Filho. As passagens mais polémicas encontram-se concretamente na nona Parábola e, de forma mais significativa, na quinta: ”Depois de ter escrito os mandamentos e as parábolas do Pastor, veio ter comigo o Anjo da Penitência e disse-me: - Quero mostrar-te todas as coisas que o Espírito Santo, falando contigo em forma da Igreja, te mostrou. De facto, aquele Espírito é o Filho de Deus” (78(1),1). “O Espírito Santo que pré-existe e criou toda a criatura, Deus o fez habitar na carne que escolhera para si. Esta carne, pois, em que habitou o Espírito Santo, serviu bem o Espírito, caminhando em santidade e inocência sem o contaminar minimamente em nada. Tendo esta realmente vivido em beleza e castidade, tendo por companheiro o Espírito e cooperando em toda a acção, comportando-se forte e corajosamente, associou-se ao Espírito Santo. A conduta desta carne agradou, de facto, a Deus, porque quando portadora do Espírito Santo na terra, não o enxovalhou” (59(6),5-6). Segundo estas passagens, e tendo em conta uma leitura simples e superficial, parece que para Hermas a Trindade consiste num Deus Pai, numa segunda pessoa divina, o Espírito Santo que identifica com o Filho de Deus que assumiu a condição humana carnal e, finalmente, no Salvador, elevado à condição do próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é tarefa fácil, de facto, dissecar e sistematizar as ideias sobre os temas de Cristo e do Espírito tão presentes em Herm, cujo significado está longe de ser claro e coerente. Assim, no que se refere aos Mandamentos, fala-se aí uma vez de espírito (s) santo(s), ora no singular, ora no plural. Outras vezes, o redactor refere-se directamente ao Espírito Santo (veja-se, por exemplo, o quinto Mandamento). Umas vezes ainda é “um espírito que o toma pela mão” (1,3; 5,1); outras vezes, porém, é o espírito ou “os espíritos santos” (91) do homem ou que habitam nele (2,4; 16,9; 19,1; 20,3; 21,2). Noutras ocasiões é o próprio “Espírito Santo que fala sob a forma da Igreja” e é chamado, realmente, de “Filho de Deus” (78,1), como acabámos há pouco de verificar. Ora, a primeira constatação é a de que o autor designa “espírito” a uma série de potências ou entidades internas (vícios/virtudes) ou externas (anjos bons ou maus). Já nos evangelhos encontramos a visão arcaica do homem habitado por espíritos antagónicos que se excluem reciprocamente. Quando alguém segue a via da justiça e da virtude, o espírito bom habita nele. Basta, contudo, que ceda, por instantes, à ira ou à tristeza para que esse espírito bom seja sufocado ou expulso do templo interior que, neste caso, é ocupado por espíritos maus (Cf. 34,3-8; 41,6). Razão pela qual a tristeza constitui um duplo perigo, pois o homem triste não só contrista o Espírito que habita nele, como também o impede de rezar, porque “a prece do homem triste nunca pode subir ao altar de Deus” (42,2). Por isso, o Pastor exorta: “Arreda de ti a tristeza e não atrofies o Espírito Santo que habita em ti, para que não te acuse a Deus e não se afaste de ti. De facto, o Espírito Santo que foi dado a esta carne não suporta esta tristeza nem tal estreiteza” (41,5-6). E continua logo a seguir: “tal como o vinagre e o vinho, misturados no mesmo corpo, não mantêm o mesmo sabor agradável, assim também a tristeza, misturada com o Espírito Santo, não é capaz da mesma oração. Purifica-te, pois, de tal tristeza má e viverás para Deus. Todos os que sacudirem de si a tristeza e se revestirem de alegria total, viverão para Deus” (42,3-4). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5341961467638510783?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5341961467638510783/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_15.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5341961467638510783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5341961467638510783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_15.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-9063394086141368538</id><published>2010-06-10T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-06-10T07:00:04.819+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Somos uns pândegos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para resolver o problema do mal, os pensadores racionalistas, os cientistas e todos os que ideologicamente comungam do mesmo agnosticismo e ateísmo, entenderam que era necessário negar a existência de Deus. Deus não é compatível com a existência do mal! E assim retiraram Deus da corrida. Sem Deus na corrida, sobrava o homem! E agora digo eu: Se Deus não pode ser o culpado da existência do mal (porque foi retirado da corrida) então o culpado tem de ser o homem! Mas qual quê! O homem culpado? Que piada tem isso? Não senhor. A culpa é da natureza! – E em vez da confrontação com Deus, o mundo moderno colocou-se estrategicamente à margem do problema, pôs Deus de fora e atribuiu a culpa à natureza. E assim se alijou o problema, pois a natureza está privada de objectivos, é dominada pelo acaso e pela necessidade, é indiferente aos desejos, é o campo da luta pela existência, da lei da sobrevivência do mais forte e do mais apto, tem as suas próprias leis imutáveis. E o único modo para agir sobre ela é conhecê-la, para depois, com a técnica, forçá-la a fazer aquilo que mais interessa. Consequência: não há explicação para o mal. Tanta pressa em negar Deus, tanta azáfama em livrar o homem de responsabilidades, tanta ilustração a pôr o acento na natureza... e o problema continua, quer seja com Deus, quer seja sem Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mal continua a ser uma dura realidade, com milhares de tentáculos. Todos o sentimos nas suas múltiplas formas de presença concreta. O mal tornou-se um problema sem solução. Perderam-se todas as respostas e todas as esperanças de resposta. E eu continuo a verificar que, mesmo que se negue Deus e se enalteça a bondade e capacidade do homem, mesmo que se justifiquem todos os atropelos e se negue o pecado, mesmo que se aceitem todas as libertinagens e se desculpabilize a maldade, nem por isso o problema do mal deixa de ser problema. Nos nossos dias, o mal, que antes era uma objecção contra Deus, converteu-se numa objecção contra o homem, apesar de os teóricos refutarem esta asserção. Dou-me conta disso na super-culpabilidade apregoada e na super-responsabilidade negada da nossa época. As clínicas e os consultórios de Psicologia e de Psiquiatria são cada vez mais numerosos e não lhes faltam clientes. Exponencialmente explodem culpabilizações por todo o lado, todas de ordem psíquica, sem responsabilidades reais! Também as respostas esotéricas estão na berra. As consciências estão desorientadas. Como a morte de Deus deixou o homem só, resta-lhe a alternativa de se revoltar contra si, num processo de que ele mesmo é a vítima, o acusado e o acusador. Somos uns pândegos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XX o sonho de diminuir o mal no mundo acabou arruinado. A Europa assistiu a duas guerras mundiais medonhas, aos totalitarismos comunistas e nazistas, a genocídios, a crueldades de todos os géneros. Depois veio a guerra-fria, o armamento atómico, a poluição do planeta. Os fundamentalismos, os terrorismos e toda a espécie de inseguranças assolam o equilíbrio terrestre e destroem a paz. O desenvolvimento económico tornou-se perigoso. Consumimos os hidrocarbonetos acumulados nas vísceras da terra durante centenas de milhões de anos e os produtos da sua combustão criam o efeito de estufa que poderá destruir, se não a vida, certamente a nossa civilização. E não sabemos, por agora, como remediar os danos que temos causado. Nenhum sistema político evitou este erro. Pelo contrário, o sistema comunista produziu uma poluição ainda mais grave do que a do ocidente – como se sabe do Mar Aral, do Mar Negro e do rio Danúbio. E nem sequer os países asiáticos parecem comportar-se de forma diferente. O desejo de desenvolvimento prevalece sobre toda e qualquer consideração de prudência. É o fracasso. E, por incrível que pareça, continuamos a realizar o mal como realidade palpável e não queremos assumir a culpa da sua existência! Realmente, somos uns pândegos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-9063394086141368538?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/9063394086141368538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/somos-uns-pandegos_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9063394086141368538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9063394086141368538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/somos-uns-pandegos_10.html' title='Somos uns pândegos!'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3167080432405072926</id><published>2010-06-09T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T17:07:29.535+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PARTE IV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez possamos concluir que na textura da mensagem de Fátima, a missão de Jacinta centra-se no serviço aos Papas do séc. XX. A relação de Jacinta com o terceiro segredo de Fátima parece assim evidente.&lt;br /&gt;O Papa João Paulo II, assumiu em Fátima, nas palavras pronunciadas por ele na Beatificação de Francisco e Jacinta, a consciência de que a Pastorinha Jacinta lhe estava extraordinariamente vinculada com o carisma da oração pelo Papa e concretamente por ele, o Papa protegido e salvo por Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1981. Afirmou João Paulo II: «No domingo passado, junto ao Coliseu de Roma, fizemos comemoração de tantas Testemunhas da Fé do século XX, recordando as tribulações por elas sofridas, através de significativos testemunhos que nos deixaram. Uma plêiade incalculável de Testemunhas corajosas da Fé legou-nos uma herança preciosa, que deve permanecer viva no terceiro milénio. Aqui em Fátima, onde foram vaticinados estes tempos de tribulação, pedindo Nossa Senhora oração e penitência para os abreviar, quero hoje dar graças ao Céu pela força do testemunho que se manifestou em todas aquelas vidas. E desejo uma vez mais celebrar a bondade do Senhor para comigo quando, duramente atingindo no dia 13 de Maio de 1981, fui salvo da morte. Exprimo a minha gratidão também à Beata Jacinta pelos sacrifícios e orações oferecidas pelo Santo Padre, que ela tinha visto em grande sofrimento.»&lt;br /&gt;Ao longo da Historia da Igreja, apareceu várias vezes o carisma de Amor, serviço e fidelidade ao ministério petrino, como foi o caso de St.ª Brígida da Suécia que no Jubileu de 1350 decidiu ficar em Roma, aguardando que o Papa Clemente VI (1342-1352) regressasse à “Cidade Eterna” e St.ª Catarina de Sena, que muito ajudou Gregório XI (1370-1378) a regressar de Avinhão para Roma, definitivamente em Janeiro de 1377.&lt;br /&gt;O Carisma da Jacinta desenvolveu-se em três dimensões: 1) a dimensão profética, referindo-se ao sofrimento dos Papas no futuro da Igreja; 2) a dimensão orante, fazendo de si mesma constante apelo a Deus pela pessoa e intenções do Papa, que ela nem conhecia o nome; 3) a dimensão contemplativa, porque no seu Amor pelo Papa, ela sentia o apelo interior de se sacrificar pela pessoa e intenções do Sumo Pontifício.&lt;br /&gt;Perante o sofrimento do mundo, João Paulo II, percebe Fátima como grande apelo do Céu ao reencontro da Humanidade com o Amor Misericordioso de Deus, por isso afirmou: «Quantas vitimas ao longo do último século do segundo milénio! Vêm à memoria os horrores da primeira e segunda grande guerra do mundo, os campos de concentração e de extermínio, os gulags, as purificações étnicas e as perseguições, o terrorismo, os raptos de pessoas, a droga, os atentados contra os nascituros e a família.&lt;br /&gt;A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do «dragão» que, com a «cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e as lançou sobre a terra» (Ap. 12, 4). A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, todos espera.»&lt;br /&gt;Para sempre, brilhará na síntese biográfica da Bem Aventurada Jacinta Marto esta pedra preciosa que foi o seu carisma ao serviço do Papa e o seu incondicional Amor oblativo em favor do ministério de Pedro.&lt;br /&gt;Bento XVI é peregrino de Fátima neste ano em que celebramos o centenário do nascimento da pastorinha que deu a vida pelo Santo Padre, conforme o pedido vindo explicitamente de Nossa Senhora. É nosso dever peregrinarmos com Bento XVI na gratidão a Deus pelo Dom da Mensagem de Fátima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3167080432405072926?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3167080432405072926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3167080432405072926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3167080432405072926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta_09.html' title='No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5822176545512772129</id><published>2010-06-08T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-07-04T14:49:19.413+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Sexta Parábola: o Anjo da volúpia e o Anjo do castigo. O primeiro aparece nas vestes de um pastor jovem e atraente que conduz as ovelhas à corrupção e à morte. O segundo, de aspecto pouco atraente, reúne as ovelhas feridas para as curar, servindo-se dos sofrimentos do dia a dia como remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sétima Parábola: nesta Parábola, Hermas pede ao “pastor” que afaste o “Anjo do castigo” de sua casa. Deve, no entanto, suportá-lo pacientemente, por mais algum tempo, pois perseverando na justiça e nos preceitos do Senhor, ele e toda a sua família serão libertados de tais ameaças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oitava Parábola: o salgueiro. Devido à sua vivacidade e capacidade de reflorescer sempre, mesmo quando os seus ramos são cortados, o salgueiro é a imagem interessante da eficácia da penitência que faz renascer no crente a graça de uma vida nova. A partir desta imagem, Hermas distingue treze categorias de cristãos: “- Senhor, disse-lhe eu, explica-me que árvore é esta, pois sinto-me perplexo com ela, porque, depois de tantos ramos cortados, a árvore está sã e não parece que dela tivesse sido cortada alguma coisa.- Escuta, disse ele, esta grande árvore que estende a sua sombra por planícies, montanhas e toda a terra, é a lei que Deus deu ao mundo inteiro. Esta lei é o Filho de Deus, que foi anunciado até aos confins da terra. Os povos que estão à sombra da árvore são os que ouviram o anúncio e acreditaram n’Ele. [...] Mas vês os ramos de cada um? Os ramos de cada um são, pois, a lei. Vês, portanto, muitos ramos inutilizados e saberás que todos estes são os que não observaram a lei. Também verás a morada de cada um.” (69,1-2; 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nona Parábola: a construção da torre. Esta impressionante parábola constitui o “coração” da eclesiologia do nosso autor. A torre em edificação é o eloquente símbolo da Igreja, a qual se vai construindo sobre uma rocha, ou seja, sobre o Filho de Deus que lhe serve de alicerce. As pedras para a construção são recolhidas ora das águas, ora das doze montanhas e outras ainda da planície. Todas estas pedras são inseridas na construção sob a supervisão do Filho de Deus que rejeita as pedras defeituosas que, por sua vez, são entregues ao “Anjo da Penitência” para serem retocadas. As pedras que foram retocadas são, finalmente, usadas na construção e a outras rejeitadas de forma definitiva. Encontra-se aqui uma alusão deveras curiosa ao sentido das vestes baptismais, as quais não podem ser rasgadas ou maltratadas, ou seja, o cristão deverá procurar manter sempre íntegra, ao longo de toda a sua vida, a sua dignidade de baptizado, mantendo por sua vez a “brancura” das suas vestes: “- Mas, que significa a torre, perguntei?- Esta torre é a Igreja, disse ele- . E quem são estas virgens?- São os espíritos santos, disse ele. E doutro modo não pode o homem encontrar-se no reino de Deus, se estas não o revestirem da sua indumentária. Pois, se apenas receberes o Nome do Senhor  , mas não revestires a sua indumentária, nada te aproveitará. Efectivamente, estas virgens são as virtudes do Filho de Deus. Se, pois, trouxeres o Nome de Deus, mas não trouxeres a sua virtude, em vão trarás o seu Nome. As pedras que viste, disse, e foram rejeitadas, essas, trouxeram o seu Nome, mas não se revestiram da indumentária das virgens.- Que espécie de indumentária, Senhor, perguntei eu, é a delas?- Esses nomes, disse, são a sua indumentária. Todo aquele que trouxer o Nome do Filho de Deus, também deve trazer os nomes destas, pois até o próprio Filho traz consigo os nomes destas. Todas as pedras que viste entrar na construção da torre, entregues pelas suas mãos [do Filho de Deus] e permanecer na construção, são os que estão revestidos da virtude destas virgens. É por isso que vês que a torre formou com um rochedo um monólito. Assim também os que acreditaram no Senhor pelo seu Filho e se revestiram destes espíritos encontrar-se-ão num único espírito, num único corpo e com uma única cor da sua veste. A habitação desses tais que trazem os nomes das virgens é a torre” (90,1-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Décima Parábola: nesta Parábola, que constitui a conclusão de toda a obra, o Filho de Deus confia a Hermas e à comunidade cristã uma série de recomendações finais e este é admoestado, uma vez mais, por um Anjo, a fa-zer penitência para preservar a sua família de todo o mal e, ao mesmo tempo, a exortar o mundo inteiro a essa mesma penitência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5822176545512772129?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5822176545512772129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5822176545512772129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5822176545512772129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo_08.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7169860149295296398</id><published>2010-06-03T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-06-03T22:20:01.933+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Valores religiosos na educação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando se fala em valores religiosos logo se percebe escarninho em vários rostos e muita gente sussurra baixinho que tresanda o cheiro a sacristia. Com medo de contágio, imediatamente se põem de lado quaisquer considerações sérias sobre o tema. Preconceitos! Ignorância! Intransigência! Jacobinismo! Anti-clericalismo primário! É inegável a importância de todo o tipo de valores na educação, mesmo dos religiosos, tanto mais que a sociedade é o que a educação faz que ela seja. Mas... será conveniente fazer-se o elenco dos valores religiosos a que nos estamos a referir para aquilatarmos da sua maior ou menor importância na educação. Enquanto isso não for feito, pouco adiantaremos de útil. Presumindo que todos sabemos o que são valores religiosos e que usamos o mesmo critério para fazer a triagem entre os que são prevalentemente educativos e os que são exclusivamente confessionais; presumindo que sabemos a quais nos estamos a referir [pois uns contemplam a dimensão ética da vida e outros exprimem ritualmente as manifestações humanas da relação com a divindade, isto é, expressam o significado último do homem, a sua razão de viver e de esperar] e partindo do princípio de que os valores religiosos não devem ser confundidos com o «portar-se bem» – como se religião e civismo se equivalessem – tenho-os como muito importantes na educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente já nos vamos habituando a um ambiente social e ético em que se adensa o panorama da derrocada das estruturas tradicionais da família e emerge a imagem de desleixo e de ausência de fé de que estas estão a dar sinal. A educação a partir de valores evangélicos genuínos (e não só sociológica e tradicionalmente cristãos) deixou de estar na moda, para nossa desgraça. Na linha inversa, confirmo que as referências religiosas (quaisquer que estas sejam) são o habitat natural para determinarmos idealmente o agir das pessoas tanto no respeito das leis e das normas de conduta, pessoal e social, como no tocante às virtudes, aos comportamentos familiares e comunitários, ao sentido da justiça e do amor e ao sentido da vida como uma totalidade. Quem delimita a sua vida por valores religiosos, acata facilmente as outras obrigações sociais. Diferentemente será a minha postura perante alguns ritualismos e tradições, cristãos ou doutras religiões, em que existe promiscuidade entre valor religioso e tradição ritualista, entre fé e crendice, entre liturgia e folclore. Aí ponho as minhas mais profundas reticências e apelo para o bom senso. Neste contexto, presumindo que há muitas famílias constituídas a partir do sacramento do matrimónio que, segundo as suas capacidades, estão em condições de transmitir valores de oração e de culto, entendo que os não conseguirão transmitir plenamente se elas próprias os não viverem e os não considerarem de primeira importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante à educação, genericamente considerada, recordo o esquema em voga sobre as grandes competências que o educador deve possuir – «saber», «saber-fazer» e «saber-ser» – a que se deve acrescentar «saber ‘fazer-ser’», porque o educador não ‘faz ser’ coisas; ele ‘faz ser’ pessoas. Aliás, educar é sempre ‘fazer-ser’, numa ajuda e intercâmbio de gerações e de culturas. E ‘fazer-ser’ pessoas só se consegue com o recurso aos valores, entre os quais os religiosos. E, dentre os religiosos, sobreelevo os valores propostos pelo Evangelho que se exprimem na fé, na justiça, na partilha, no perdão, na verdade e no testemunho. Em todos os tempos e lugares, e acima de todas as políticas e esquemas de educação, há realidades éticas inscritas no coração de toda a gente que dão razão de ser à nossa natureza: somos racionais e relacionais. Levantando esta bandeira, assinalamos que não há educação sem transmissão de valores, pois educar é inserir progressivamente os educandos nos bens mais valiosos que a tradição e a cultura nos proporcionam e a comunidade humana reconhece como bons.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7169860149295296398?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7169860149295296398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/valores-religiosos-na-educacao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7169860149295296398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7169860149295296398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/valores-religiosos-na-educacao.html' title='Valores religiosos na educação'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6861181755192930321</id><published>2010-06-02T17:04:00.000+01:00</published><updated>2010-06-17T17:06:16.943+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PARTE III&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 1 de Setembro de 1939, há 70 anos, iniciava de modo bélico a Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Polónia e a anexação de Danzigue pela Wehrmacht.&lt;br /&gt;Se de facto a visão da pequena Jacinta sobre a guerra, cumpriu-se na Segunda Guerra Mundial, foi com João Paulo II, que se realizaram as profecias acerca dos sofrimentos do «bispo vestido de branco.» O texto do terceiro segredo revelado na Beatificação dos Pastorinhos no ano 2000 coincide e explana as visões da Jacinta sobre o Papa. Fiquemos com o texto original: «Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que pareciam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto com o brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos numa luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros, os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavaleiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal na mão, n’êles recolhiam o sangue dos Martires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.» &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6861181755192930321?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6861181755192930321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6861181755192930321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6861181755192930321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta.html' title='No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4919861026100681382</id><published>2010-06-01T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-07-04T14:46:05.145+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira e quarta Parábolas: o inverno e o verão. O conteúdo destas Parábolas ilustra a impossibilidade de, neste mundo, se distinguir os bons dos maus, tal como as árvores vivas não se distinguem das mortas durante o inverno. Há que esperar o verão para que as árvores vivas e boas se reconheçam pela sua folhagem e frutos: “Mostrou-me, de novo, muitas árvores: umas pujantes, mas outras secas, e diz-me- Vês estas árvores?- Vejo, Senhor, que umas são pujantes, outras secas. As árvores pujantes são os justos, que hão-de habitar o século futuro. O século futuro, portanto, é o verão para os justos e o inverno [árvores secas] para os pecadores. Quando, pois, a misericórdia do Senhor resplandecer, então se hão-de reconhecer os que servem a Deus e serão todos reconhecidos. Pois, assim como no verão se manifestam os frutos de cada árvore e se reconhecem que árvores são, assim também os frutos dos justos serão manifestos e todos serão reconhecidos naquele século, porque são vigorosos. Todavia, os gentios e os pecadores, que são as árvores secas que viste, esses encontrar-se-ão secos e sem fruto naquele século, serão consumidos como madeira pelo fogo e serão manifestos, porque a sua conduta, no decurso da sua vida, foi perversa. Se os pecadores hão-de ser abrasados, porque pecaram e não se converteram, os gentios serão abrasados, porque não reconheceram Aquele que os criou. Tu, portanto, dá fruto para que o teu fruto seja reconhecido naquele verão. Desembaraça-te dos muitos negócios e não peques mais. Na verdade, os que têm muitas ocupações cometem também muitos pecados; estão absorvidos pelos seus negócios e em nada servem ao Senhor” (53,2-5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quinta Parábola: a vinha e o servo fiel. Trata-se de uma exposição deveras interessante sobre o jejum, os demais preceitos e sobre o dever de guardar a pureza do corpo. A prática do jejum exige, acima de tudo, uma reforma moral, estrita observância da Lei de Deus e prática da caridade. Nos dias de jejum, Herm permite somente o uso de pão e de água. A descrição da parábola é um pouco longa. Por este motivo, fiquemo-nos somente com este pequeno extracto: “Se, portanto, observares assiduamente os mandamentos de Deus e as obras desta natureza, alegrar-te-ás, desde que os guardes segundo o meu preceito. – Senhor, disse-lhe, observarei tudo o que me ordenares, pois eu sei que estás comigo.- Estarei contigo, disse ele, porque te preocupas com fazer o bem. E eu estarei com todos aqueles que são possuídos desta boa vontade. Este jejum, continuou ele, guardados que sejam os mandamentos do Senhor, é muito belo! Assim, portanto, observarás este jejum que deves fazer: Antes de mais, guarda-te de toda a palavra iníqua e purifica o teu coração de todas as vaidades deste mundo. Se observares estas coisas, este jejum será perfeito. Farás, portanto, deste modo: Depois de cumprir o que ficou escrito, naquele dia em que jejuares, não provarás outra coisa senão pão e água, e dos alimentos que devias comer, calculada a soma das despesas que naquele dia haverias de fazer, dá-la-ás à viúva, ou órfão ou necessitado e assim privar-te-ás, para que aquele que recebeu da tua privação satisfaça a sua alma e por ti ore diante do Senhor” (56,3-7). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4919861026100681382?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4919861026100681382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4919861026100681382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4919861026100681382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/06/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2951225249615364966</id><published>2010-05-27T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-27T07:00:02.655+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>O mal e o bem à face vêm</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei como são os outros povos, mas nós, portugueses, temos uma tendência inata, quase genética, para inventar, descobrir e encontrar não as causas, mas os culpados de tudo o que vai acontecendo na nossa existência. Unanimemente lhes apontamos o dedo, descansando na presunção de que a culpa nunca é nossa; é sempre deles. Não sabemos viver de outra forma. E o patusco de tudo isso está em que todos os outros parâmetros da vida funcionam nesse âmbito. Por exemplo: há um acidente, morrem umas tantas pessoas. Desde que saibamos como foi (e os media lá estão para informar!) e de quem é a culpa, logo desligamos e passamos para outra motivação, esquecendo as mortes, o sofrimento, as vítimas! Se houve um tiroteio entre gangs, se o terramoto matou milhares numa qualquer parte do mundo longínquo, se os incêndios queimaram muitos hectares de floresta... desde que se saiba como tudo aconteceu, tais temas deixam de interessar. Interessa é descobrir os culpados. E, naturalmente, fazemos a confusão contínua entre culpa e causa, entre causa e circunstância, entre circunstância e condicionalismo., entre motivação e culpa. Por fim, para simplificar as coisas, quando não descobrimos os culpados, apontamos armas contra Deus que Ele, sim, tem as costas largas e é o culpado de tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as contrariedades da vida nos assolam, é comum decidirmos ajustar contas com Deus; e podemos chegar a pensar e até afirmar que, ao ocorrer um cataclismo, um acidente, uma desgraça, foi Ele que quis! Já que é Ele o responsável de toda a criação, o grande arquitecto do mundo, exigimos falar com «o proprietário». Sabem o que é que Deus faz? Não escamoteia a questão, mas pergunta-nos que problema é esse – pois quer-nos satisfeitos. Por nos faltar a honradez e a coragem de assumirmos a quota-parte de responsabilidade, tornamo-nos atrevidos: Se sois bom, como dizem, porque é que as coisas nos correm mal? A piada está em que é esse justamente o grande prazer de Deus: estar por perto quando d’Ele necessitamos, nem que seja para O «chamar à pedra». Ele só aparece quando O chamamos, porque não quer forçar a porta. Às vezes faz-Se rogado e precisamos de esperar muitas horas. Por fim, aparece. Não responde logo, nem responde com respostas, mas com perguntas. Toma o lugar da nossa consciência e lembra-nos: Não estarás à procura de justificações rápidas, escondendo o dedo humano que está por detrás das tuas razões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuidado com as falsas ideias que temos de Deus! Conforme a ideia que d’Ele tivermos, assim será o nosso agir com o próximo. Teremos comportamentos, atitudes e acções generosas se tivermos uma boa opinião de Deus. Se considerarmos Deus como um juiz severo, inflexível e frio, usaremos a mesma severidade no relacionamento com os outros. Estaremos sempre dispostos a julgar e condenar. Tornar-nos-emos legalistas. Se vemos Deus como um polícia à procura da mínima infracção e assíduo em «espiar» os actos e as faltas, também usaremos essa óptica com o próximo. E tornar-nos-emos fiscais e opressores. Se fabricamos a imagem de um Deus mesquinho e justiceiro, da mesma maneira nos iremos comportar. Seremos lentos em perdoar e, se porventura acontecer o perdão, é só depois do devido castigo, de uma lição exemplar; e o nosso relacionamento com os outros não alcançará nunca «a altura, o comprimento, a profundidade» e a imprevisibilidade do amor. Tudo ficará muito rasteiro! Se vemos Deus como um distribuidor de prémios e castigos [pois é grande a influência que a doutrina sobre o inferno e sobre o céu tem em nós] – sentir-nos-emos impelidos a dividir os irmãos entre maus e bons, entre os que merecem e os que não merecem o nosso amor. E nunca entenderemos o que significa amar gratuitamente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2951225249615364966?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2951225249615364966/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/o-mal-e-o-bem-face-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2951225249615364966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2951225249615364966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/o-mal-e-o-bem-face-vem.html' title='O mal e o bem à face vêm'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7607919614976725304</id><published>2010-05-26T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-26T07:00:02.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PARTE II&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As aparições, como sabemos, aconteceram no ano de 1917, em plena Primeira Guerra Mundial (1914-18), porém, a Irmã Lúcia faz referencias a uma outra guerra, que haveria de acontecer e que historicamente identificamos com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Citamos na íntegra o relato da Lúcia: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;«Um dia fui a sua casa, para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa.&lt;br /&gt;- Jacinta, que estás a pensar?&lt;br /&gt;- Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres. Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também!&lt;br /&gt;- Não vês que para o Céu não se pode fugir?»&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi o Papa Pio XI quem protagonizou de modo directo com a fermentação da Segunda Guerra Mundial iniciada há 70 anos, através das suas diversas tentativas de diálogo com os regimes totalitaristas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O grande dilema com que se enfrentava Pio XI frente aos Estados com legislação, ou práticas hostis à Igreja, era a ausência de meios suficientes e eficazes para intervir nestas situações e a dificuldade ou impossibilidade de calcular as consequências e as implicações secundárias que poderiam derivar para Igreja na sua dimensão universal. Este dilema colocava-se com particular ênfase em relação aos sistemas totalitários da Rússia dominada pelos bolcheviques e da Alemanha nacional socialista. Entendemos por «totalitarismo» a pretensão de dispor sem limites e com absoluta exclusividade da totalidade da existência humana, até ao substrato da própria consciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Vaticano, nunca tinha havido dúvidas sobre as delimitações eclesiásticas na relação com o comunismo, totalitário na sua essência, ainda que não se utilizasse o termo “comunismo”. Se, entre 1921 e 1927 a Santa Sé anunciou que poderia estabelecer relações diplomáticas com a União Soviética, esta atitude pode explicar-se à luz dos princípios posteriormente explicados por Pio XI a 14 de Março de 1929, com a seguinte afirmação: “Quando se tratar de salvar, ainda que seja uma única alma, ou de impedir maiores danos para as almas, nós teremos a coragem suficiente para tratar com o Diabo em pessoa”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7607919614976725304?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7607919614976725304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta_26.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7607919614976725304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7607919614976725304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta_26.html' title='No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7583735117782132137</id><published>2010-05-25T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-25T09:00:14.074+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois destes doze Mandamentos ou preceitos, seguem-se as dez Parábolas que se desenvolvem sob a mesma orientação moral e exortativa dos Mandata. Eis o resumo das mesmas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeira Parábola: as duas cidades. O cristão reside, neste mundo, como num país estrangeiro e hostil, do qual pode, a qualquer momento, ser ex-pulso. É, por isso, sinal de insensatez acumular riquezas na cidade terrena em vez de investir, usando as riquezas deste mundo, nos bens eternos da cidade celeste: “Disse-me ele: Vós os servos de Deus sabeis que habitais em terra estrangeira, pois a vossa cidade está muito longe desta. Se, por conseguinte, tendes conhecimento da vossa cidade em que ides habitar, porque preparais aqui campos, grandes prédios, edifícios e habitações supérfluas? Realmente, quem prepara estas coisas nesta cidade, não espera voltar à sua cidade. Ó homem insensato, céptico e miserável! Não vês que todas estas coisas são de país estranho e propriedade de outrem? Dir-te-á, pois, o senhor desta cidade: Não quero que continues a habitar nesta minha cidade, portanto, sai dela, porque as minhas leis não te servem. Tu que possuis campos, habitações e ou-tras muitas propriedades, sendo deste modo por ele expulso, que vais fazer ao teu campo, à tua casa e demais coisas que preparaste para ti? É evidente que o senhor deste país dir-te-á com todo o direito: - Ou tu cumpres as minhas leis, ou sais do meu país” (50,1-4)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;- Segunda Parábola: o olmo e a videira. Estes simbolizam o rico e o pobre que se ajudam mutuamente: o primeiro, através dos seus bens materiais, o segundo com o grande bem espiritual, que é a oração:” Estás a ver o olmo e a videira?- Estou, Senhor, respondo. Esta videira dá fruto, mas a árvore do olmo, não dá. Em todo o caso, se esta videira não trepar o olmo, não pode dar muito fruto, por ficar prostrada na terra, e o fruto que der, dá-lo-á podre, por não se encontrar suspensa no olmo. Quando, pois, a videira se arrima ao olmo, não só dá fruto por ela como pelo olmo. Vês, portanto, que também o olmo dá muito fruto, não menos que a videira, mas até mais- Mas como dá ela mais, Senhor, pergunto?- Porque a videira, disse ele, quando se encontra suspensa no olmo, dá muito e bom fruto, mas, quando prostrada na terra, dá pouco e podre. Esta parábola aplica-se efectivamente aos servos de Deus: ao pobre e ao rico.- Explica-me, Senhor, de que modo. –Ouve, disse. O rico possui muitos bens, porém, aos olhos do Senhor é pobre. Porque embrenhado na sua riqueza, a oração e o louvor que faz ao Senhor é insignificante, e quando as faz, são breves, fracas e destituídas de eficácia divina. Quando o rico se apoia no pobre e generosamente lhe oferece tudo quanto necessita, convicto de que o que fizer ao pobre poderá encontrar a recompensa junto de Deus ( enquanto o pobre é rico na oração e no reconhecimento e a sua oração tem grande poder junto de Deus), então o rico tudo oferece ao pobre sem hesitar. O pobre ajudado pelo rico, intercede por ele, dando graças a Deus pelo seu benfeitor e o rico zela pelo pobre, para que nada lhe falte na sua vida, pois sabe que a petição do pobre é aceite e rica perante Deus” (51,2-6). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7583735117782132137?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7583735117782132137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7583735117782132137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7583735117782132137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_25.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2700707995479101669</id><published>2010-05-20T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-20T07:00:03.941+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Carácter pedagógico da morte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A morte é o mais excelente meio pedagógico para nos exercitarmos na sinceridade e na autenticidade de vida. Diga-se, no entanto, em abono da verdade que, em si mesma, a morte nunca é pedagógica. O que é pedagógico é a nossa condição mortal, ou seja, a certeza de que haveremos de acabar e de que estamos todos os dias a acabar mais um bocadinho até ao último dia; e que esse último dia se vai antecipando através de sinais bem visíveis, como sejam os do sofrimento físico e psíquico, os remorsos e a solidão. A função educativa da morte assenta na certeza de que, quer se queira quer não, somos mesmo mortais. Diferentemente do animal, damo-nos conta de que havemos de morrer e sabemos que caminhamos para o aniquilamento inevitável. A morte é uma certeza espontânea e inata e não um saber neutro e impessoal. Viver na consciência da morte é misturar a ameaça iminente que não perdoa com um prazo que ainda permite reagir e fugir por algum tempo. Mas é totalmente inaceitável considerar a morte do homem como um problema exclusivamente biológico, sob pena de esquecer duas coisas fundamentais: a nossa espiritualidade e a nossa dimensão sociocultural. O corpo não é só biológico: é essencialmente «humano», é presença e lugar da realização humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É característica de todos os seres vivos nascerem, crescerem, reproduzirem-se e morrerem. Tudo isto se verifica na passagem efémera no tempo e no espaço terrestre. Os seres humanos não escapam a este processo. Então, que nos ensina a nossa condição mortal? Ensina-nos quatro coisas. Primeira: que, enquanto por cá andamos, é nossa missão criar um mundo cada vez mais humano. Essa missão obriga moralmente. Explico-me: Porque queremos viver dignamente, trabalhamos para atrasar o inevitável. Foi contra a insegurança da existência, permanentemente exposta à morte, que os nossos antepassados criaram as estruturas de uma imensa civilização. Construiu-se um mundo onde é imperioso haver pão para todos, casa, justiça, remédios, possibilidades de cada um se afirmar. Neste mundo, assim construído, cada homem luta contra as enfermidades, as injustiças, as alienações. As suas e as dos outros. Toda a empresa cultural da humanidade é uma luta contra a morte. Segunda: que é relativo o valor dos bens materiais. Porque todos morrem, sem excepção, e ninguém leva consigo os bens deste mundo, a morte induz a reconhecer às coisas mundanas o valor próprio de cada qual e a recusar significados que estas não têm. Concretamente, o valor da vida não pode estar na acumulação de bens para usufruição exclusiva. Não vale a pena serem tomados como absolutos os bens e os valores que são simplesmente relativos. A procura de bens materiais e culturais, a criação de uma civilização humana, o reino do ter e das estruturas em geral, têm sentido se servem para a promoção das pessoas e são usados em favor delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceira: que todos somos nivelados na mesma prova e desventura e que todas as funções sociais devem ser vividas como um serviço aos outros e não como uma forma de autopromoção nem de «puleiro» para dominar seja quem for. A morte desmascara o egoísmo e a exploração, a vontade de poder e a sede de domínio. Convida-nos a pensar que há lugares para todos, já que ninguém é indispensável na comunidade humana. A morte anula todas as diferenças entre ricos e pobres, entre poderosos e miseráveis. Quarta: que a existência tem um sentido de totalidade e um carácter de prova, isto é, a morte impede retocar ou mudar o sentido que se deu à vida. O que se fez durante a existência está fixado na sua figura definitiva. Quem escolheu, enquanto vivo, um determinado estilo de comportamentos, de atitudes, de acções, já não pode mudar! Com o momento da morte esgotaram-se as últimas possibilidades. Atingiu-se o topo. Já não há uma segunda oportunidade. Só se pode esperar que os vivos possam agir em favor dos mortos, e que o façam pela oração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2700707995479101669?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2700707995479101669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/caracter-pedagogico-da-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2700707995479101669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2700707995479101669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/caracter-pedagogico-da-morte.html' title='Carácter pedagógico da morte'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2699145040885313777</id><published>2010-05-19T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-19T12:58:08.895+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;PARTE I&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja de Roma disfruta, desde as origens, de um prestigio particular porque foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo, que testemunharam a sua fé pelo martírio e aí foram sepultados. É a única Igreja do Ocidente fundada por um apóstolo. Os Bispos de Roma (como Clemente: 90-100), em defesa da fé e da unidade, exerciam uma precedência reconhecida por Inácio de Antioquia e Ireneu de Lião. Roma surgiam como a sede de uma tradição privilegiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Concilio Vaticano I em 1870 foi definido como dogma a Infalibilidade Pontifícia. No mesmo ano, a tomada de Roma marcou o triunfo da unidade politica da Itália que, desde 1859, vinha tirando ao Papa, progressivamente, todos os territórios. Até à assinatura dos acordos de Latrão, a 11 de Fevereiro de 1929, os Papas consideraram-se então prisioneiros no Vaticano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papado assumiu, entretanto, uma dimensão internacional pelas intervenções na questão social (Rerum Novarum; 1891 e todas as encíclicas que assinalam o seu aniversário), pelas tomadas de posição nos conflitos mundiais, mesmo que a sua voz fosse pouco escutada, pelo encorajamento dispensado aos movimentos da Acção católica, pelas advertências a respeito das ideologias totalitárias (1937: Divini Redemptoris contra o comunismo ateu, Mit brennender Sorge contra o nazismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto de grandes sofrimentos advindos pelo materialismo ateu e pelos totalitarismos que devemos situar as narrações que a Irmã Lúcia faz acerca da pequena Jacinta e que passamos a citar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;«Um dia, fomos passar as horas da sesta para junto do poço de meus Pais. A Jacinta sentou-se nas lajes do poço; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado duma ribanceira que aí havia. Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim:&lt;br /&gt;- Não viste o Santo Padre?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! Temos que pedir muito por Ele.&lt;br /&gt;Já disse como, um dia dois Sacerdotes nos recomendaram a oração pelo Santo Padre e nos explicaram quem era o Papa. A Jacinta, depois, perguntou-me:&lt;br /&gt;- É o mesmo que eu vi a chorar e de quem aquela Senhora nos falou no segredo?&lt;br /&gt;- É – lhe respondi.&lt;br /&gt;- Decerto aquela Senhora também o mostrou a estes Senhores Padres! Vês? Eu não me enganei. É preciso rezar muito por Ele.&lt;br /&gt;Em outra ocasião, fomos para a Lapa do Cabeço. Chegados aí, prostrámo-nos por terra, a rezar as orações do Anjo. Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim:&lt;br /&gt;- Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?&lt;br /&gt;Passados alguns dias, perguntou-me:&lt;br /&gt;- Posso dizer que vi o Santo Padre e toda aquela gente?&lt;br /&gt;- Não. Não vês que isso faz parte do segredo? Que por ai logo se descobria?&lt;br /&gt;- Está bem; então não digo nada.» &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2699145040885313777?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2699145040885313777/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2699145040885313777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2699145040885313777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/no-centenario-do-nascimento-de-jacinta.html' title='No Centenário do nascimento de Jacinta, Bento XVI peregrino de Fátima'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-9170510318559657792</id><published>2010-05-18T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-19T12:53:01.334+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No que respeita ao conteúdo dos doze Mandamentos ele tem a ver com uma espécie de código de vida e conduta cristãs, correspondentes, de certo modo ao Decálogo da antiga Lei. Estabelecem os preceitos que os penitentes têm que por em prática no seu novo modo de agir e tratam em concreto: a) da perseverança na fé, no temor de Deus e na continência e temperança; b) da simplicidade e inocência de coração; c) do respeito pela verdade; d) da fidelidade e comportamento correcto no matrimónio; e) da paciência e do autodomínio; f) da fé e confiança no Anjo da justiça e da renúncia ao Anjo do mal; g) do temor a Deus e não do temor ao Diabo; h) do abster-se do mal e procurar o bem; i) do evitar o espírito indeciso e dúbio; do evitar a tristeza e o pessimismo; l) do dever de venerar os verdadeiros profetas e evitar os falsos e m) do dever de combater e extirpar os maus desejos e praticar os bons. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A secção dos Mandata termina, tal como cada um individualmente, com uma exortação e uma promessa. Aos pusilânimes, que duvidam das suas forças para cumprir os mandamentos propostos, é-lhes garantido que, colocando toda a confiança em Deus, tornar-se-á possível cumpri-los e que todos os que permanecerem fiéis aos Mandamentos obterão a vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-9170510318559657792?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/9170510318559657792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_18.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9170510318559657792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9170510318559657792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_18.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4976885763382086772</id><published>2010-05-13T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-13T07:00:00.806+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>As coisas de que me queixo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comparando os valores que orientaram a minha geração, já lá vão algumas décadas, com os que orientam a geração actual, dou comigo a pensar que, agora, se vive um período de ruptura civilizacional, cultural e ética. Peço desculpa do atrevimento em dizer o que penso, pois sei que é próprio dos mais idosos emitirem juízos de valor começados com as palavras “no meu tempo é que” para dizerem do seu desconsolo actual, presumindo que «antigamente» era tudo muito melhor! Mesmo assim, não resisto a dizer que há, cada vez mais, um enorme abismo entre as gerações, bem notório nas mentalidades e nos respectivos valores. Muitos atribuem a criação deste abismo ao liberalismo capitalista; outros, à civilização do consumo; outros, enfim, a esta ou àquela corrente, vinda não se sabe donde. Este abismo constato-o, por exemplo, nas manipulações genéticas, no tráfico de droga, em todas as espécies e formas de contrabando, no mercado paralelo quase a descoberto, na fuga permanente aos impostos, na falta de autoridade do Estado para elaborar e fazer cumprir as normas de comportamento social, no aumento assustador dos gastos públicos, no excessivo recurso ao prestígio e às representações para se gastar ainda mais, na fuga de capitais – enquanto muitos trabalhadores continuam com salários em atraso. Mais grave que estas transgressões do quotidiano, parece ser a falta de critérios éticos válidos para os denunciar ou, o que ainda é mais injusto, a utilização de diferentes pesos e medidas conforme as pessoas em jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se falo em vazio ético é porque me dou conta de que há Estados que permitem que o vigarista viva ao mesmo nível que o comerciante honesto, que aquele que paga o salário a quem trabalha viva ao mesmo nível daquele que, podendo, não o faz. Os países, de civilização ocidentalizada, estão a permitir a existência de situações exageradas de «tolerância», porquanto os seus dirigentes criam confusões na cabeça dos cidadãos, levando-os a concluir que o mal é bem, os defeitos são feitios, o anormal é normal, os vícios são virtudes e o crime compensa. O complexo histórico-cultural em que se inserem os valores humanitaristas e libertários, propalados pela cultura contemporânea, funcionam como justificação ideológica de uma alienação consentida, constituindo mecanismos de defesa em relação à busca do sentido de existência. Em grande escala, verifica-se a tentação, por parte de muitos cidadãos, de interpretar ingenuamente esses valores libertários e humanitaristas pelo seu valor facial, como se fossem autênticos valores humanistas – [Uma coisa é «humanista» e outra é «humanitarista»]! Existe um complexo ateu de atitudes e de mecanismos culturais que dão consistência às actuais ideologias e se mostram com uma cara tão filantrópica que a questão de Deus é simplesmente diluída. Esta situação empobrece culturalmente a nossa tradição portuguesa, de origem cristã e de feição católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se falo em vazio ético é porque me dou conta de que muitos fazem o vil mercado de impor a seita [não importa se religiosa, agnóstica, ateia, mercantil, fundamentalista, ideológica ou outra] a que pertencem, roubando o espaço de autonomia, de crescimento e de liberdade às pessoas mais simples. Financeiramente, destaco o fervor sectário dos Bancos a impingir créditos e, pouco tempo depois, a solver em benefício próprio os bens hipotecados, deixando na miséria milhares de famílias cujos rendimentos não dão para pagar os juros dos tais créditos! Comparando a infinita miséria do mundo operário do século dezanove com a grande parte do terceiro mundo actual, verifico que o poder e o domínio de uns é sempre firmado à custa da impotência dos outros. As pessoas mais simples vêem-se impotentes, sozinhas, imersas numa profunda solidão que se acentua à medida que vão avançando as estruturas despersonalizantes dos que se impõem despudoradamente. Atendendo aos seus procedimentos, o vazio ético está nos opressores, nos manipuladores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4976885763382086772?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4976885763382086772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/as-coisas-de-que-me-queixo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4976885763382086772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4976885763382086772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/as-coisas-de-que-me-queixo.html' title='As coisas de que me queixo...'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2934759304711700510</id><published>2010-05-12T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-12T07:00:03.756+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Foi assim que Jacinta amou a Igreja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nosso Senhor Jesus Cristo confiou a um grupo de “doze” a Sua missão salvifica: “Foi-me dado todo o poder no céu e na Terra. Ide, portanto, fazer discípulos todos os povos, baptizando-os… ensinando-os… Eu vou permanecer convosco até à consumação dos tempos.” (Mt. 28, 18-20). São estes “doze” e os seus sucessores quem, pode dar a suprema garantia da fidelidade da Igreja ao Espírito do Seu Fundador – daí que a unidade da Igreja, assim como a catolicidade tenham de entroncar na apostolicidde. Com efeito, a Igreja não é una se não estiver em consonância com a Igreja apostólica; a Igreja não é católica se não for idêntica àquela que nasceu de Jesus Cristo com os “Doze”. A apostolicidade é, por assim dizer, o fundamento das outras propriedades da Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apostolo é aquele que viveu com Cristo desde o Baptismo de João e que pode dar testemunho da Sua Ressurreição (Cf. Act. 1, 21-22); é aquele que recebeu directamente de Cristo uma missão particular por força da qual há-de anunciar o Evangelho com autoridade; é um dos “doze” que Jesus escolheu directamente, ou alguém que a eles seja agregado, por indigitação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que a Igreja é “apostólica” significa afirmar que a Igreja de Jesus Cristo é aquela que parte desses “doze”. O que Cristo disse e fez chegou-nos pela via apostólica. Sem os Apóstolos não teríamos Igreja nem saberíamos nada do seu Fundador. Mesmo depois do desaparecimento terreno dos “Doze a Igreja continua a ser apostólica em virtude do Espírito que assiste e nela suscita outros homens que perpetuam, na fidelidade às origens, a missão dos apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apostolicidade não se esgota no facto de a Igreja ter sido fundada sobre os apóstolos. A apostolicidade inclui, além disso, a fidelidade à doutrina de Cristo que os apóstolos nos transmitem. Essa fidelidade é garantida pela sucessão ininterrupta dos “Doze” na Igreja de Jesus. É, portanto, na sucessão apostólica ininterrupta que se há-de encontrar a ligação da Igreja de qualquer tempo à Igreja d primeiro tempo. É na sucessão apostólica que se há-de, em última análise, descobrir a raiz da Igreja verdadeira. A Igreja verdadeira será, portanto, aquela que se encontra na tradição, ligada aos “Doze” pela doutrina e pela sucessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em Jerusalém e na Samaria que se formou a primeira comunidade dos crentes em Jesus de Nazaré, o Messias e o Filho de Deus. Durante os quarenta dias que comungou frequentemente com os seus discípulos, no seu estado de ressuscitado, Jesus deixou aos seus fiéis as instruções necessárias para a edificação do Reino de Deus por Ele anunciado, ordenando-lhes que permanecessem na Cidade Santa de Jerusalém até que descesse o «Paráclito» (Jo. 14, 1). Com a sua inspiração e sustentados pelo Espírito Santo tornar-se-iam suas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria e até aos confins da Terra (At. 1, 8).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No décimo dia, após a Ascensão, na festa hebraica chamada Pentecostes (2Mac. 12, 32) cumpriu-se a vinda do «Prometido pelo Pai», depois que, sob proposta de Pedro, com a eleição de Matias para o lugar de Judas, o traidor, estava de novo completo o colégio dos “Doze”. Pedro aparece como cabeça do colégio dos “Doze” e guia da comunidade primitiva, anunciando corajosamente diante do povo, Jesus como Senhor crucificado, ressuscitado e subido ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a primeira festa do Pentecostes começa a verdadeira história da Igreja cristã. Naquele momento a Igreja foi proclamada solenemente e diante do mundo inteiro, ali representado pela pluralidade das línguas, como o novo Reino messiânico universal, independente da Sinagoga e sustentado pelo «Espírito da verdade» que o sustentará até ao fim dos tempos (Jo. 14, 17).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta Igreja que Jesus fundou sobre os Apóstolos que a Beata Jacinta Marto amou na sua simplicidade de criança. Ela viveu a sua experiência eclesial no contexto da sua paróquia e num tempo marcado por três grandes “devoções” populares: A Eucaristia, Nossa Senhora e o Papa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida dos videntes foi muito importante a vivência da Fé no seio de suas famílias que lhe transmitiram a primeira consciência de Fé, nomeadamente na devoção da reza diária do terço, que na sua inocência elas procuravam cumprir de modo quotidiano e com rapidez, como obrigação assumida em obediência a seus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor à Igreja percebe-se na vida da Jacinta pela sua especial devoção ao Papa, na ocasião Bento XV (1914-1922) que sofreu todas as vicissitudes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a depressão económica de 1919 e a revolução Bolchevique da Rússia iniciada em 1917. Jacinta Marto recebeu o especial carisma de rezar pelo Papa, que ela viu em grande sofrimento em contexto de violência, guerra e perseguição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração reparadora que Jacinta Marto fazia conjuntamente com sacrifícios pela conversão dos pecadores tinha como intenção trazer à Igreja de Cristo todos aqueles que a tinham abandonado, ou nela viviam, mas como vidas duplas. A oração e os sacrifícios oferecidos pela conversão dos pecadores são urgentes sobretudo num tempo em que se proclamava o ateísmo militante e estatal, sobretudo na Rússia se fazia sentir na questão religiosa e anti-clerical que a Primeira República suscitou em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jacinta Marto amou a Igreja no contexto e na espiritualidade do seu tempo e percebeu que Nossa Senhora lhe pedia um grande amor ao Papa e aos pecadores, exprimindo nestas duas devoções a Misericórdia de Cristo Bom Pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela percebeu como Santo Agostinho que não é possível chamar a Deus por Pai, se não tivermos a Igreja por Mãe e com o Cura d’Ars que quando se quer destruir a religião se começa por atacar os Padres e sobretudo o Papa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2934759304711700510?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2934759304711700510/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/foi-assim-que-jacinta-amou-igreja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2934759304711700510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2934759304711700510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/foi-assim-que-jacinta-amou-igreja.html' title='Foi assim que Jacinta amou a Igreja'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7347967155754272208</id><published>2010-05-11T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-11T07:00:03.809+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira Visão compreende, por sua vez, cinco momentos. No primeiro, a Igreja surge a Hermas durante a noite, a fim de marcar um encontro com ele numa seara para uma importante revelação. No dia seguinte, e num segundo momento da Visão, e no local e hora combinados, Hermas encontra-se com a mulher que lhe aparece acompanhada de seis jovens. Depois de o convidar a sentar-se diante dos presbíteros, mostra-lhe uma grande torre que está a ser construída, sobre as águas e com pedras de diversas qualidades, pelos seis jovens e que lhes são trazidas por milhares de operários. Segue-se a explicação das múltiplas alegorias desta Visão. Num terceiro momento, a Igreja mostra a Hermas sete mulheres que sustêm a torre e personificam as sete virtudes cardeais. Depois, encarrega-o de, no espaço de três dias, transmitir aos fiéis e seus chefes uma severa admoestação. Finalmente, a Igreja, transportada pelos seis jovens, desaparece em direcção ao oriente. No quarto momento, a Igreja mostra-se, de novo, a Hermas, exortando-o a preparar-se, através da oração e do jejum, para uma nova revelação pedida pelo próprio. Na noite seguinte (quinto e último momento) é um jovem que revela ao autor o mistério que tanto o intrigava e que dizia respeito aos diferentes aspectos assumidos pela mulher nas três visões em que se mostrara cada vez mais jovem. Tal rejuvenescimento significa, pois, a renovação operada na Igreja pelas revelações e penitência comunicadas por meio de Hermas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta Visão ocorre vinte dias depois. A caminho da sua casa, Hermas é surpreendido por um enorme monstro marinho que o persegue, mas consegue ultrapassá-lo sem que lhe aconteça algo de mal. A Igreja, que desta vez aparece nas vestes de uma virgem, revela-lhe que o monstro é figura da grande tribulação que se avizinha. Faz-lhe ainda saber que os cristãos podem, tal como Hermas, escapar a tal ameaça mediante a penitência e a conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da quinta Visão, o interlocutor de Hermas será um “pastor” que se apresenta, pois, como o “Anjo da Penitência” enviado pelo “Anjo Santíssimo” para permanecer com Hermas até à morte. Entretanto, o Pastor dá ordens para que o autor coloque por escrito os Mandamentos e Parábolas que lhe serão ditadas. Entramos, assim, na segunda parte da obra, na qual são ex-postas as orientações a seguir para uma renovada vida cristã após o perdão extraordinário anunciado por Hermas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7347967155754272208?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7347967155754272208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7347967155754272208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7347967155754272208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo_11.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7022917558369217061</id><published>2010-05-06T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-05-06T22:12:11.449+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Existe purgatório?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um princípio de razoabilidade que diz «não fales daquilo que não sabes». Num clima de honestidade intelectual, este princípio, se fosse respeitado, evitaria milhões de discussões inúteis, milhões de palpites sem fundamento ditos com muita veemência. Por isso deveria aplicar-se a qualquer tipo de conhecimento, não importa se especulativo se prático, científico ou do senso comum. Veja-se, neste contexto, o caso do Purgatório, a respeito do qual seria melhor ficar-se calado. Só que, ficando calado, nem a especulação nos permitiria pensar fosse o que fosse nem, quanto a esse tema, a história teria qualquer sentido. Lutero (séc. XVI) foi o culpado. Lutero declarou que não é possível provar a existência do purgatório a partir da Sagrada Escritura. Não havendo provas bíblicas, concluiu da sua não existência. Esta declaração fez estremecer a «fé» e aguçou a curiosidade de alguns católicos que se puseram afincadamente a folhear a Bíblia à procura de alguns versículos que deixassem Lutero por mentiroso e que demonstrassem aos protestantes que estes não têm razão. Pararam no 2.º Livro dos Macabeus, cap. 12, versículos 38-46.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta passagem bíblica relata que no ano 160 a.C., numa batalha contra os Sírios, morreram vários soldados judeus; quando os foram sepultar, encontraram, por debaixo das roupas, amuletos e talismãs. Estupefacto com tal descoberta e confrontado com tal superstição, Judas Macabeu ficou «passado»; mas teve uma ideia: fez uma colecta entre os soldados e mandou-a ao templo de Jerusalém para ser oferecido um sacrifício de expiação pelos pecados daqueles soldados, a fim de que Deus lhes perdoasse o pecado de idolatria e pudessem gozar da ressurreição. Ora bem. Este texto não fala de purgatório. Diz simplesmente que o pecado da idolatria (pois é disso que se trata) era «perdoado», em vida, com um sacrifício de expiação chamado Kippur, realizado no templo (cf. Levítico 4 e 5). Estando já mortos, aqueles soldados não mais podiam oferecer o sacrifício para ficarem purificados ritualmente. Judas pensou na solução: os vivos poderiam oferecê-lo em vez dos mortos e em favor dos mortos; e foi por isso que ordenou essa colecta. Sem se dar conta, anunciou a solidariedade entre vivos e mortos e prognosticou o dogma da comunhão dos santos [que a imagem dos vasos comunicantes tão bem explicita].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sejamos prudentes: o facto de a Bíblia não usar o termo «purgatório», não significa que não tenha sentido nem fundamento. Pelo contrário. A Igreja baseia-se exactamente na Bíblia para ensinar a sua existência. Não a partir de um texto concreto em particular, mas em duas ideias gerais que, clara e repetidamente, nela estão patentes e são o núcleo deste dogma. A primeira é a convicção de que só é possível ter acesso à presença de Deus em absoluta pureza, quer ritual, quer moral. A segunda é que Deus, na “outra” vida, recompensará cada um conforme as suas obras (cf. Rm 2,6). Ora bem: todos havemos de morrer, e nisso nem sequer somos originais! Acontece que muitos, apesar de terem sido fiéis no redil do qual Cristo é a porta, precisarão de uma etapa prévia de purificação após a morte, já que não estão «em condições». Etapa não mensurável à maneira de calendário, mas à maneira de eternidade. Como será, não sabemos. O que sabemos (pela fé) é que quem está no Purgatório são seres espirituais, incapazes de comunicar fisicamente com o nosso mundo material. Tomemos como verdade que há por aí engenhosos disparates, nascidos da devoção piedosa e da imaginação desastrosa, que se manifestam num arrazoado de frases bonitas, misturando a graça com o castigo, o tempo com a eternidade, a acção divina com a humana. [Todos nos lembramos de alguns livros de devoção que traziam listas de pecados veniais com a indicação precisa da duração dos castigos, como se fosse possível contar no além o tempo por anos, meses e semanas. E da mesma maneira as indulgências parciais que eram interpretadas como a garantia de uns tantos dias a menos nesse «mar de chamas»]! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7022917558369217061?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7022917558369217061/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/existe-purgatorio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7022917558369217061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7022917558369217061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/existe-purgatorio.html' title='Existe purgatório?'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2499131872488979808</id><published>2010-05-04T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-05-04T08:26:30.254+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Estrutura e conteúdo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herm apresenta-se, tal como o podemos ler hoje, materialmente divido em três partes: cinco Visões, doze Mandamentos e dez Parábolas. Todavia, tais títulos apresentados pelo próprio documento não correspondem exactamente ao seu conteúdo . Assim, segundo o conteúdo e a lógica interna da obra, esta pode, pois, dividir-se em dois grandes e distintos blocos: um que compreende as quatro Visões e um que inclui a quinta Visão, os doze Mandamentos e as dez Parábolas. Se, no primeiro bloco ou primeira parte, a figura central é a Igreja que se apresenta a Hermas sob o aspecto de uma nobre senhora, no segundo bloco ou segunda parte o personagem central é o “Anjo da Penitência” que dialoga com Hermas, sob as aparências de um pastor (“O Pastor...o Anjo da Penitência”) (25,7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermas começa por recordar o encontro que teve com a sua antiga e formosa Rode quando esta se banhava mas margens do rio Tibre, tendo-a momentaneamente desejado para sua esposa, ele que já era casado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, tendo essa tal Rode já falecido, e quando se dirigia para Cumas, Hermas teve a sua primeira Visão, na qual a sua antiga patroa e o repreende pelos desejos ilícitos que nutrira em relação a ela, pro-metendo-lhe, ao mesmo tempo, o perdão de Deus. Hermas continua, porém, perturbado pela severidade dos juízos divinos e é neste estado de espírito que lhe aparece a Igreja, sob as vestes de uma mulher idosa, e lhe explica a verdadeira razão da ira divina, ou seja, o mau comportamento da sua família, especialmente dos filhos, responsáveis pelas desventuras de Hermas. Depois, a mesma mulher (Igreja) lê-lhe um livro repleto de ameaças contra os pagãos e apóstatas e de encorajamento aos cristãos fiéis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A segunda Visão, acontecida um ano depois, desenrola-se em quatro momentos. Primeiro, aparece a mulher idosa que oferece a Hermas um pequeno escrito para que ele o copie. Quinze dias mais tarde, é-lhe revelada a compreensão do conteúdo desse escrito e que retomava tudo quando já tinha sido dito na primeira Visão: os filhos de Hermas tinham pecado gravemente, mas Deus encarregaria o seu pai de os exortar à penitência, a eles e aos outros cristãos pecadores. Tal penitência é assegurada a todos os crentes e abrange todos os pecados passados, mas será a última oportunidade. Trata-se efectivamente de uma espécie de jubileu extraordinário que precede a “grande tribulação” que se aproxima. Num terceiro momento desta Visão, aparece uma jovem a revelar a Hermas a identidade da mulher idosa: ela é a Igreja, a “primeira de todas a ser criada”. Finalmente, num quarto momento, e pela terceira vez, a Igreja apresenta-se ao autor dando-lhe ordens para a difusão do referido escrito. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2499131872488979808?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2499131872488979808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2499131872488979808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2499131872488979808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/05/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6436549012647553166</id><published>2010-04-29T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-05-04T08:28:19.127+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Liberdade e dignidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde a revolução francesa, a palavra com maior carga sociopolítica é a palavra «liberdade» e, por isso, é tanto mais reivindicada quanto mais os poderes a pisam ou negam. Mesmo sendo “própria” da natureza humana, está permanentemente ameaçada pela debilidade, pela dependência do mal e por um conjunto de circunstâncias eventuais. De facto, bem podemos afirmar que a liberdade não é somente um estatuto com que se nasce, é essencialmente um “poder”. O homem nasce livre, estruturalmente livre; e anseia por exercer esse poder. Ao longo da sua vida consciente, tem a possibilidade de se configurar com as livres decisões que toma e, assim, influenciar a configuração do mundo. Mas nem sempre o faz «responsavelmente» – o que é uma pena! Pensando, dizendo ou agindo, nada fica sem ter alguma efectividade; tudo tem consequências, tudo produz resultados, mesmo que só venham a verificar-se mais tarde. Naturalmente livre é aquele que consegue realizar as suas decisões em conformidade com a verdade e a experiência. Responsavelmente livre é aquele que, agindo em consequência, não se verga a inclinações, impulsos e caprichos. Ser naturalmente livre é tarefa essencial da vida; ser responsavelmente livre é comprometer-se com e pela liberdade, sempre na iminência de ser chamado a contas pelos actos deliberadamente decididos e realizados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É então a liberdade um conceito essencialmente sociopolítico. Muito apetecível, é frequentemente utilizado por todos os partidos como «slogan» próprio – o que lhe dá significações diferentes e aplicações diversas. Muitos cidadãos receiam, por isso, que ela oscile e se estatele entre esquerda e direita por um qualquer pequeno motivo, e que afecte, em última análise, a sua dignidade de cidadãos. Desde que foi convertida em tema essencial e central nas chamadas democracias modernas, entrou na promulgação das leis fundamentais, (Constituições) e na configuração dos princípios básicos dos Estados. Foi aí que, ganhando um conteúdo público, ganhou também a significação de dignidade. A liberdade e a dignidade alicerçam as Constituições políticas dos Estados democráticos e dão-lhes um peso tal que os cidadãos – portadores dos mais altos valores espirituais e morais –, a elas recorrem quando não são respeitados nem defendidos daquilo e daqueles que atentam contra eles. No contexto político, ser cidadão equivale a ser livre e a ser respeitado na sua dignidade. Historicamente custou sangue, mas é-nos particularmente agradável saber que a liberdade e a dignidade são consideradas por uma grande parte da humanidade como algo de lógico e natural.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas... uma coisa é a teoria e outra é a prática. Se consideramos a liberdade, mesmo sem o pensar, como a coisa mais natural do mundo, o mesmo não fazemos acerca da dignidade. A título de exemplo, pergunto: – Até que ponto estaremos dispostos, se for necessário, a sacrificar qualquer coisa para defender a dignidade, como o fazemos para defender a liberdade? Não! Não se trata do problema da defesa militar do país para garantir a sua independência. Trata-se da defesa da dignidade humana, nas mais diversas situações em que se é vítima de preconceitos, pensamentos, actos, palavras e atitudes. Quanta dignidade não desprezámos, quanta ignomínia deixámos amontoar-se, só pelo facto de não permitirmos que o nosso bem-estar, a nossa tranquilidade e comodidade fossem molestados, apesar de sabermos que a vida se vê cada vez mais influenciada, mais administrada, mais organizada e mais manipulada por forças internas e externas! A história da nossa vida diz-nos que só estamos disposto a grandes e duros sacrifícios quando, consciente e previamente, nos preparámos para eles por incontáveis pequenas renúncias. Mas essa pode ser simplesmente uma desculpa! Então? A que coisas queremos renunciar para defender a dignidade humana? Aos preconceitos, aos caprichos, às veleidades? Se for, óptimo! Se não for, paciência! Neste caso, talvez estejamos a criar uma sociedade em que a indiferença e a doce passividade levem à morte moral de milhões de cidadãos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6436549012647553166?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6436549012647553166/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-dignidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6436549012647553166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6436549012647553166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/liberdade-e-dignidade.html' title='Liberdade e dignidade'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5574861926040988193</id><published>2010-04-27T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-04-28T00:15:44.355+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Introdução (cont.)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para podermos compreender o teor das afirmações deste escrito, é importante conhecer o contexto sócio-eclesial no qual teve origem. É isso que vamos hoje apresentar, de uma forma muito sintética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contexto sócio-eclesial no qual se desenrola a mensagem de Herm é bastante conturbado. O quadro eclesial apresentado pelo autor leva-nos, de facto, a concluir que a comunidade de Roma era já bastante numerosa e organizada hierarquicamente. Tal crescimento poderia, muito bem e em parte, estar associado a um certo relaxamento da fé e das virtudes cristãs, tão denunciado neste documento. Na sétima Parábola (Cf. 72,5) fala-se dos “hipócritas” e “introdutores de doutrinas estranhas” que convencem os cristãos “com as suas doutrinas vãs”. E a nona Parábola (Cf. 99,1) denuncia a existência, no seio da comunidade, de crentes “duros de inteligência e arrogantes... que tudo desejam conhecer e absolutamente nada sabem”. Trata-se, pois, de uma alusão ao gnosticismo emergente que começa a ameaçar a essência da fé cristã, desde a primeira metade do sec. II, precisamente quando as grandes figuras da falsa gnose se estabelecem em Roma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste preciso contexto, para além de existirem muitos cristãos justos e “confessores” corajosos, conviviam quotidianamente alguns cristãos mais tépidos, indecisos ou duvidosos da sua fé. Do mesmo modo, havia outros que pecavam gravemente, os apóstatas e blasfemos, os orgulhosos e avarentos e os mundanos que se comportavam como pagãos. Havia ainda alguns ministros da Igreja pouco zelosos no exercício do seu múnus: diáconos que acumulavam riquezas à custa dos bens dos pobres e presbíteros ambiciosos que davam escândalo com as suas lutas e discórdias. O comportamento cobarde destes cristãos foi devido, em parte, ao período de relativa paz que a Igreja gozou, durante o qual os cristãos se foram realmente acostumando aos prazeres de uma vida fácil. Daí que os horrores de uma terrível perseguição os apanharam de surpresa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É sobretudo a esta minoria que se dirige precisamente o extraordinário apelo à penitência, mediado por Hermas. Por outro lado, a mensagem de penitência e perdão é alargada também a todos os cristãos que a acolherem, como resposta a possíveis propostas rigoristas que levavam muitos pecadores a desesperar da salvação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Dr.ª Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5574861926040988193?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5574861926040988193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/pastor-hermae-heranca-do-judeo_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5574861926040988193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5574861926040988193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/pastor-hermae-heranca-do-judeo_27.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5289375636882173787</id><published>2010-04-26T23:22:00.005+01:00</published><updated>2010-04-28T00:26:46.155+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Construir e Intervir no Património Religioso</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ACÇÃO DE FORMAÇÃO NA ARQUIDIOCESE DE ÉVORA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No passado dia 23 de Abril, no Seminário Maior de Évora, teve lugar a acção de formação, promovida conjuntamente pela Comissão dos Bens Culturais Diocesana e o Gabinete de Arquitectura da Arquidiocese de Évora (GAPAE), dirigida às comunidades paroquiais e responsáveis pela guarda do património.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta acção foi avaliada como muito positiva por todos os presentes, sugerindo a importância de desenvolver outras do mesmo tema. Da parte da manhã, foi o Arquitecto Diogo Lino Pimentel que abriu os trabalhos, que integrou activamente o Movimento de Renovação de Arte Religiosa – MRAR, e que durante o ano de 1960, como bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Bolonha, no Centro de Estudos de Arquitectura Sacra criado pelo Cardeal Lercaro, de regresso a Portugal, foi convidado a integrar o criado Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado de Lisboa, cuja direcção técnica assumiu desde então. São da autoria deste arquitecto as igrejas: o Seminário Dominicano da Aldeia Nova, as paróquias do bairro de Santo António de Cavaleiros, da Sagrada Família, em Évora, e de Santa Joana Princesa em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 208px; DISPLAY: block; HEIGHT: 143px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464961818418921714" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S9dx0bnuwPI/AAAAAAAAAnQ/8aRoIDwO3EA/s400/Sem+T%C3%ADtulo.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Igreja da Sagrada Família, em Évora, no Bairro dos Álamos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Arquitecto Diogo Lino Pimentel, na sua comunicação “Arquitectura do Sagrado”, falou da importância de definir com clareza um programa preliminar antes de o Dono da Obra, que normalmente será o pároco, e o Arquitecto iniciarem o caminho do projecto de uma igreja. Salientou que Arquitecto e Dono da Obra têm âmbitos de intervenção distintos, ainda que complementares, e não é aconselhável que qualquer deles invada o campo de intervenção do outro. Isto não significa que não devam ser feitas sugestões ou discutidas as soluções propostas. Trata-se apenas de entender que a um caberá definir os objectivos e ao outro conceber as soluções em coerência com o todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seguida, a palavra coube ao Arquitecto João Alves da Cunha, sobre o tema “A Arquitectura Religiosa na Contemporaneidade”. Doutorando em História da Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, o Arquitecto João Alves da Cunha prepara a tese sobre "MRAR - Movimento de Renovação da Arte Religiosa e os anos de ouro da Arquitectura Religiosa em Portugal no século XX", sob a orientação dos Arquitectos José Manuel Fernandes e Nuno Teotónio Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arquitectura e o espaço litúrgico hoje, na contemporaneidade, são uma questão que merece ser aprofundada com a verdade de quem procura dar Glória a Deus através de todas as realidades. Referindo-se a Robert Maguire, em “Towards a Church Architecture” (1962, p.66): “Se vais construir uma igreja vais criar uma realidade que fala. Falará de símbolos e de valores, e continuará sempre a falar. Mas se falar de valores erróneos, continuará sempre a destruir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuramos ainda um modelo de igreja contemporânea que reflicta o desejo da Igreja manifestado na SC 1963, que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e activa participação nas celebrações litúrgicas. “Os participantes, independentemente dos mesmos acontecimentos objectivos, têm uma vivência totalmente diferente da celebração eucarística, segundo participem numa celebração cuja forma externa se assemelhe à disposição de um autocarro (todos sentados atrás uns dos outros voltados na mesma direcção), ou se estiverem sentados num pequeno círculo ao redor de uma mesa. A organização do espaço litúrgico plasma a fé de forma decisiva. Ela pode conduzir ao centro do mistério, pode dispersar noutras direcções ou pode mesmo impedir o acesso.” (”Espaços de igrejas e imagens de Igreja”, Klemens Richter, 1998).&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 224px; DISPLAY: block; HEIGHT: 137px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464961493369456674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S9dxhgt5iCI/AAAAAAAAAnI/du89ytl89m8/s400/Sem+T%C3%ADtulo2.png" /&gt; Exterior da igreja de Santo António, Estugarda-Kaltental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 317px; DISPLAY: block; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5464960935840762130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S9dxBDwsyRI/AAAAAAAAAnA/n-JBTeHZhFQ/s400/Sem+4.png" /&gt;3. Depois da remodelação, o interior da igreja de Santo António, Estugarda-Kaltental, segundo as intenções da SC 1963, altar e ambão ao centro e a assembleia disposta frente a frente. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5289375636882173787?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5289375636882173787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/construir-e-intervir-no-patrimonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5289375636882173787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5289375636882173787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/construir-e-intervir-no-patrimonio.html' title='Construir e Intervir no Património Religioso'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S9dx0bnuwPI/AAAAAAAAAnQ/8aRoIDwO3EA/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3172611868414559028</id><published>2010-04-22T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-04-22T07:00:01.858+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Mentalidade de consumidor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A quase totalidade das pessoas já tomou consciência de que a publicidade – na sua acção de propaganda e manipulação – se tem revelado contraproducente, na exacta medida em que se converteu em planificada intervenção ilícita na consciência do consumidor, alterando-lhe o desejo e a vontade e degenerando-lhe a autonomia e a liberdade de escolha. A todas as horas somos bombardeados por slogans que, espremidinhos, dizem que o supérfluo é o necessário, que o útil é o bom e que as roupas de marca é que estão a dar. Está em causa o tão badalado pluralismo. Aumenta a dificuldade em reflectir, comparar, discernir, opinar e optar. O problema põe-se ao descobrir-se que a realidade do pluralismo é só um mito, porque, por detrás de tal pluralismo, escondem-se os interesses egoístas duma classe social determinada ou duma visão economicista ou dum grupo de pessoas que orientam, a seu bel-prazer e no seu interesse, o conteúdo dos mesmos. É um facto que, onde os meios de comunicação dependem exclusivamente da situação do mercado ou da ideologia política que governa, cresce a tentação de dirigir as paixões e os instintos dos que compram a informação. Jornais, revistas, editoras, rádio, televisão, todos dependem, em grande parte, da boa vontade de publicistas que, logicamente, estão mais preocupados em apresentar o seu produto do que em servir um público maduro e adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma ingenuidade pensar-se que os anúncios são feitos em função da compra de determinados produtos. A maneira e o estilo, assim como a influência com que se concebe a publicidade, dirigem-se sobretudo a formar uma “mentalidade de consumidor”, a “criar necessidades” – necessidades artificiais – que distorcem a imagem e a escala de valores no coração das pessoas e dos grupos. É enorme a oferta de pontos de vista, de orientações e de concepções acerca de tudo – acontecimentos, factos e fenómenos. É que a técnica publicitária costuma recorrer muito satisfatoriamente à psicologia de massas na qual forma, por assim dizer, os seus manipuladores profissionais. Só assim pode convencer as pessoas de que valem tanto mais quanto maior poder de compra tiverem, o que, por sua vez, se demonstra na aquisição de determinados produtos em vez de outros. As pessoas que diariamente estão expostas durante longo período do seu tempo à influência dos anúncios tentam medir tudo de forma quantitativa – até a sua própria escala de valores – do mesmo modo que avaliam os tão elogiados bens ou produtos que a publicidade apresenta e promove. É o consumismo no seu mais puro talante! Não há ponderação na hierarquia das necessidades. Tudo passa a ser importante! Tudo vale da mesma maneira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num qualquer supermercado, nunca compramos só o que nos tínhamos proposto comprar. Adquirimos sempre qualquer inutilidade que a publicidade lá encontrada nos convence ser útil e necessária. E quem poderá dizer «desta água não beberei?» As promoções todos os dias variam! Ganhamos pontos em cartão e ficamos fidelizados! Mas voltemos ao tema: a publicidade, na sua arte de sedução, utiliza palavras, figuras, símbolos, cartazes e todos os meios de comunicação. Mas o poder da publicidade não se fica na acção de convencer os consumidores para adquirirem um determinado produto em vez de outro. Vai mais além do mero campo da produção e do consumo. Cria, inventa e promove as necessidades. E, uma vez criadas, a lavagem ao cérebro fica facilitada e os anúncios ganham maior e mais rápida eficácia. É-nos difícil delimitar as fronteiras entre, por um lado, uma arte razoável de convencimento e persuasão, pela qual se oferecem ideias e produtos – dignas umas e necessários ou aproveitáveis outros – e, por outro, a manipulação de milhões de pessoas pela oferta de coisas inúteis e de pensamentos egoístas. Mas uma coisa é certa: cada um de nós tem hoje necessariamente de se armar dum sentido crítico que o impeça constantemente de estar sujeito à maquiavélica acção destes sedutores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3172611868414559028?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3172611868414559028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/mentalidade-de-consumidor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3172611868414559028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3172611868414559028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/mentalidade-de-consumidor.html' title='Mentalidade de consumidor'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3714123410030541214</id><published>2010-04-21T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-04-21T07:00:03.338+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os Apóstolos, Testemunhas e Enviados de Cristo (cont.)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4- A Missão dos Apóstolos é Universal e continua até ao fim dos tempos, também no nosso tempo?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os Doze, chamados a participar na mesma missão de Jesus, cooperam com o Pastor dos últimos tempos, indo também eles, em primeiro lugar, até às ovelhas perdidas da casa de Israel, isto é, dirigindo-se ao povo da promessa, cuja reunião é o sinal de salvação para todos os povos, o início da universalização da Aliança. Longe de contradizer a abertura universalista da acção messiânica do Nazareno, a inicial limitação a Israel da sua missão e da dos Doze torna-se assim o seu sinal profético mais eficaz. Depois da paixão e da ressurreição de Cristo este sinal será esclarecido: o carácter universal da missão dos Apóstolos tornar-se-á mais explícito. Cristo enviará os Apóstolos "a todo o mundo" (Mc 16, 15), a "todas as nações" (Mt 28, 19); Lc 24, 47), "até aos extremos confins da terra" (At 1, 8). E esta missão continua. Continua sempre o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor. Esta é a nossa esperança e este é também o nosso mandato: contribuir para esta universalidade, para esta verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor Jesus Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3714123410030541214?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3714123410030541214/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3714123410030541214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3714123410030541214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_21.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7126441643617675217</id><published>2010-04-20T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-04-20T23:48:14.568+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal. Introdução (cont.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor apresenta-se como um cristão leigo e pai de uma família mal sucedida. Proveniente de condição servil, fora conduzido a Roma, e aí vendido como escravo a uma matrona cristã chamada Rode. Embora nada nos informe sobre a sua terra natal, o modo como se refere à Arcádia (Cf. 78,4) leva-nos a pensar poder ser essa a sua terra de origem. Libertado pela sua patroa e tendo-se dedicado ao comércio, acumulou uma considerável fortuna e constituiu família. A sua experiência familiar seria, no entanto, marcada pelo fracasso, devido em grande parte ao carácter difícil da esposa, mas também por culpa própria, pois ao empenhar-se demasiado nos negócios, não soube dedicar a devida atenção à sua casa e à educação dos seus filhos que, como resultado, levariam uma vida dissoluta. Tudo isto acabou por se traduzir no descalabro total da vida económica e familiar de Hermas. Quando adveio a perseguição de Trajano, os seus filhos não só apostataram como denunciaram o próprio pai, o que fez agravar a situação psicológica e moral de Hermas. Ora, é precisamente nesta situação de crise que tem lugar o seu encontro (Visões) com os enviados de Deus que o investem nas funções de profeta encarregado de pregar a penitência à Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Parece não haver dúvida nenhuma de que toda a obra de Hermas se encontra marcada seguramente pela sua atribulada experiência pessoal e familiar. Profundo conhecedor dos homens e das fraquezas a que se vêem sujeitos os cristãos seus contemporâneos, Hermas aproveita a sua experiência humana, familiar e eclesial para empreender uma espécie de “radiografia” e “exame clínico” do estado de “saúde” da sua Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Habitualmente inserido entre o grupo dos chamados “Padres Apostólicos”, Herm é um escrito judeo-cristão dificilmente definível quanto ao género literário, uma vez que nele podemos encontrar tanto elementos específicos da oralidade romancesca e epistolográfica, como características do género profético e apocalíptico, constituindo estes dois últimos aspectos a característica dominante deste documento peculiar. De facto, a trama desenvolve-se toda ela num cenário adequado às Visões e revelações mediadas por mensageiros divinos que comunicam aos homens, através de Hermas, uma mensagem urgente de penitência. O autor parece não ser detentor de grande cultura filosófica ou teológica, nem demonstra quaisquer preocupações de ordem literária nem dotes estilísticos. Neste aspecto, o estilo de Herm condiz bem com o que o autor nos dá a conhecer na sua própria biografia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Dr.ª Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7126441643617675217?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7126441643617675217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7126441643617675217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7126441643617675217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/pastor-hermae-heranca-do-judeo.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4670797642477904534</id><published>2010-04-15T07:00:00.000+01:00</published><updated>2010-04-15T07:00:00.232+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Ambiente para a conversão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sabem qual é o maior mal do mundo? Sabem mesmo? Mas olhem que a sociedade, apesar de todos os estudos, relatórios e diagnósticos, não só não faz nada para combater o maior mal do mundo como nem sequer se preocupa em saber qual é. O maior mal do mundo, a origem de todos os males – vou dizê-lo agora – é o orgulho, do qual nascem todas as arrogâncias, fúrias, violências, seduções, misérias. E, já agora, digo também que o mais eficaz programa alguma vez inventado para combater e destruir o orgulho já tem séculos de existência. Tanto os profetas do Antigo Testamento como o Evangelho chamam-lhe conversão, (ou penitência). Ouviram? O maior mal do mundo é o orgulho e o seu antídoto é a conversão. O orgulho enaltece a tirania que há dentro de cada um, faz dele único, só, e põe-no acima dos outros, fora da comunidade. A conversão pretende restituir-lhe o altruísmo e dar-lhe um lugar na comunhão humana. Por isso é um processo constituído por dois momentos interligados no tempo e na realização: o primeiro presume que o orgulhoso se predispõe a libertar-se dos motivos e dos actos que o fazem sentir-se «fora»; o segundo vem logo a seguir, pois quem se liberta fica livre para aderir positivamente a algo bem diferente. Este segundo momento é que dá, de facto, razão de ser à ‘conversão’; mas, atenção! não tem consistência sem o primeiro. Será possível que alguém diga de si: «vou mudar o meu estilo de vida», e não se predisponha a abandonar os motivos, as causas e os actos que o estorvam de ver realizado o seu projecto de mudança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa da conversão, para ter êxito, terá de ser realizado num ambiente cujos contornos específicos são a confiança e o amor, isto é, num ambiente em que a culpa é destronada pelo perdão. Fora desse ambiente, a conversão não passa de uma caricatura de conversão. Para aquilatarmos da verdade do que acaba de ser escrito, peço-vos um simples exercício de inteligência. Experimentem vestir a farda de um guarda prisional e tentem convencer um qualquer criminoso a que se converta, a que mude de pensamento e de atitude, lembrando-lhe ao mesmo tempo a gravidade do crime que ele cometeu. Dificilmente conseguirão seja o que for! Possivelmente até criarão nele muito mais ódio, carradas de escárnio e maior espírito de rancor e de vingança. A cadeia não é, propriamente, um ambiente de amor e as pessoas fardadas não costumam inspirar confiança. Agora vistam a roupagem de um pai carinhoso que, apesar de ter sido seriamente ofendido pelo filho, toca o coração deste, em ambiente de perdão e compaixão, mesmo que, no decorrer do processo, tenha de lhe recordar o mal que este praticou. A conversão fica facilitada e o abraço final sela um novo estilo de vida. Concordam? Já experimentaram? – Eu, já! e com resultados francamente abonatórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando gostamos muito de alguém e lho damos a entender, essa pessoa sente-se diferente de todas as outras, não se parece com ninguém, é capaz de nos oferecer o infinito num sorriso. Converte-se. S. Paulo o disse: “o amor é paciente e benigno, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera”. Quando gostamos muito de alguém, essa pessoa transporta-nos para um mundo que existe só no coração. Quando gostamos muito de alguém, inventamos um mundo de silêncios e de cumplicidades muito significativas. Neste processo de entendimento, torna-se fácil perceber, distinguir e aceitar as atitudes ríspidas e as suaves, as que fazem doer e as que saram feridas. Neste processo de entendimento, aquele que fez o mal sente uma enorme vontade em pedir perdão e em ser perdoado; e muita pressa em comprometer-se a não mais praticar o que causou dor naqueles a quem ofendeu. Quem mergulha neste ambiente íntimo de perdão, sente-se eternamente grato, pacificado, feliz. Pois bem: quando Deus nos pede a conversão a Ele, primeiro cria em nós esse ambiente confiante de amor e perdão. O resto é acção nossa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4670797642477904534?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4670797642477904534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/ambiente-para-conversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4670797642477904534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4670797642477904534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/ambiente-para-conversao.html' title='Ambiente para a conversão'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8770835040410884538</id><published>2010-04-14T07:00:00.001+01:00</published><updated>2010-04-14T23:17:27.031+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os Apóstolos, Testemunhas e Enviados de Cristo (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3- Santo Padre, a quem enviou Jesus os Apóstolos? Para que missão os preparou o mestre?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No Evangelho parece que Jesus limita a sua missão unicamente a Israel: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mt 15, 24). De modo análogo parece que ele circunscreve a missão confiada aos Doze: "Jesus enviou estes Doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções: "Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel"" (Mt 10, 5s.). Uma certa crítica moderna de inspiração racionalista tinha visto nestas expressões a falta de uma consciência universalista do Nazareno. Na realidade, elas devem ser compreendidas à luz da sua relação especial com Israel, comunidade da aliança, em continuidade com a história da salvação. Segundo a expectativa messiânica as promessas divinas, imediatamente dirigidas a Israel, ter-se-iam concretizado quando o próprio Deus, através do seu Eleito, reunisse o seu povo, como faz um pastor com o rebanho: "Eu virei em socorro das minhas ovelhas, para que elas não mais sejam saqueadas... Estabelecerei sobre elas um único pastor, que as apascentará, o meu servo David; será ele que as levará a pastar e lhes servirá de pastor. Eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo David será um príncipe no meio delas" (Ez 34, 22-24). Jesus é o pastor escatológico, que reúne as ovelhas perdidas da casa de Israel e vai à procura delas, porque as conhece e ama (cf. Lc 15, 4-7 e Mt 18, 12-14; cf. também a figura do bom pastor em Jo 10, 11ss.). Através desta "reunião" o Reino de Deus é anunciado a todas as nações: "Manifestarei a minha glória entre as nações, e todas me verão executar a minha justiça e aplicar a minha mão sobre eles" (Ez 39, 21). E Jesus segue precisamente este caminho profético. O primeiro passo é a "reunião" do povo de Israel, para que assim todas as nações, chamadas a reunirem-se na comunhão com o Senhor, possam ver e crer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8770835040410884538?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8770835040410884538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/preparando-nos-para-receber-bento-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8770835040410884538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8770835040410884538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/preparando-nos-para-receber-bento-xvi.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-800576610059290527</id><published>2010-04-13T07:00:00.002+01:00</published><updated>2010-04-20T23:48:40.050+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal - Introdução (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O “Pastor” de Hermas (Herm) é, sem dúvida, uma das mais fascinantes e surpreendentes de toda a literatura cristã dos primeiros séculos. Tida e utilizada durante gerações como texto sagrado e inspirado, gozou de uma estima especial e notoriedade na Igreja antiga. Trata-se de uma obra um pouco longa, composta por 114 capítulos, dispostos em três partes distintas: cinco Visões (Vis) , doze Mandamentos (Mand) e dez Parábolas (Sim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação central do autor não se prende com questões de ordem doutrinário-dogmática, mas essencialmente com aspectos de ordem moral. O seu argumento principal é a necessidade de penitência como forma de alcançar a misericórdia divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos hoje iniciar uma referência à questão do autor, data e local de composição .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As opiniões acerca da identidade de Hermas podem resumir-se em três grandes teses. Orígenes, bem como outros escritores antigos, como é o exemplo de S. Jerónimo, identificam Hermas com um discípulo de Paulo nomeado na Carta aos Romanos 16,14. Contudo, esta hipótese parece ser completamente improvável e até mesmo impossível, uma vez que, quando Hermas escreve, os apóstolos já tinham morrido todos, tal como ele mesmo nos faz saber em 93,5 . Uma outra opinião, baseada numa passagem da segunda Visão (8,3) identifica Hermas com um contemporâneo de Clemente de Roma e dos imperadores Domiciano e Nerva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, com a descoberta do Canon ou Fragmento Muratoriano- datado do ano 180-200 e descoberto em 1740 por Ludovico Muratori, na Biblioteca Ambrosiana de Milão - as teses anteriores foram definitivamente abandonadas. Na verdade, este documento, composto em Roma na última década do sec. II, refere-se a Hermas como irmão do Papa Pio I (140-154), nos seguintes termos: “Nos nossos tempos, bastante recentemente, Hermas escreveu o Pastor na cidade de Roma, quando ocupava a cátedra da Igreja de Roma o bispo Pio, seu irmão; e, por isso, deve-se certamente lê-lo, mas não pode fazer-se dele leitura pública na igreja ao povo, nem [considerar-se] entre os profetas, completos no seu número, nem entre os apóstolos [vindos] no fim dos tempos” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este e outros indícios externos , bem como pela descrição que o próprio autor faz do ambiente sócio–eclesial que o rodeia, podemos, pois, fixar como local de composição a cidade de Roma e a data deverá situar-se entre os anos 130 a 145.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação do Canon Muratoriano é, pois, bem clara ao afirmar que este documento não é bíblico e, portanto, não inspirado. Contudo, deve ter-se em conta o conteúdo doutrinal do mesmo, visto tratar-se de uma mensagem de índole apocalíptica e com preciosos ensinamentos e conselhos dirigidos particularmente à Igreja num período de grande convulsão e relaxamento internos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-800576610059290527?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/800576610059290527/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/800576610059290527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/800576610059290527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html' title='Pastor Hermae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4156680107135820063</id><published>2010-04-12T07:00:00.006+01:00</published><updated>2010-04-12T07:00:01.836+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Made in Germany, Architektur + Religion</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IGREJA DE SÃO FRANCISCO, REGENSBURG&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Igreja de São Francisco, em Regensburg, ficou concluída no ano 2004, obra do arquitecto Ulrich Königs, junto à antiga igreja e cemitério, surgem cubos geométricos que formam um conjunto que consiste na igreja, um campanário, casa paroquial e centro paroquial.&lt;br /&gt;A certa distância a natureza e a função da caixa brilhante e rectangular da própria igreja de São Francisco não é aparente. Quando se aproxima desta caixa, a precisão angular desaparece pela constituição das paredes em alvenaria. Embora a pintura homogeneíza o impacto visual, todas as paredes externas revelam fortemente a materialidade dos tijolos. Esta sensação de um pouco turva suavidade material é intensificada no hall de entrada envidraçado onde um brickwall inclinado sobe para o quarto da altura total. Esse recurso, juntamente com a alvenaria e sua cor, insinuando inesperadamente a configuração espacial interna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459002888956374962" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S8JGNFgTb7I/AAAAAAAAAm4/sNnBAwl00m4/s320/Sem+T%C3%ADtulo.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;1. Fachada principal da Igreja de São Francisco.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 196px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459002692011879122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S8JGBn1E6tI/AAAAAAAAAmw/PqFPbleiXG0/s320/Sem+T%C3%ADtulo2.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;2. Planta do piso da igreja de São Francisco. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A planta revela duas sobreposições de curvas que definem a configuração do volume na linha do piso e em altura. Os espaços adicionais são concebidos como espaços côncavos abaulando da elipse para o exterior. Dentro dos limites do interior, os tijolos foram colocados nas paredes inclinadas de modo que o seu perfil suave siga as superfícies inclinadas. As qualidades espaciais resultam do jogo entre a luz, a cor e a textura das superfícies, revelando-se um espaço vazio, puro e transcendente. A membrana branca no tecto impede uma visão directa e pouco convencional da luz natural. A luz artificial projectada na membrana desenha nuvens que surgem, como na tradição barroca a luz é utilizada para criar ilusões espaciais e atmosféricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459002479147096610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S8JF1O2KGiI/AAAAAAAAAmo/114ygc7kgPw/s320/Sem+T%C3%ADtulo3.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;3. A luz, a cor e a textura num espaço vazio e puro conduzem ao transcendente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No interior da igreja a comunidade encontra-se orientada em redor do altar, em reunião e comunhão, destacando-se sobre uma plataforma circular e elevada em ardósia, cinzenta – escura, como todo o pavimento, que sublinha em conjunto com as paredes claras da igreja a sensação de ascensão e caminho espiritual. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459002288247281538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S8JFqHsGF4I/AAAAAAAAAmg/h_YiiLXiHK4/s320/Sem+T%C3%ADtulo4.png" /&gt; 4. A comunidade disposta em redor do altar sobre plataforma circular. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4156680107135820063?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4156680107135820063/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/made-in-germany-architektur-religion.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4156680107135820063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4156680107135820063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/04/made-in-germany-architektur-religion.html' title='Made in Germany, Architektur + Religion'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S8JGNFgTb7I/AAAAAAAAAm4/sNnBAwl00m4/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-960846660634454193</id><published>2010-03-29T07:00:00.002+01:00</published><updated>2010-10-13T15:55:02.253+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coordenador'/><title type='text'>Uma santa Páscoa...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;... e até 12 de Abril.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S65U2t8hxuI/AAAAAAAAAmI/YyA3ckBM804/s1600/LIMOSIN,+L%C3%A9onard+-+Resurection.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453389497815385826" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S65U2t8hxuI/AAAAAAAAAmI/YyA3ckBM804/s320/LIMOSIN,+L%C3%A9onard+-+Resurection.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-960846660634454193?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/960846660634454193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/uma-santa-pascoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/960846660634454193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/960846660634454193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/uma-santa-pascoa.html' title='Uma santa Páscoa...'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S65U2t8hxuI/AAAAAAAAAmI/YyA3ckBM804/s72-c/LIMOSIN,+L%C3%A9onard+-+Resurection.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4884918446649972402</id><published>2010-03-25T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-25T07:00:08.617Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Pobreza sem pobres?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;«É estranho! Há muita pobreza; mas, por incrível que pareça, para encontrarmos os pobres, vemo-nos aflitos» – assim me dizia, há dias, um destacado membro da Conferência de S. Vicente de Paulo, preocupado em não alimentar a pobreza mas em erradicá-la, minorando-a no rosto dos mais carenciados. E acrescentava: «bem sei que no reino da pobreza há diversas modalidades: necessitados, pedintes, preguiçosos, atrevidos, drogados, mentirosos e outros. Mas pobres, não. Julgo até que os pobres a sério se preocupam em negar a sua miséria e a sua desgraça e usam máscaras de suficiência, de independência e de satisfação. No extremo, há os que hipotecam a alma e o futuro, tão endividados ficam aos bancos e aos amigos, só para poderem bajular-se diante daqueles com quem partilham férias. Com raras excepções, ninguém quer ter cara de pobre, ninguém aceita ser pobre, ninguém ambiciona ser pobre. É como aquela situação trivial de todos nos queixarmos de haver muitas mentiras, muitos abusos de poder, muitas injustiças... mas nunca se encontram os mentirosos, os abusadores e os injustos». A pobreza envergonhada é uma realidade tão feia como a pobreza escancarada. Ou não será assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei a pensar no assunto. E dei comigo a folhear o dicionário que continua a definir o pobre como aquele a quem falta o necessário para o exercício digno da sua condição de pessoa – o que me leva a dizer que a pobreza é, lá bem no fundo, muito mais do que um estatuto socio-económico imposto de fora, objectivamente desumano. O significado da pobreza, para além da base económica deficitária, estende-se a outros âmbitos da vida humana, pelo que também se deve falar de pobreza assistencial, cultural, jurídica, religiosa. E convém não fazer abstracções, porque a pobreza são os pobres e os pobres existem. Uns em extrema pobreza, outros menos. Os países onde os direitos humanos são respeitados, criaram, na ordem económico-social, um conjunto de políticas para diminuir a pobreza. Se, desde a Idade Média, as Santas Casas da Misericórdia sempre lutaram por esse objectivo, foi o século XX que alcançou o ponto máximo dessa acção benfazeja através das medidas políticas redistributivas, dos centros de emprego e de saúde, da segurança social, do rendimento mínimo garantido e de outras formas felizmente bem conseguidas. As ideologias de todos os partidos políticos e as políticas de alguns governos fizeram desta matéria um ponto de honra inscrito nos seus programas. Ainda bem! Graças às acções humanitárias, a vida dos pobres é hoje muito menos dura do que era antes. Na ajuda, alívio e promoção dos pobres, é deveras notável o que já foi conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas – julgamos nós – hoje os pobres já não são tantos como eram, nem são tão pobres como antes. Puro engano! Apareceram os novos pobres gerados pela sociedade fria e injusta, pela demografia e imigração, pelo trabalho incerto e pelo oportunismo da mão-de-obra barata. Imitando João César das Neves, vou ironizar um pouco. Os políticos de cena continuam atentos a este fenómeno. Criaram, para estes pobres, muitos sistemas e deram ajudas. Ainda bem! Tais políticos disseram aos pobres que os pobres têm direitos. E isso é verdade. Disseram-lhes que sofriam de injustiça, o que é completamente verdade. Convenceram-nos de que deviam vir a ser ricos. E incentivaram-nos a amaldiçoar os ricos, mas esqueceram-se de os avisar de que, quando viessem a ser ricos, outros pobres os amaldiçoariam a eles, por se terem tornado ricos. E tais pobres, que se tornaram menos pobres e talvez quase ricos, começaram a sentir a sofreguidão do consumo, o êxtase do sexo, o fascínio da profissão, a desilusão da velhice. Depois vieram a violência, a droga, a solidão, o divórcio. E continuou a injustiça. E muitos pobres, que deixaram de ser pobres economicamente, continuam a ser pobres nos outros âmbitos da natureza humana, ética, religiosa e social. Estes são os pobres com estatuto de ricos, e que estorvam o esforço dos verdadeiros pobres na sua acção de luta contra a indigência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4884918446649972402?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4884918446649972402/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/pobreza-sem-pobres.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4884918446649972402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4884918446649972402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/pobreza-sem-pobres.html' title='Pobreza sem pobres?'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5034588940658564427</id><published>2010-03-24T07:00:00.001Z</published><updated>2010-03-24T07:46:25.142Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os Apóstolos, Testemunhas e Enviados de Cristo (cont.)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;2- Santo Padre, ajude-nos a conhecer melhor o mundo espiritual dos Apóstolos que Jesus escolheu e chamou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Precisamente este é o aspecto realçado pelo evangelista João desde o primeiro encontro de Jesus com os futuros Apóstolos. Aqui o cenário é diferente. A presença dos futuros discípulos, provenientes também eles, como Jesus, da Galileia para viver a experiência do baptismo administrado por João, esclarece o seu mundo espiritual. Eram homens na expectativa do Reino de Deus, desejosos de conhecer o Messias, cuja vinda estava anunciada como iminente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eles, é suficiente a orientação de João Baptista que indica em Jesus o Cordeiro de Deus (cf. Jo 1, 36), para que surja neles o desejo de um encontro pessoal com o Mestre. As frases do diálogo de Jesus com os primeiros dois futuros Apóstolos são muito expressivas. À pergunta: "Que procurais?", eles respondem com outra pergunta: "Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras?". A resposta de Jesus é um convite: "Vinde e vereis" (cf. Jo 1, 38-39). Vinde para poder ver. A aventura dos Apóstolos começa assim, como um encontro de pessoas que se abrem reciprocamente. Começa para os discípulos um conhecimento directo do Mestre. Vêem onde mora e começam a conhecê-lo. De facto, eles não deverão ser anunciadores de uma ideia, mas testemunhas de uma pessoa. Antes de serem enviados a evangelizar, deverão "estar" com Jesus (cf. Mc 3, 14), estabelecendo com ele um relacionamento pessoal. Sobre esta base, a evangelização não será mais do que um anúncio daquilo que foi experimentado e um convite a entrar no mistério da comunhão com Cristo (cf. 1 Jo 13). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5034588940658564427?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5034588940658564427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5034588940658564427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5034588940658564427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_24.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1813954397289591420</id><published>2010-03-22T07:00:00.001Z</published><updated>2010-03-22T09:07:31.459Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Made in Germany, Architektur + Religion</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS, MUNIQUE&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Arquidiocese de Munique é caracterizada por um elevado número de sofisticados e distintos edifícios eclesiásticos. De aproximadamente 757 paróquias de toda a arquidiocese são mais de 2.000 igrejas, testemunhos de piedade popular, arte e história da arquitectura. Para a sua conservação, manutenção e edificação a Arquidiocese de Munique criou o Departamento de Construção, inserido na área Arte e Cultura, na qual se distinguem três secções: Liturgia e Música Sacra, Arte Sacra e Arquitectura Religiosa. Na secção de Arquitectura Religiosa encontra-se o Departamento de Construção que tem uma exigência elevada face ao considerável número de igrejas históricas e modernas, juntamente com a intensidade do trabalho na conservação do património, preservação e uso adequado da construção, mas também novos desenvolvimentos para o cuidado pastoral da caridade e da educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Departamento de Construção actua em nome dos alicerces da igreja da Arquidiocese e de outras entidades religiosas. Ele está pronto para continuar a tradição de uma arquitectura eclesiástica. E um dos exemplos disso é a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Munique. Do concurso promovido em 1996, pela Arquidiocese de Munique, Departamento de Construção, o 1º lugar coube ao atelier dos arquitectos Markus Allmann, Amandus Sattler e Ludwig Wappner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Munique, ficou concluída no ano 2000, surgindo com uma expressividade assumidamente distinta. O arquitecto Amandus Sattler referiu na apresentação que fez desta obra que a transcendência e a imaterialidade foram dois critérios que tiveram preponderância no projecto desta igreja, mas referiu que para qualquer igreja a sua arquitectura deverá fazer referência a algo que não é tangível, deverá ser um espaço onde se poderá vivenciar algo diferente do quotidiano, que a sua arquitectura deverá conter um segredo que não deve ser captado na 1ª abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este edifício abre o seu segredo a pouco e pouco através de estruturas metidas dentro umas das outras. É um paradoxo entre um espaço aberto e fechado, é um espaço dialéctico. A igreja tem uma forma de caixa de vidro, que contem uma estrutura interna de madeira lamelada. O espaço definido entre estas duas estruturas funciona como um apertado deambulatório do tipo claustral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451380879055288498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cyBt9yeLI/AAAAAAAAAmA/XiezpgsG6IE/s320/Sem+T%C3%ADtulo5.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;1. Fachada principal da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Munique. São perceptíveis as duas estruturas do edifício: exterior de vidro e a interior de madeira lamelada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451380589301066530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cxw2i_6yI/AAAAAAAAAl4/tZnNzc72PNU/s320/Sem+T%C3%ADtulo4.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;2. A fachada principal muda de aspecto com a abertura da 1ª estrutura de vidro, que se transformam em duas grandes portas, nas ocasiões especiais da vida cristã, simbolizando o abrir os braços do Cristo Rei à Humanidade. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451380280933947586" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cxe5yjGMI/AAAAAAAAAlw/s3wMd2-RvW0/s320/Sem+T%C3%ADtulo3.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;3. O deambulatório tipo claustral entre as duas estruturas do invólucro da igreja, onde se localizam as Estações da Via-Sacra. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A iluminação é outro aspecto determinante no espaço interior da igreja e que se atendeu neste exemplo. A articulação da luz, que desde há séculos pertence à capacidade da arquitectura sagrada de a captar, é aqui tratada porem numa concepção contemporânea em luminosos vitrais azuis que remetem à tradição. As lamelas de madeira da estrutura interior do invólucro da igreja vão-se abrindo à medida que se aproximam do altar, determinando o espaço que se transforma ao longo do dia. Estas lamelas estão orientadas como um jacto para o lugar do altar, para que este contenha uma luz difusa e clara que não se percebe de onde vem. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 226px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451379788365474914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cxCO1ErGI/AAAAAAAAAlo/ElhhgUZzH8Q/s320/Sem+T%C3%ADtulo2.png" /&gt; 4. Interior da igreja, a luz difusa e clara que se concentra no altar. O crucifixo atrás do altar integrado numa tela em tecido que deixa passar a luz e o torna mais ou menos perceptível conforme a luz. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No interior da igreja a comunidade está orientada para o presbitério, assumindo o modelo tradicional de igreja do tipo de eixo longitudinal, os fiéis dispõem-se alinhados em frente do altar.&lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 225px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5451379209249967346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cwghdLTPI/AAAAAAAAAlg/bQTcO4YDD70/s320/Sem+T%C3%ADtulo.png" /&gt; &lt;p align="center"&gt;5. O vazio e a luz determinam o espaço que se transforma durante o dia, contendo o “segredo” do espaço sagrado que se vai captando. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1813954397289591420?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1813954397289591420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/made-in-germany-architektur-religion_22.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1813954397289591420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1813954397289591420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/made-in-germany-architektur-religion_22.html' title='Made in Germany, Architektur + Religion'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S6cyBt9yeLI/AAAAAAAAAmA/XiezpgsG6IE/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo5.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-9121567415987525603</id><published>2010-03-18T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-18T07:00:00.059Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Imortalidade?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ninguém sabe o que é a imortalidade. Os nossos conhecimentos a tal respeito são nulos. Dela só se pode especular no terreno das religiões ou das filosofias esotéricas: Ou se crê ou se não crê. E ponto final! A imortalidade não é uma questão de ciência, mas de fé. Se perguntarmos a qualquer cidadão minimamente formado na fé cristã o que ensina o Novo Testamento sobre o futuro individual do homem após a morte, salvo raríssimas excepções obteremos sempre a mesma resposta: ensina a imortalidade da alma. Esta opinião, apesar de comum, corresponde a um dos mais perigosos mal-entendidos da fé e das outras nossas crenças. Em lugar nenhum da Bíblia se fala em imortalidade da alma. Fala-se em ressurreição do homem. E o homem não é só alma, nem é só corpo. É uma totalidade tão complexa de alma e corpo que a palavra mais ajustada para o definir é a palavra pessoa. O conceito de alma (comummente usado) é originário da filosofia grega, (órfica e platónica), e não da Bíblia. Por isso, como cristãos, não teremos de nos preocupar com a imortalidade da alma, mas com a salvação da pessoa inteira. Devemos preocupar-nos com a pessoa que cada um é, com a generosidade que devemos expandir, com a correspondência fiel aos projectos que acreditamos Deus tem sobre nós. Se assim fizermos, estamos a criar em nós os laços que nos prendem à vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que, ao longo dos tempos, se ensinou a doutrina da imortalidade, para nela inserir as nossas intuições e os nossos desejos de perpetuação. Tal ensino obedecia ao seguinte procedimento: a alma – por ser espiritual – é imortal; e o corpo – por ser material – é mortal. O corpo morre – o que é verificável – mas a alma não. E pronto! Mistificou-se esta doutrina e presumiu-se que nela está toda a verdade acerca do homem, da vida, da morte e da perpetuação. Há quem julgue que, pela insistência na repetição de tal doutrina, ela ganha foros de cientificidade, mas não! Sublinho que o ensino bíblico não fala de imortalidade da alma, mas de ressurreição «do homem» enquanto pessoa inteira. Tenho a convicção de que a morte não tem o poder de extinguir radicalmente a pessoa que eu sou, apesar de não haver nenhuma demonstração científica nem nenhum fundamento rigoroso da minha perenidade (ou do desejo de perenidade). A morte há-de tirar-me a «existência» neste mundo, é verdade, mas não consegue esgotar a minha «essência», não consegue esgotar o meu ser. Por isso, em vez de falar em imortalidade «depois» da morte, prefiro falar de vida pessoal eterna, que já existe aqui, e da possibilidade de me realizar como pessoa na comunhão, na verdade, na liberdade e no amor... porque é dessa forma que eu, neste mundo, me manifesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte, que se há-de apoderar de mim e me vai deixar cadáver, não me pode destruir como pessoa. Eu não sou simplesmente uma máquina que funciona segundo leis físico-químicas. Eu vivo uma vida que – acredito – não acaba no momento da morte física. É claro que, sobre este tema, não me basta a fé nem a experiência religiosa. Tenho de pisar os terrenos da esperança. Trata-se de «uma certeza» ainda não possuída, mas tão-somente garantida. E como o assunto sobre a vida eterna cria preocupações nas pessoas crentes mais que nas outras, sou levado a afirmar que, em contexto de fé cristã, a esperança de que havemos de ressuscitar depende estritamente da nossa capacidade de amar. Aquele ser que amamos, queremo-lo para sempre, não queremos que se perca, não admitimos que acabe! Faço, neste contexto, uma pergunta pertinente: de quem (e de quê) andamos nós enamorados para o eternizar e nos eternizarmos a nós? Quero dizer: existe algum ser, uma causa, um estado de vida que apreciemos o bastante para desejar que faça parte da nossa eternidade? Existe algum ser a quem amemos de modo que desejemos para ele a eternidade? Quem julga a vida tão boa para a querer infinita? E não nos esqueçamos de que morrer não se opõe a viver, mas a nascer – o que configura a ideia que distingue «ser» e «existir». Somos sempre... apesar de, com a morte, deixarmos de existir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-9121567415987525603?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/9121567415987525603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/imortalidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9121567415987525603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9121567415987525603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/imortalidade.html' title='Imortalidade?'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5114002432301748832</id><published>2010-03-17T07:00:00.001Z</published><updated>2010-03-17T16:48:10.001Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Os Apóstolos, Testemunhas e Enviados de Cristo&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao visitar Portugal no centenário do nascimento da Bem Aventurada Jacinta Marto, a mais nova dos Pastorinhos videntes de Fátima, fica assinalado de modo indelével o Amor de Bento XVI por Portugal, pelas suas gentes e pela sua História Religiosa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como os grandes acontecimentos das nossas vidas e da nossa comunidade nacional não se improvisam, mas devem ser atento e devotamente preparados, apresento mais este contributo, procurando com ele aprofundar a Apostolicidade da Igreja, continuada hoje no Colégio Episcopal, presidido pelo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro. Este artigo baseia-se na Catequese proferida por Sua Santidade Bento XVI, na habitual audiência geral das Quartas Feiras, concretamente no dia 22 de Março de 2006. O leitor poderá aprofundar esta temática no livro «Os Doze Apóstolos e os Primeiros discípulos de Jesus», Bento XVI, Paulus Editora, 2008.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dizer que a Igreja é “apostólica” significa afirmar que a Igreja de Jesus Cristo é aquela que parte desses “doze”. O que Cristo disse e fez chegou-nos pela via apostólica. Sem os Apóstolos não teríamos Igreja nem saberíamos nada do seu Fundador. Mesmo depois do desaparecimento terreno dos “Doze a Igreja continua a ser apostólica em virtude do Espírito que assiste e nela suscita outros homens que perpetuam, na fidelidade às origens, a missão dos apóstolos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A apostolicidade não se esgota no facto de a Igreja ter sido fundada sobre os apóstolos. A apostolicidade inclui, além disso, a fidelidade à doutrina de Cristo que os apóstolos nos transmitem. Essa fidelidade é garantida pela sucessão ininterrupta dos “Doze” na Igreja de Jesus. É, portanto, na sucessão apostólica ininterrupta que se há-de encontrar a ligação da Igreja de qualquer tempo à Igreja d primeiro tempo. É na sucessão apostólica que se há-de, em última análise, descobrir a raiz da Igreja verdadeira. A Igreja verdadeira será, portanto, aquela que se encontra na tradição, ligada aos “Doze” pela doutrina e pela sucessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Santo Padre, Jesus Bom Pastor, convida os Doze para serem como Ele, também eles, Bons Pastores. Ajude-nos a compreender melhor a “pastoral Vocacional” de Jesus. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Carta aos Efésios apresenta-nos a Igreja como uma construção edificada "sobre o alicerce dos Apóstolos e dos profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus" (2, 20). No Apocalipse o papel dos Apóstolos, e mais especificamente dos Doze, é esclarecido na perspectiva escatológica da Jerusalém celeste, apresentada como uma cidade cujos muros "tinham doze alicerces, nos quais estavam gravados doze nomes, os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro" (21, 14). Os Evangelhos concordam em referir que a vocação dos Apóstolos marcou os primeiros passos do ministério de Jesus, depois do baptismo recebido do Baptista nas águas do Jordão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo a narração de Marcos (1, 16-29) e de Mateus (4, 18-22), o cenário da vocação dos primeiros Apóstolos é o lago da Galileia. Jesus acabara de iniciar a pregação do Reino de Deus, quando o seu olhar se pousou sobre dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João. São pregadores, empenhados no seu trabalho quotidiano. Lançam as redes, consertam-nas. Mas outra pesca os aguarda. Jesus chama-os com decisão e eles seguem-no imediatamente: agora serão "pescadores de homens" (cf. Mc 1, 17; Mt 4, 19). Lucas, ainda que siga a mesma tradição, faz uma narração mais elaborada (5, 1-11). Ele mostra o caminho de fé dos primeiros discípulos, esclarecendo que o convite para o seguimento lhes chega depois de terem ouvido a primeira pregação de Jesus e experimentam os primeiros sinais prodigiosos por ele realizados. Em particular, a pesca milagrosa constitui o contexto imediato e oferece o símbolo da missão de pescadores de homens, que lhes foi confiada. O destino destes "chamados", de agora para o futuro, estará intimamente ligado ao de Jesus. O apóstolo é um enviado mas, ainda antes, um "perito" em Jesus. (cont.)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5114002432301748832?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5114002432301748832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5114002432301748832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5114002432301748832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_17.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2385749063964676287</id><published>2010-03-15T07:00:00.002Z</published><updated>2010-03-15T23:28:25.069Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Made in Germany, Architektur + Religion</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IGREJA DE S. TEODORO, COLÓNIA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dos projectos de igrejas apresentado no colóquio de 20 de Fevereiro, que teve lugar no Goethe - Institut, no âmbito da espoxição: Made in Germany, Architektur + Religion, foi o da Igreja de S. Teodoro, em Colónia-Vingt, do arquitecto Paul Böhm, construída entre os anos de 1999 e 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O centro paroquial que integra a igreja de S. Teodoro pretende fomentar a “vida comunitária”, depois de em 1992, a anterior igreja deste bairro de Colónia ter sido fortemente danificada por um terramoto, tornando urgente e necessária a construção de um novo edifício. Da antiga igreja, somente a torre campanário resistiu, e tornou-se no elemento marcante e simbólico a ser reutilizado na nova estrutura. A igreja, a torre e a casa paroquial formam uma unidade espacial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paul Böhm o princípio deste projecto foi criar um espaço que servisse para a celebração eucarística, para orar e meditar. Igualmente importante era o encontro da comunidade e intensificar a sua vida neste centro paroquial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja assumiu-se uma obra totalmente autónoma, constituída por um longo bloco lateral, um volumoso corpo cilíndrico e a torre sineira da antiga igreja. O cilindro da igreja e o bloco rectangular lateral, assumidamente recuados da rua, dão origem a um átrio suavemente ascendente. Ao escalonamento em profundidade dos volumes dos edifícios acresce um aumento gradual em altura acentuada pela torre. O volume da igreja, composto por dois cilindros concêntricos, constitui o centro espacial e espiritual deste conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449005793776717650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57B5j0bT1I/AAAAAAAAAlI/qzUpVKskmPc/s320/1_vingst_plan.jpg" /&gt;1. Planta do conjunto edificado do centro paroquial.: bloco lateral, igreja de forma cilíndrica que integra a antiga torre sineira. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;A planta centralizada da igreja corresponde à orientação da comunidade em torno da celebração eucarística. A comunidade assume uma disposição semicircular, com bancos claros que circundam o centro litúrgico da igreja, nomeadamente o altar. O resultado é um espaço harmonioso e silencioso, que proporciona a celebração com a participação activa dos fiéis, favorece a oração e a meditação. &lt;/p&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449005630675040498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57BwEN9OPI/AAAAAAAAAlA/1-JqC-7IXig/s320/2_vingst_innen.jpg" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;2. Interior da igreja de S. Teodoro onde a comunidade assume uma disposição que circunda o altar, à direita junto ao altar, inserida na torre, a capela do S.S. e imediatamente acima o órgão. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;No bloco lateral alongado situam-se os espaços destinados ao apoio social e paroquial e a uma biblioteca. Na base da torre e próxima do altar, encontra-se a Capela do Santíssimo Sacramento, remetendo simbolicamente á casa do Senhor, o tabernáculo. &lt;/p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 242px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449005426135565954" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57BkKP8hoI/AAAAAAAAAk4/UpjlmcGiKWo/s320/3_vingst_aussen.jpg" /&gt; &lt;p align="center"&gt; 3. Átrio e entrada na igreja de S. Teodoro, torre sineira.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A igreja de S. Teodoro, em Colónia, congrega a vida da comunidade activa e participativa, convertendo a torre no sinal que testemunha a fé de uma Igreja que caminha e se projecta para as gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2385749063964676287?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2385749063964676287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/made-in-germany-architektur-religion.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2385749063964676287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2385749063964676287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/made-in-germany-architektur-religion.html' title='Made in Germany, Architektur + Religion'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57B5j0bT1I/AAAAAAAAAlI/qzUpVKskmPc/s72-c/1_vingst_plan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6113152320499585566</id><published>2010-03-11T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-11T07:00:00.840Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Se estivéssemos mais atentos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Gato escaldado de água fria tem medo”. E nós, para não deixarmos o adágio por falso, lá o vamos aplicando com regularidade. Tantas vezes somos enganados que nos tornamos desconfiados. Pudera! Há por aí tantos falsos pobres a pedir uma moedinha, tantos falsos necessitados a exigir uma ajudinha, que nos tornamos de coração duro. Custa-nos ser enganados. Consequência: generalizamos as situações e, claro, paga o justo pelo pecador. Pois bem! Se estivéssemos mais atentos, não nos deixaríamos enganar. Pelo contrário: descobriríamos à nossa volta um sem número de carências para as quais ser solidário é uma obrigação e colaboraríamos mais eficazmente na solução dessas carências que são reais. Vou referir cinco. Primeira: a subnutrição e a fome (e alguns vícios que lhes são inerentes ou consequentes). As causas desta situação podem ser muitas: baixos rendimentos, desemprego, incapacidade para trabalhar, abandono familiar. Não é só nos países do terceiro mundo que essas coisas acontecem, é também aqui, bem à nossa porta. Há gente sem dinheiro que anseia por uma refeição, gente que não tem que comer, gente que estende as mãos nas ruas, às portas das instituições de solidariedade social e às portas das igrejas. Não raramente regateamos e comentamos que não precisam, que têm bom corpinho para trabalhar e talvez mais rendimentos do que quem trabalha. Mas, por mais razões que tenhamos nos comentários, não é com sermões nem com comentários que lhes matamos a fome. A solidariedade nunca se faz com sermões, mas com acções e partilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda: o problema dos sem-abrigo, dos que não têm tecto para viver e cujas causas são sensivelmente semelhantes às da situação anterior. A maioria destes «irmãos» (– perdoem-me por lhes chamar «irmãos», mas creio que é uma linguagem que ainda se pode utilizar e só favorece a dignidade!), a maioria destes irmãos, dizia, abandonou o lar ou dele foi excluído por motivos vários, entre os quais a droga ou o álcool. Outros perderam as suas casas devido a catástrofes ou à negligência na conservação das poucas condições habitacionais existentes. Outros nem sequer alguma vez tiveram casa e, por isso, não sabem viver de outra maneira. Terceira: a situação de muitos idosos sós, a viverem em condições de negligência e quase-abandono por parte das suas famílias. Consta que há familiares de idosos (filhos, netos, sobrinhos e outros chegados) que, alguns momentos após a entrega que deles fazem os profissionais dos Centros de Dia, os fecham à chave nas suas próprias habitações, com o intuito de não serem incomodados durante a noite e poderem sentir-se mais descansados até ao dia seguinte em que passará a mesma equipa de profissionais para novamente os levar para os Centros. Nunca investiguei esta situação, mas não me admiro que se esteja a tornar comum!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta: a situação de muitos imigrantes que, ao procurarem libertar-se das situações de miséria existentes nos seus países, se tornaram vítimas de exploração no nosso. E sabemos que a palavra ‘exploração’ tem muitas ramificações, muitos tentáculos! E ouvimos dizer que há máfias a sugar e a maltratar alguns imigrantes, sobretudo oriundos do leste europeu. Quinta: a situação de muitos – mesmo não idosos – que vivem sós, dos que não têm ninguém que os ouça nem acolha; a situação das vítimas dos maus-tratos físicos e morais que, por medo, falta de coragem ou falta de forças, não conseguem denunciar as situações que lhes são infligidas; e também aqueles que, embora tenham bens materiais suficientes para subsistir, não os conseguem administrar sozinhos, por deficiência ou fraqueza das suas capacidades mentais – situação que os torna alvo fácil e preferencial de todas as “aves de rapina”. Estas cinco situações de carência são o alarme do mundo necessitado, são o verdadeiro carácter, doloroso e transitório, da sociedade que formamos. Basta-nos estar mais atentos para descobrirmos a verdade destas e doutras formas de carência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6113152320499585566?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6113152320499585566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/se-estivessemos-mais-atentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6113152320499585566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6113152320499585566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/se-estivessemos-mais-atentos.html' title='Se estivéssemos mais atentos...'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5368894995410573653</id><published>2010-03-10T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-10T07:00:06.709Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Jesus fundou a sua Igreja sobre o alicerce dos Apóstolos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor Jesus Cristo confiou a um grupo de “doze” a Sua missão salvífica: “Foi-me dado todo o poder no céu e na Terra. Ide, portanto, fazer discípulos todos os povos, baptizando-os… ensinando-os… Eu vou permanecer convosco até à consumação dos tempos.” (Mt. 28, 18-20). São estes “doze” e os seus sucessores quem, pode dar a suprema garantia da fidelidade da Igreja ao Espírito do Seu Fundador – daí que a unidade da Igreja, assim como a catolicidade tenham de entroncar na apostolicidade. Com efeito, a Igreja não é una se não estiver em consonância com a Igreja apostólica; a Igreja não é católica se não for idêntica àquela que nasceu de Jesus Cristo com os “Doze”. A apostolicidade é, por assim dizer, o fundamento das outras propriedades da Igreja de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apóstolo é aquele que viveu com Cristo desde o Baptismo de João e que pode dar testemunho da Sua Ressurreição (Cf. Act. 1, 21-22); é aquele que recebeu directamente de Cristo uma missão particular por força da qual há-de anunciar o Evangelho com autoridade; é um dos “doze” que Jesus escolheu directamente, ou alguém que a eles seja agregado, por indigitação do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo procura levar aos leitores, na forma coloquial de entrevista, o denso ensinamento da Sua Santidade Bento XVI, proferida a 15 de Março de 2006, durante a Audiência Geral das Quartas-feiras; sob o título «A vontade de Jesus sobre a sua Igreja e a escolha dos Doze».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem desejar aprofundar a temática, tem ao dispor o livro Os Doze Apóstolos e os primeiros discípulos de Jesus, Ed. Paulus, 2008, da responsabilidade do autor deste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema que vamos aprofundar com a ajuda do Papa é essencial para percebermos a missão dos Doze, entre os quais se situa Pedro, de quem o Bispo de Roma é sucessor e para percebermos como é desfocada a atitude dos que dizem «Jesus Sim, a Igreja Não.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Santo Padre, Nosso Senhor Jesus Cristo, ao escolher os “Doze” Apóstolos e ao formar com eles uma comunidade de vida, demonstrou a seu decisão de fundar a sua Igreja sob o alicerce dos Apóstolos. Ajude-nos a perceber com mais clareza esta decisão e esta escolha de Jesus.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Igreja foi constituída sobre o fundamento dos Apóstolos como comunidade de fé, de esperança e de caridade. Através dos Apóstolos, remontamos ao próprio Cristo. A Igreja começou a construir-se quando alguns pescadores da Galileia encontraram Jesus, deixaram-se conquistar pelo seu olhar, pela sua voz, pelo seu convite caloroso e forte: "Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens" (Mc 1, 17; Mt 4, 19). O meu amado Predecessor João Paulo II propôs à Igreja, no início do terceiro milénio, que contemplasse o rosto de Cristo (cf. Novo millennio ineunte, 16ss.). Seguindo também eu a mesma direcção, gostaria de realçar como precisamente a luz daquele Rosto se reflecte sobre o rosto da Igreja (cf. Lumen gentium, 1), apesar dos limites e das sombras da nossa humanidade frágil e pecadora. Depois de Maria, reflexo puro da luz de Cristo, são os Apóstolos, com a sua palavra e com o seu testemunho, que nos ensinam a verdade de Cristo. Contudo, a sua missão não está isolada, mas insere-se num mistério de comunhão, que envolve todo o Povo de Deus e realiza-se por etapas, da Antiga à Nova Aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Santo Padre, a cultura actual e o modo como a sociedade se estrutura nos nossos dias fazem surgir, de modo bastante acentuado, mentalidades muito individualistas e até auto-suficientes. Parece que a modernidade deseja prescindir das vinculações interpessoais e das comunidades, acentuando-se o isolamento e a solidão. Como vê Vossa Santidade a mensagem de Nosso Senhor Jesus Cristo em relação a estas realidades. Parece que Jesus falou em primeiro lugar a um povo e que com esse povo procurou formar comunidades da Nova Aliança e que mostrou claramente que a sua mensagem não é individualista, mas que se vive em comunidade. Ajude-nos a aprofundar esta dimensão da nossa Fé. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em relação a isto deve dizer-se que será mal compreendida a mensagem de Jesus, se a separarmos do contexto da fé e da esperança do povo eleito: como João Baptista, seu imediato precursor, Jesus dirige-se em primeiro lugar a Israel (cf. Mt 15, 24), para ali fazer a "colheita" no tempo escatológico juntamente com ele. Assim como a de João, também a pregação de Jesus é ao mesmo tempo chamada de graça e sinal de contradição e de juízo para todo o povo de Deus. Por conseguinte, desde o primeiro momento da sua actividade salvífica Jesus de Nazaré procura reunir o Povo de Deus. Mesmo sendo sempre a sua pregação um apelo à conversão pessoal, ele na realidade tem continuamente por objectivo a constituição do Povo de Deus que veio reunir e salvar. Portanto, torna-se unilateral e sem fundamento a interpretação individualista do anúncio que Cristo faz do Reino, assim resumida por Adolf von Harnack nas suas lições sobre A essência do cristianismo: "O reino de Deus vem, porque vem em homens individualmente, encontra acesso à sua alma e eles recebem-no. O reino de Deus é o senhorio de Deus, certamente, mas é o senhorio do Deus santo em cada um dos corações" (Lição Terceira, 100s). Na realidade, este individualismo da teologia liberal é uma acentuação tipicamente moderna: na perspectiva da tradição bíblica e no horizonte do hebraísmo, nos quais a obra de Jesus se situa mesmo com toda a sua novidade, é evidente que toda a missão do Filho feito homem tem uma finalidade humanitária. Ele veio precisamente para convocar a humanidade dispersa, veio para reunir e unir o povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sinal evidente da intenção do Nazareno de reunir a comunidade da aliança, para manifestar nela o cumprimento das promessas feitas aos Pais, que falam sempre de convocação, de unificação, de unidade, é a instituição dos Doze. Ouvimos o Evangelho sobre esta instituição dos Doze. Leio mais uma vez a parte central: "Jesus subiu depois a um monte, chamou os que Ele queria e foram ter com Ele. Estabeleceu doze para estarem com Ele e para os enviar a pregar, com o poder de expulsar demónios. Estabeleceu estes doze..." (Mc 3, 13-16; cf. Mt 10, 1-4; Lc 6, 12-16). No lugar da revelação, "o monte", Jesus com uma iniciativa que manifesta absoluta autoconsciência e determinação, constitui os Doze para que sejam com Ele testemunhas e anunciadores do acontecimento do Reino de Deus. Sobre a historicidade desta chamada não existem dúvidas, não só devido à antiguidade e à multiplicidade dos testemunhos, mas também pelo simples motivo que nela se encontra o nome de Judas, o apóstolo traidor, apesar das dificuldades que esta presença podia causar à comunidade nascente. O número Doze, que evidentemente evoca as doze tribos de Israel, já revela o significado de acção profético-simbólica implícito na iniciativa de fundar novamente o povo santo. Tendo terminado há tempo o sistema das doze tribos, a esperança de Israel estava depositada na sua reconstituição como sinal da vinda do tempo escatológico (pensemos na conclusão do livro de Ezequiel: 37, 15-19; 39, 23-29; 40-48). Ao escolher os Doze, introduzindo-os numa comunhão de anúncio do Reino em palavras e acções (cf. Mc 6, 7-13; Mt 10, 5-8; Lc 6, 13), Jesus pretende dizer que chegou o tempo definitivo no qual se constitui um novo povo de Deus, o povo das doze tribos, que agora se torna um povo universal, a sua Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Portanto, Santo Padre, não poderemos nunca embarcar na atitude “Jesus Sim, Igreja Não”. Parece-nos que Jesus Cristo, a Igreja e os Apóstolos formam uma unidade, que os próprios Bispos, Presbíteros e Diáconos exprimem. Estamos certos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Com a sua própria existência os Doze chamados de proveniências diferentes tornam-se um apelo para Israel inteiro para que se converta e se deixe reunir na nova aliança, pleno e perfeito cumprimento da antiga. Ter-lhes confiado na Última Ceia, antes da sua Paixão, a tarefa de celebrar o seu memorial, mostra como Jesus quisesse transmitir a toda a comunidade na pessoa dos seus chefes o mandato de serem, na história, sinal e instrumento da reunião escatológica, com ele iniciada. Num certo sentido podemos dizer que precisamente a Última Ceia é o acto da fundação da Igreja, porque Ele se oferece a si mesmo e cria desta forma uma nova comunidade, uma comunidade unida na comunhão com Ele. Sob esta luz, compreende-se como o Ressuscitado lhes confere com a efusão do Espírito o poder de perdoar os pecados (cf. Jo 20, 23). Os doze Apóstolos são, desta forma, o sinal mais evidente da vontade de Jesus em relação à existência e à missão da sua Igreja, a garantia de que entre Cristo e a Igreja não existe contraposição alguma: são inseparáveis, não obstante os pecados dos homens que pertencem à Igreja. Portanto, é totalmente inconciliável com a intenção de Cristo uma propaganda que estava na moda há alguns anos: "Jesus sim, Igreja não". A escolha deste Jesus individualista é um Jesus fruto da fantasia. Não podemos ter Jesus sem a realidade que Ele criou e na qual se comunica. Entre o Filho de Deus feito homem e a sua Igreja existe uma profunda, inseparável e misteriosa continuidade, em virtude da qual Cristo está presente hoje no seu povo. Ele é sempre nosso contemporâneo, é sempre contemporâneo na Igreja construída sobre o fundamento dos Apóstolos, está vivo na sucessão dos Apóstolos. E esta sua presença na comunidade, na qual Ele mesmo se oferece sempre a nós, é o motivo da nossa alegria. Sim, Cristo está connosco, o Reino de Deus vem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5368894995410573653?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5368894995410573653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5368894995410573653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5368894995410573653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi_10.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7955361513986933941</id><published>2010-03-09T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-09T08:22:52.890Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3- Resumo doutrinal (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As Duas Vias”.&lt;/strong&gt; Questões morais: Sem dúvida que a parte substancial da secção moral radica na doutrina das “Duas Vias” ou “Dois Caminhos”. Neste campo, assemelha-se, de facto, ao conteúdo da Didaqué, embora com algumas ligeiras diferenças, fáceis de reconhecer tanto pelo estilo como pela intensidade teológica. Temos, por um lado, uma proposta de viver o cristianismo na sua radicalidade (caminho da luz) e outra uma advertência acerca dos perigos que assolam os cristãos ao desviarem-se dos ensinamentos do Senhor. O “caminho das trevas” não pode ser, portanto, uma marca distintiva do cristão, mas do pagão e, por isso, há que estar bem atento às “seduções” do mundo... Apesar do texto ser extenso, não podemos deixar de o transcrever integralmente, visto conter afirmações bastante actuais e úteis para todos nós: “ Existem dois caminhos de ensinamento e autoridade: o da luz e o das trevas. A diferença entre os dois é grande. De facto, sobre um estão colocados os anjos de Deus, portadores da luz; e sobre o outro, os anjos de Satanás. Um é Senhor de eternidade em eternidade, o outro é príncipe do presente tempo da iniquidade (XVIII, 1-2). Este é o caminho da luz: se alguém quer andar no caminho e chegar ao lugar determinado, que se esforce por meio das suas obras. Eis, portanto, o conhecimento que nos foi dado para andar nesse caminho. Ama aquele que te criou. Teme aquele que te formou. Glorifica aquele que te resgatou da morte. Sê simples de coração e rico de espírito. Não te ligues àqueles que andam no caminho da morte. Odeia tudo o que não é agradável a Deus. Odeia toda a hipocrisia. Não abandones os mandamentos do Senhor. Não te engrandeças a ti mesmo, mas sê humilde em todas as circunstâncias. Não te peças para ti qualquer glória. Não maquines o mal contra o teu próximo. Não te entregues à insolência. Não pratiques a prostituição, nem o adultério, nem a pederastia. Quando anunciares a palavra de Deus que não saia da tua boca impureza alguma. Não faças acepção de pessoas, ao corrigir alguém pela sua falta. Sê manso, tranquilo, respeitando as palavras que ouviste. Não sejas vingativo para com o teu irmão. Não vacilarás sobre o que vai ou não acontecer. Não tomes em vão o nome do Senhor. Ama o teu próximo mais do que a ti mesmo. Não mates o teu filho no seio da mãe, nem logo que ele tiver nascido. Não levantes a mão ao teu filho ou à tua filha. Pelo contrário, instrui-os, desde a infância, no temor do Senhor. Não cobices os bens do teu próximo. Não sejas avarento, não te juntes de coração com os grandes, mas conversa com os justos e pobres. Aceita como boas as coisas que te acontecem, sabendo que nada acontece sem o consentimento de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sejas dúplice no pensar e no falar, porque a duplicidade é armadilha mortal. Sê submisso aos teus senhores, com respeito e reverência, como à imagem de Deus. Não dês ordens com rudeza ao teu servo ou à tua serva, pois eles esperam no mesmo Deus que tu, para que não percam o temor de Deus, que está acima de uns e de outros; com efeito, ele não vem chamar a pessoa pela aparência, mas aqueles que o Espírito preparou. Compartilha tudo com o teu próximo, e não digas que as coisas são tuas. Se estais unidos nas coisas incorruptíveis, tanto mais nas coisas corruptíveis. Não sejas loquaz, porque a boca é armadilha mortal. Enquanto possas, guardarás a castidade da tua alma. Não sejas como os que estendem a mão na hora de receber e a retiram na hora de dar. Ama, como a pupila dos teus olhos, todo aquele que te anuncia a palavra de Deus. Lembra-te noite e dia, do dia do juízo. A cada dia, procura a companhia dos santos. Empenha-te com a pregação, exortando e preocupando-te em salvar uma alma pela palavra, e procura trabalhar com as tuas próprias mãos como forma de resgatares os teus pecados. Não hesites em dar, nem murmurarás quando deres, pois sabes quem é o verdadeiro remunerador da tua recompensa. Guarda o que recebeste, sem nada acrescentar ou tirar. Odeia totalmente o mal. Julga de modo justo. Não provoques divisão. Pelo contrário, reconcilia aqueles que se encontram desavindos. Confessa os teus pecados. Não te aproximes da oração de má consciência. (XIX, 1-12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, “o caminho das trevas é tortuoso e cheio de maldição, pois é o caminho da morte eterna com tormentos. Nele se encontram as coisas que arruinam a alma dos homens: idolatria, insolência, altivez do poder, hipocrisia, duplicidade de coração, adultério, homicídio, roubo, orgulho, transgressão, fraude, maldade, arrogância, feitiçaria, magia, avareza e ausência do temor de Deus. Os que perseguem os bons odeiam a verdade, amam a mentira, ignoram a recompensa da justiça, não se ligam ao bem nem ao justo julgamento, não cuidam da viúva e do órfão, não velam pelo temor de Deus, mas para o mal, afastam-se da mansidão e da paciência, amam as vaidades, correm atrás da recompensa, não têm misericórdia para com o pobre, recusam ajudar o oprimido, estão sempre prontos para dizer mal do próximo, ignoram o seu Criador, matam as crianças [através do aborto,] corrompem a imagem de Deus, não se compadecem do necessitado, não se importam com os atribulados, defendem os ricos, são juízes injustos dos pobres, e, por fim, pecadores em tudo” (XX,1-2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O textos não necessitam de qualquer comentário. Contudo, há a ressaltar um aspecto curioso e que se prende com a alusão à pederastia ( Cf. XIX,4) e à prática do aborto como práticas imorais (Cf. XIX,5 ; XX,2) e, portanto, indignas de um cristão. No enquadramento deste ensinamento e reflexão teológica, encontramos se dúvida, uma mensagem de vida e uma óptima proposta de felicidade que só é possível encontrar e realizar em Cristo, o verdadeiro e único “Caminho da Luz” e “Caminho da Vida”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7955361513986933941?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7955361513986933941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7955361513986933941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7955361513986933941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_09.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6320313406537835221</id><published>2010-03-08T07:00:00.002Z</published><updated>2010-03-15T23:36:17.858Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>ARQUITECTURA E RELIGIÃO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Uma exposição, um itinerário e um colóquio.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Made in Germany, Architektur + Religion&lt;/strong&gt;, é o tema de uma exposição itinerante que passou por Portugal, e esteve aberta ao público no passado mês de Fevereiro, em Lisboa. Esta exposição foi um pretexto para reflectir, partilhar e confrontar a arquitectura religiosa contemporânea com os exemplos alemães que trouxe, durante um itinerário pelo melhor que Portugal tem neste âmbito, e que começou no Porto, passou por Fátima, Portalegre e Évora, terminando em Lisboa com a participação num colóquio que reuniu arquitectos alemães e portugueses, e personalidades da Igreja Católica Alemã e Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, abriu o colóquio fazendo um apelo de reconciliação entre a modernidade artística com a teologia cristã. A teologia cristã pede à arte que não se prenda nunca a exibições externas da beleza, mas toque o Mistério e o fundamento da beleza como descoberta da verdade. É preciso combater com disponibilidade a resistência instintiva às novas expressões da arquitectura religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As igrejas alemães trazidas em projecto e imagens a Portugal durante a exposição, e três delas ilustradas com maior detalhe pelos seus arquitectos autores no colóquio, são de particular interesse para a nossa realidade e revelaram a disponibilidade, que nos é necessária, a novas expressões no contexto histórico da arquitectura religiosa alemã do último século. Este é o caminho que em Portugal está ainda no início e para o qual os exemplos alemães são um estímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Igreja Católica, a implementação das resoluções do II Concílio Vaticano (1962-65) teve um papel significativo, ao defender a “participação activa” da comunidade na liturgia, frequentemente pela organização desta em círculo, ou mais ocasionalmente, em elipse, em torno do altar e ambão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teólogo Walter Zhaner, responsável entre 1991/1996, responsável desde 1997 dos cursos de formação para adultos da Arquidiocese de Ratisbona, membro da Comissão de Arte Sacra Alemã, apresentou uma síntese dos impulsos que a arquitectura religiosa alemã recebeu ao longo do século XX, tendo sido decisivamente influenciada pelas ideias do teólogo e filósofo Romano Guardini que abriu uma nova perspectiva – para a comunidade, o “nós”. Esta ideia teve expressão muito particular nas obras de Rudolf Schwarz (1897-1961), a igreja do tipo axial prevaleceu, com a comunidade orientada unicamente para o altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta foi também a ideia do II CV, dar uma casa aos crentes: “É desejo ardente na mãe Igreja que todos os fiéis cheguem àquela plena, consciente e activa participação nas celebrações litúrgicas que a própria natureza da Liturgia exige e que é, por força do Baptismo, um direito e um dever do povo cristão.” Sacrosanctum Concilium 14, (1963).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão de Liturgia da Conferência Episcopal Alemã (2002) entende que o “espaço litúrgico deve ser de tal forma dimensionado e estruturado que a comunidade encontre nele lugar e que possa tomar parte activa no acontecimento litúrgico.” A nova expressão da arquitectura religiosa aqui subjacente leva-nos a questionar a repetição hodierna do modelo longitudinal nas novas igrejas e a pensar numa nova configuração espacial que procura dar o espaço do acontecimento ao altar que é um centro livre em redor do qual se reúne a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Padre Tolentino Mendonça, director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Conferência Episcopal Portuguesa, participou na última “mesa redonda” do colóquio, e afirmou que o grande desafio dos tempos actuais é encontrar uma nova linguagem, sendo que ainda há quem tente imitar um neoclassicismo, um barroco vazio ou um rococó. Conscientes de que a arquitectura das igrejas não é uma meta e tem um carácter irrelevante, uma vez que os cristãos existem sem igrejas, por outro lado, a igreja representa a casa onde os comensais se reúnem em redor da mesa, como a sala de cima que Jesus mandou preparar para si e os seus discípulos nas vésperas da Sua Páscoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos artigos, mostrarei com maior detalhe os três projectos acima referidos e que foram apresentados no colóquio Made in Germany, Architektur + Religion. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 229px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449008202912528082" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57EFyjKdtI/AAAAAAAAAlY/-JHmwL3_5lc/s320/Sem+T%C3%ADtulo.png" /&gt;Aspecto da exposição Made in Germany, Architektur + Religion, na Sala do Veado, no Museu Nacional de História Natural. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449007954797659250" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57D3WP-BHI/AAAAAAAAAlQ/yYTZ3SVoRxQ/s320/Sem+T%C3%ADtulo2.png" /&gt; Pormenor da apresentação dos projectos com as respectivas maquetas, na exposição Made in Germany, Architektur + Religion, na Sala do Veado, no Museu Nacional de História Natural. &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6320313406537835221?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6320313406537835221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/arquitectura-e-religiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6320313406537835221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6320313406537835221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/arquitectura-e-religiao.html' title='ARQUITECTURA E RELIGIÃO'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S57EFyjKdtI/AAAAAAAAAlY/-JHmwL3_5lc/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4670598088452964388</id><published>2010-03-05T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-06T17:56:38.509Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às Leituras do Domingo III da Quaresma (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um comentário um pouco diferente... porque é Quaresma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No anúncio de Jesus e na experiência da sua vida, o erro de um homem deverá ser carregado às costas por todos. Todos somos envolvidos e ninguém que vive sobre a terra pode ser dispensado do caminho a percorrer por toda a humanidade. Pensemos no que acontece a Moisés, chamado por Deus a libertar o seu povo da escravidão do Egipto. Moisés era um homem livre, longe dos problemas do seu povo, vivia afastado, na paz da sua casa e da sua família. Mas, segundo Deus, deveria entrar na tragédia do seu povo, levar sobre as suas costas, como todos, o peso de uma libertação. Assim, quem experimentou a liberdade tem, mais do que qualquer outro, uma responsabilidade por situações de escravidão de outros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhemos o Evangelho: também ele nos envolve a todos em cada acontecimento que sucede na vida do mundo. Nós, no geral, não nos sentimos minimamente responsáveis daquilo que acontece na outra ponta do mundo, ou na casa ao lado, ou no país vizinho. O Evangelho, ao contrário, faz-nos companheiros de desventura de todo aquele que sofre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossa confissões deveriam ser, talvez, a proclamação diante de Deus de toda a violência que já experimentámos: não só a violência por nós realizada, mas também aquela da qual fomos somente espectadores, onde não manifestámos qualquer esforço para a impedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus quer libertar-nos a todos da escravidão em que vivemos; e o Deus libertador apresentou-se, disse o seu nome: «Eu sou Aquele que sou» (Ex 3,14). Deus é aquele que eu e tu vimos meter na prisão e nada fizemos para o libertar; é aquele errou sem que nós movessemos um dedo para o fazer sair do seu pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou Aquele que vive, que existe, que encontro, que está a meu lado, que é homem... O nosso Deus vive na história, nas crónicas dos nossos jornais, enquanto nós o afastámos, o colocámos em templos, em lugares sagrados, em ritos... Isto não é um sinal de respeito, mas somente uma forma gentil de nos libertarmos de Deus, para termos mais espaço para nós, para não haver um Deus que interfira na nossa vida de cada dia e que nos questione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus, por sua vez, questiona as nossas escolhas políticas, quando significam o bem estar para alguns e a fome para muitos; questiona as nossas escolhas económicas, quando a mudança de estruturas significa a falta de trabalho para tantos; questiona as nossas escolhas religiosas quando é esquecida a dignidade da mulher, ou se apoiam em preferências, ou quando são dados privilégios aos poderosos, enquanto os pobres são esquecidos e deixados no último lugar das nossas assembleias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus que tem o nome «Eu sou Aquele que sou» vem até nós para dar luz à nossa história e, na sua luz, revelar-nos a escravidão da qual sair, os pecadores a quem converter, os escandalos dos quais pedir perdão, sobretudo aqueles escondidos, dos quais muitas vezes nem nós própios somos conscientes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4670598088452964388?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4670598088452964388/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/comentario-as-leituras-do-domingo-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4670598088452964388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4670598088452964388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/comentario-as-leituras-do-domingo-iii.html' title='Comentário às Leituras do Domingo III da Quaresma (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4851146114811083581</id><published>2010-03-04T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-04T17:48:07.509Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Peregrinos insatisfeitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Peregrinos neste mundo durante os anos que nos toca viver, somos uns eternos insatisfeitos. O mundo convenceu-nos de que as portas da felicidade nos estão escancaradas; e, de imediato, passando por elas, corremos na sofreguidão de encontrar tudo o que julgamos contribuir para a felicidade: o possuir fácil, o usufruir intenso e o descartar rápido. Insatisfeitos, lançamo-nos na avidez de mais possuir, mais usufruir e mais descartar. Naturalmente, a consequência será a desilusão, porque, lá bem no fundo, nunca nos sentimos saciados. No desenrolar normal da vida, isso não deveria ser assim, até porque, fruto do progresso científico e do desenvolvimento tecnológico, há hoje explicações e soluções que antes não tínhamos. Caímos no ridículo de pensar que não há nada que a ciência não explique e não preveja – e pressupomos que o conhecimento científico tem o exclusivo de todo o conhecimento e que nós nos reduzimos a uns milhões de células bem aglomeradas no cérebro e no resto do corpo. No fundo, faltam-nos razões do coração, ainda que nos sobrem soluções da razão. Muitos de nós já tomaram consciência de que o saber e o possuir não resolvem a tristeza nem a falta de esperança. E é esta dimensão que é preciso solucionar. A geração actual, em momentos de preocupação, desencanta-se com as propostas que a razão científica lhe fornece; e, para além do dinheiro e do prazer, pouco mais tem com que se consolar. Nem sequer a garantia de emprego, quanto mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora das aulas de filosofia e do contributo doutrinal das religiões, normalmente as questões do sentido da vida e as razões da esperança não fazem parte das preocupações quotidianas. Estas são outras. A canção identifica-as: saúde, dinheiro e amor. Vida regalada e, se possível, sem sobressaltos. Vida com festas e férias, com direitos e descanso... que o resto é uma «seca»! Até nos piqueniques bem comidos e bem regados se ouve dizer: «é isto que levamos desta vida». E, sem querer, negando o desejo intrínseco de perpetuação, afirmamos que a vida termina absolutamente com a morte e deixamos por resolver a ânsia de sabermos em que consiste ser homem, qual a finalidade da vida, que tarefas temos de realizar, que nos é permitido esperar, que garantias há sobre o «depois» desta vida. Pois bem: a ilusão de ter respostas para as preocupações do dia-a-dia conduz a duas situações: ao alheamento sobre o «depois-da-morte» e ao longínquo interesse sobre perspectivas de futuro. O que nos importa e preocupa é o presente. Esta situação nem sequer é nova; já o livro do Eclesiastes (do Antigo Testamento) aponta para a situação do homem desiludido e frustrado, que vive a angústia da monotonia das coisas: “Uma geração passa, outra vem [...]. Para onde sempre correram, continuam os rios a correr. Aquilo que foi é aquilo que será [...]. Nada há de novo debaixo do sol”. Monotonia e desencanto. Autismo! Vida cheia de tudo e vazia de sentido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vacinados com a experiência dos anos já vividos e fustigados com as desilusões que a fantasia aumenta, temos de admitir que, apesar dos avanços da ciência e da técnica e do elevado nível de vida e de bem-estar, somos itinerantes à procura do sentido radical da nossa vida, encontramo-nos sempre a caminho de ideais, de objectivos, das pessoas que confiam em nós. E, acredite-se ou não, só na transcendência se encontra esse sentido radical. Por isso, devemos ser gente de esperança. Devemos continuar a fazer projectos e a envolver-nos em novos empreendimentos. A inteligência, o coração, as mãos e os passos exigem sempre mais. Temos de acreditar na importância da vida, nas capacidades próprias e alheias. Abrindo-nos sempre à novidade, havemos de preencher o vazio que sempre deixam as falsas seguranças, e experimentar a alegria de confiar em Alguém que não está sujeito às alterações das épocas e dos tempos, e que dá resposta às inquietações mais profundas. Melhor do que ninguém, foi Santo Agostinho quem exprimiu esta verdade profunda do ser humano: “Fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração anda inquieto enquanto não repousar em Ti”. Os bons peregrinos giram ao redor de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4851146114811083581?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4851146114811083581/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/peregrinos-insatisfeitos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4851146114811083581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4851146114811083581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/peregrinos-insatisfeitos.html' title='Peregrinos insatisfeitos'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-6033750991311966776</id><published>2010-03-03T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-03T07:00:03.932Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Preparando-nos para receber Bento XVI</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Cátedra de Pedro, dom de Cristo à sua Igreja&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Numa recente entrevista, o Senhor Cardeal Saraiva Martins sintetizou assim a mensagem que encerra a visita do Papa Bento XVI a Portugal: «Com esta viagem, o Papa Bento XVI quer exprimir mais uma vez o seu afecto a Portugal. Ele, como cardeal, esteve aqui em Portugal, em Fátima, no Porto, conhece Portugal. Sou testemunha do grande afecto que ele tem pelo nosso país. Esta visita a Portugal é uma maneira de manifestar mais uma vez de forma concreta este grande afecto por Portugal. Naturalmente ele vem a Fátima. Sabemos muito bem que o Papa Bento XVI está intimamente ligado a Fátima, ele seguiu muito bem tudo isso, na publicação da terceira parte do segredo de Fátima. De maneira que é uma homenagem a Portugal e também a Fátima e é um modo de recordar a importância de Fátima e da sua mensagem para todo o mundo.» (in «Família Cristã», Janeiro 2010, pag. 43 e 44).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes acontecimentos não podem ser vividos de modo improvisado, mas devem merecer d todos nós aprofundamento e dedicação. Apesar do Santo Padre merecer muito mais e melhor, pois o gesto da sua vinda a Portugal reveste-se de uma enorme atenção e dedicação aos Portugueses, ofereço um modesto contributo, dedicando estes artigos, até a Visita Papal, ao conhecimento e aprofundamento do ministério petrino, a partir do próprio pensamento de Bento XVI. Vamo-nos servir de várias catequeses do Papa, sobre temas ligados ao seu serviço, na Igreja e utilizaremos a forma de entrevista, para aproximar mais a profundidade de pensamento do Papa Ratzinger aos nossos leitores. Quem desejar aprofundar melhor os temas, pode servir-se do livro «Bento XVI – Os Doze Apóstolos e os Primeiros Discípulos de Jesus», Ed. Paulus 2008, que o próprio autor destes artigos preparou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema deste artigo baseia-se na catequese de Bento XVI, pronunciada na Audiência Geral de Quarta Feira, 22 de Fevereiro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Santo Padre, vamos percorrer com Vossa Santidade um caminho longo, com a finalidade de redescobrirmos com a ajuda do seu magistério o valor de que se revestem os Doze Apóstolos nesta Igreja «Una, Santa, Católica e Apostólica». Gostaríamos de iniciar este caminho a partir do seu Ministério de sucessor de Pedro. Sabemos que Roma é a sede do sucessor de Pedro, porém Pedro fez um percurso de vida para chegar até Roma. Ajude-nos a compreender os caminhos de Pedro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escolhido por Cristo como "rocha" sobre a qual edificar a Igreja (cf. Mt 16, 18), ele começou o seu ministério em Jerusalém, depois da Ascensão do Senhor e do Pentecostes. A primeira "sede" da Igreja foi o Cenáculo, e provavelmente naquela sala onde também Maria, a Mãe de Jesus, rezou juntamente com os discípulos para que fosse reservado um lugar especial a Simão Pedro. Em seguida, a sé de Pedro tornou-se Antioquia, cidade situada à margem do rio Oronte, na Síria, hoje na Turquia, naquela época terceira metrópole do império romano, depois de Roma e de Alexandria do Egipto. Daquela cidade, evangelizada por Barnabé e Paulo, onde "os discípulos receberam, pela primeira vez, o nome de "cristãos"" (Act 11, 26), onde, portanto, nasceu para nós o nome de cristãos, Pedro foi o primeiro Bispo, a tal ponto que o Martirológio Romano, antes da reforma do calendário, previa também uma celebração específica da Cátedra de Pedro em Antioquia. Dali, a Providência conduziu Pedro até Roma. Portanto, temos o caminho de Jerusalém, Igreja nascente, em Antioquia, primeiro centro da Igreja acolhida pelos pagãos e ainda unida com a Igreja proveniente dos Judeus. Depois Pedro dirigiu-se para Roma, centro do Império, símbolo do "Orbis" a "Urbs" que expressa o "Orbis" a terra onde ele terminou com o martírio a sua corrida ao serviço do Evangelho. Por isso a sede de Roma, que tinha recebido a maior honra, acolheu também o ónus confiado por Cristo a Pedro, de se colocar ao serviço de todas as Igrejas particulares, para a edificação e a unidade de todo o Povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- Santo Padre, foi logo claro para todas as Igrejas que o Bispo de Roma era o sucessor de Pedro e que este tinha o ministério de Pastor Universal?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sede de Roma, depois destas migrações de São Pedro, torna-se assim reconhecida como a do sucessor de Pedro, e a "cátedra" do seu Bispo representou a do Apóstolo encarregado por Cristo, de apascentar todo o seu rebanho. Testemunham-no os mais antigos Padres da Igreja, como por exemplo Santo Ireneu, Bispo de Lião, proveniente porém da Ásia Menor, que no seu tratado Contra as heresias descreve a Igreja de Roma como "a maior e a mais antiga, conhecida por todos; ...fundada e constituída em Roma pelos dois gloriosíssimos Apóstolos Pedro e Paulo"; e acrescenta: "Com esta Igreja, pela sua exímia superioridade, deve conciliar-se a Igreja universal, ou seja, os fiéis que estão em toda a parte (III, 3, 2-3). Tertuliano, um pouco mais tarde, por sua vez, afirma: "Como é feliz esta Igreja de Roma! Foram os próprios Apóstolos que derramaram nela, com o próprio sangue, toda a doutrina" (A prescrição dos hereges, 36). Portanto, a cátedra do Bispo de Roma representa não apenas o seu serviço à comunidade romana, mas a sua missão de guia de todo o Povo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3- Podemos então dizer, Santo Padre, que a Cátedra de Pedro, ou seja, o seu serviço às Igrejas mais do que um sinal de poder é um grande dom de Deus e que se reveste de um grande significado espiritual?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Entre os numerosos testemunhos dos Padres, apraz-me evocar o de São Jerónimo, tirado de uma das suas epístolas escritas ao Bispo de Roma, particularmente interessante porque faz referência explícita precisamente à "cátedra" de Pedro, apresentando-a como segura meta de verdade e de paz. Assim escreve Jerónimo: "Decidi consultar a cátedra de Pedro, onde se encontra aquela fé que a boca de um Apóstolo exaltou; agora venho pedir um alimento para a minha alma ali, onde outrora recebi a veste de Cristo. Não busco outro primado, a não ser o de Cristo; por isso, ponho-me em comunhão com a tua bem-aventurança, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja" (Cartas I, 15, 1-2). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-6033750991311966776?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/6033750991311966776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6033750991311966776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/6033750991311966776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/preparando-nos-para-receber-bento-xvi.html' title='Preparando-nos para receber Bento XVI'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1990642749021235489</id><published>2010-03-02T07:00:00.000Z</published><updated>2010-03-02T07:00:04.945Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3- Resumo doutrinal (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Oitavo Dia:&lt;/strong&gt; Um outro aspecto interessante da teologia de Barn é o que diz respeito ao capítulo XV, onde insiste na celebração do oitavo dia da semana, ou seja, o domingo – dia do Senhor- em vez do sábado dos judeus, por ser o dia da ressurreição de Cristo: “Vede como ele diz: não são os vossos sábados que me agradam, mas aquele que eu fiz e no qual, depois de ter feito repousar todas as coisas, farei o início do oitavo dia, isto é, o começo de outro mundo. Eis por que celebramos com alegria o oitavo dia, no qual Jesus ressuscitou dos mortos e, depois de se manifestar, subiu aos céus” (XV,8-9).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este testemunho é, de facto, particularmente significativo, pois comprova a força da tradição apostólica na celebração do Dia do Senhor, enquanto memorial e actualização do mistério da ressurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideias milenaristas: é precisamente no contexto da questão sobre o sábado que o autor demonstra as suas ideias milenaristas. Eis as afirmações: “Ainda, sobre o sábado, está escrito no Decálogo que Deus o entregou pessoalmente a Moisés no monte Sinai: "Santificai o sábado do Senhor com mãos puras e coração puro." Noutro lugar, diz: "Se os meus filhos guardarem o sábado, então estenderei sobre eles a minha misericórdia." Ele menciona o sábado no princípio da criação: "Em seis dias, Deus fez as obras de suas mãos e terminou-as no sétimo dia, e nele descansou e o santificou." Prestai atenção, filhos, sobre o que significa: "terminou no sétimo dia". Isso significa que o Senhor consumará o universo em seis mil anos, pois um dia para ele significa mil anos. Ele próprio o atesta, dizendo: "Eis que um dia do Senhor será como mil anos." Portanto, filhos, em "seis dias", que são seis mil anos, o universo será consumado. "E ele descansou no sétimo dia." Isso quer dizer que o seu Filho, quando vier para pôr fim ao tempo do Iníquo, para julgar os ímpios e mudar o sol, a lua e as estrelas, então ele, de facto, repousará no sétimo dia. Por fim, ele diz: "Tu o santificarás com mãos puras e coração puro." Contudo, se alguém actualmente pudesse santificar, de coração puro, esse dia que Deus santificou, então nós ter-nos-íamos enganado completamente. Porém, se este agora não é o caso, ele o santificará verdadeiramente no repouso, quando nós formos capazes disso, isto é, quando tivermos sido justificados e tivermos recebido o objecto da promessa, quando não houver mais iniquidade, e o Senhor tiver renovado tudo. Então, poderemos santificá-lo, tendo sido primeiro nós mesmos santificados (XV,1-7).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esse sábado é para Barn o milénio que medeia entre a segunda vinda de Cristo, para acabar com o tempo do Iníquo (=Demónio), e a vida eterna, como começo de um mundo novo. Não é, pois, o sábado, mas sim o oitavo dia (domingo), aquele que prefigura efectivamente a vida eterna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1990642749021235489?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1990642749021235489/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1990642749021235489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1990642749021235489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2492114501200907146</id><published>2010-03-01T07:00:00.001Z</published><updated>2010-03-04T17:53:04.160Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;2ª Parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Lisboa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UGiMQRwhIG4&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/UGiMQRwhIG4&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2492114501200907146?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2492114501200907146/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2492114501200907146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2492114501200907146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/03/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html' title='Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-9112429972372405340</id><published>2010-02-26T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-28T14:31:59.645Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às Leituras do Domingo II da Quaresma (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois da experiência das tentações, às quais, a exemplo de Cristo, todos seremos submetidos, é-nos proposta, neste segundo Domingo da Quaresma, a experiência da transfiguração. Experiência que nos mostra a clareza da missão de Jesus e, em certa medida, a sua glória. A fidelidade à missão e a obediência à vontade do Pai trará humilhação e sofrimento, mas levará à glória, à vida eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendência, terra e bênção. Esta é a promessa de sempre; esta é a promessa que conduz Abrão. A descendência numerosa será para Abrão, como para qualquer homem, força e poder; a terra prometida será sinal de estabilidade, segurança; a bênção, riqueza e bem estar. Promessa de um Deus certo e seguro a um homem fiel e confiado. A aliança entre Deus e o homem sela esta promessa e garante o compromisso à palavra dada. Ela dá segurança em Deus e responde às possíveis inseguranças do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Carta aos Filipenses é a condenação, por parte de Paulo, daqueles que põem a sua confiança na observação da lei, daqueles que acreditam que podem «conquistar a salvação». O fundamento da conversão, pelo contrário, é ver Deus, aceitar encontrá-l’O e admirá-l’O; melhor ainda é deixar-se procurar e encontrar por Ele. Deus intervem na vida concreta do homem, no meio das sua infidelidades; chama-nos, não obstante as nossas incertezas e as nossas dúvidas; dá-nos a certeza de que sempre nos precede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transfiguração é um acto de fé, é um gesto de confiança que Jesus dirige aos seus amigos e, ao mesmo tempo, um alegre assentimento com o qual os seus amigos respondem ao convite recebido do Mestre. Deus manifesta-se ao homem sempre em momentos de amizade, ou melhor, cria (gera) primeiro a amizade com o homem para depois lhe poder revelar a profundidade dos seus segredos. Jesus transfigura-se, manifesta-se naquilo que é, diante dos amigos, como se manifestará depois da ressurreição às pessoas que o amam e não aos seus adversários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-9112429972372405340?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/9112429972372405340/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-ii-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9112429972372405340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/9112429972372405340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-ii-da.html' title='Comentário às Leituras do Domingo II da Quaresma (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7247604202983457230</id><published>2010-02-25T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-25T07:00:00.823Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Purgatório</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por ser um assunto de cultura religiosa e de catequese nem sempre fundamentada, a palavra «purgatório» evoca, na mente de muitos crentes, católicos ou não, algo semelhante a um lugar de tormentos, uma grande sala de espera onde as almas dos que já estão salvos – mas ainda não totalmente – aguardam a sua hora de entrar no céu. E, enquanto não entram, vão sofrendo toda a espécie de padecimentos, ora submetidas a um frio glaciar, ora submersas em recipientes de metal derretido ou num lago de azeite a ferver, ora mergulhadas num oceano de chamas, do qual emergem cabeças ou braços num desesperado gesto de dor e súplica. É essencialmente através das chamas que, nas telas ou quadros das «almas», os pintores costumam expressar a dimensão do sofrimento. E é nesses quadros que verificamos a aferição do «nível» de purificação em que aquelas almas já se encontram, nível expresso na balança que o Arcanjo São Miguel utiliza quando vem resgatar umas tantas de vez em quando. Quem afirma ou julga que o purgatório é castigo e sofrimento, está a embarcar na carruagem da imaginação amedrontada que se serve da religiosidade popular e pouco esclarecida para aumentar ainda mais os medos e criar todo o tipo de especulações e superstições. E isso é mau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenção: a Igreja Católica nunca ensinou oficialmente que o purgatório tem qualquer espécie de fogo, de gelo ou de padecimento corporal. Então, que ensinou? Já vamos responder. Atendendo a que o nosso destino após a morte não pode ser medido pelo igualitarismo, porque também não foi igualitária a vida, isto é, não houve igualitarismo de acções, pensamentos, atitudes e comportamentos durante a vida de cada um – cada pessoa é em tudo diferente de outra pessoa – também, por uma questão de coerência e de lógica, e porque todos temos consciência do mal que praticamos e do bem que omitimos, não pode ser possível equivaler Madre Teresa de Calcutá com Hitler, ou o papa João Paulo II com Estaline. Esta «exigência» está fundamentada no conceito de justiça e não é só dos homens da Igreja, é de todos os homens do mundo. Mas, como os homens da Igreja tiveram de assumir, na fé, a condução dos povos que lhes estavam confiados desde os primeiros séculos, por exigência pastoral e doutrinal ensinaram a existência de um estado de purificação depois da morte. No séc. XI deu-se a este processo de purificação o nome de Purgatório. Em 1254 o papa Inocêncio IV abordou oficialmente este tema e introduziu essa palavra no âmbito do magistério eclesiástico. Mas foi preciso esperar até ao dia 6 de Julho de 1439, no Concílio de Florença, para se proclamar o dogma do purgatório, da sua existência e dos elementos que o constituem. Por se tratar de um tema complicado, o texto da definição dogmática foi demasiado lacónico e referiu expressamente só três aspectos. O purgatório existe. O purgatório não é um lugar, mas um estado em que os defuntos são purificados. Os vivos podem ajudar os defuntos por meio de sufrágios. [Tudo o mais que se disser não faz parte do dogma].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destes três aspectos, o primeiro é categórico: há purgatório. O segundo afirma em que consiste: é purificação temporária não localizável em sítio algum, pois é um estado e não um lugar; é de ordem espiritual, realizada pela acção redentora de Cristo, mas condicionada no tempo, na história dos homens, pelos méritos de quem ainda peregrina neste mundo. O terceiro diz que é a confirmação da esplêndida doutrina da solidariedade cristã. Os nossos sufrágios valem a favor daqueles por quem rezamos, daqueles por quem oferecemos os méritos que nos tocam como recompensa das boas acções feitas na mais pura generosidade. É uma doutrina que nos confirma o que, bem no fundo dos nossos corações, já suspeitávamos – que o amor é mais forte que a morte e que a morte não aniquila as relações entre as pessoas, pois estas podem continuar a ajudar-se mutuamente através de actos de amor, tal como o faziam quando viviam na terra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7247604202983457230?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7247604202983457230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/purgatorio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7247604202983457230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7247604202983457230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/purgatorio.html' title='Purgatório'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7874634896241624462</id><published>2010-02-24T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-24T07:00:03.538Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>ACP e o Catolicismo Português do Século XX</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O aparecimento da Acção Católica Portuguesa (ACP) insere-se num contexto de recomposição do catolicismo português, marcado decisivamente pelo contributo que o Concilio Plenário Português (1926) trouxe à Igreja em Portugal, recentemente confrontada com o radicalismo republicano. Nesse contexto, a necessidade de união dos católicos por motivos de recuperação religiosa e de conteúdos políticos fez com que, os Bispos assumissem uma centralidade eclesial e social, capaz de lhe dar uma autoridade católica na sociedade com elevada e verdadeira expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas realidades nacionais inseriam-se no contexto da Igreja Universal, pois as orientações de Pio XI eram definidas, desde a origem do seu pontificado (1921), a partir da vigorosa proposta de um projecto de restauração da ordem social cristã, apresentando a Acção Católica (AC) como uma nova proposta de apostolado, que de modo crescente se foi institucionalizando nos diversos países de tradição católica, como Itália (1923), Polónia (1925), Espanha (1926), Croácia, na Jugoslávia e Checoslováquia (1927) e na Áustria (1928).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiando os esforços dos Bispos portugueses, Pio XI dirigiu uma carta ao Cardeal-Patriarca de Lisboa a 10 de Novembro de 1933, a qual é referência decisiva da ACP. Nesta carta, Pio XI considerava «o apostolado dos fiéis» como instrumento adequado para fermentar cristãmente a sociedade, a qual via muitas vezes a fé, como assunto privado, organizando-se sem o reconhecimento do contributo social que o catolicismo era capaz de oferecer. Para o Papa, a acção dos fiéis «sob a direcção dos seus Bispos, dão o seu concurso à Igreja de Deus e completam, de uma certa maneira, o seu ministério pastoral». O lema da ACP, «cor unum, anima una» exprimia a convicção que a eficácia desta iniciativa dependeria em larga escala da organização unitária e do comando unificado, que devia actuar em forma de corpo, na sociedade e no Estado, sobretudo nas suas pretensões hegemónicas e anti-religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pio XI estendia a actuação da AC, também à assistência espiritual e material dos operários, à formação religiosa e moral das crianças e dos jovens e à fundação e divulgação da «boa imprensa».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-se nesta «Carta Magna» de Pio XI, os Bispos portugueses promulgaram as Bases Orgânicas da AC a 16 de Novembro de 1933. Afirmava-se neste momento uma estratégia de grande mobilização dos católicos a nível social e religioso, com a finalidade de se proceder a uma «nova cruzada de reconquista cristã de Portugal», através de uma forte presença do catolicismo na sociedade. Passados dez anos, em 1943, o Papa Pio XII apresentou a encíclica Mysticis Corporis Christi, cuja teologia do Corpo Místico de Cristo foi assumida pela ACP, enquanto espiritualidade de uma organização que se queria assumir cada vez mais como movimento religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A institucionalização da ACP verificou-se no contexto sociopolítico da afirmação do Estado Novo, a qual remetia a intervenção católica para o campo estritamente religioso e sócio-caritativo. Deste modo, a AC ao pretender dar consistência e melhor organização às actividades católicas já existentes, formou uma escola de militantes capazes de intervir nos diversos meios que constituam a sociedade, de modo a evangelizar as populações, acabando por participar, como elemento socialmente valioso, no projecto de restauração nacional do Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência da AC nunca figurou na Concordata de 1940, apesar de se saber que foi ponderada a sua referência num protocolo adicional, mas que de facto nunca chegou a ser realizado. O facto de não possuir personalidade jurídica própria, fez com que a AC tivesse de encontrar a legitimidade necessária para as suas actuações, numa articulação directa com hierarquia católica, através de um Bispo que presidia à Junta Central e de Assistentes Eclesiásticos aos diversos níveis organizativos (nacionais, diocesanos e paroquiais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta estrutura evidenciou o grande peso da hierarquia, produzindo-se o controlo directo da acção dos fiéis leigos pelos Assistentes Eclesiásticos; sublinhando-se ainda a fronteira entre o «político» e o «religioso», expresso nas suas bases orgânicas ao afirmar que: «A ACP actuaria fora e acima de todas as correntes políticas, sem deixar de reivindicar e defender as liberdades da Igreja».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os diversos entendimentos sobre o que se entende por «políticas» e como deve ser construída a relação da Igreja com estas, que justificaram alguns posicionamentos por parte das diversas sensibilidades e protagonistas do Catolicismo português, surgindo mesmo como elemento diferenciador da Igreja portuguesa nas décadas de 30 a 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção e a organização de uma AC integrada, totalizante, centralizada e fortemente hierarquizada perdurou durante as três primeiras décadas da sua existência. Posteriormente o Concílio Vaticano II (1926-1965) aprofundou e desenvolveu a natureza e a missão dos leigos na Igreja e no mundo, contribuindo para o reforço da «indispensável unidade da ACP e a legítima autonomia dos Movimentos Apostólicos que a integram».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes tempos novos fizeram com que o Episcopado, em 1965, considerasse necessário «estudar a oportunidade e os processos de actualização da ACP», entregando simultaneamente a direcção da AC a um leigo, através do cargo de Secretário Geral. A 24 de Junho de 1971, o Episcopado aprovava, a título experimental, um conjunto de princípios básicos, por um período de cinco anos e em 1976, suspendia a AC como estrutura unitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desmembramento da AC verificou-se a uma reformulação progressiva dos vários movimentos surgidos como fruto das suas actividades. Assim, os organismos masculinos e femininos do meio operário deram origem a movimentos mistos, mantendo todavia os nomes de LOC e JOC; os organismos adultos dos meios rurais formaram a AC Rural e os de jovens originaram a Juventude Agrária e Rural Católica. Os movimentos dos meios independentes formaram a AC Independente e a antiga JEC e JUC dos estudantes, na ocasião já movimentos mistos, fundiram-se, em 1982, no novo Movimento Católico de Estudantes. Há ainda outros grupos em restruturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento de cada uma destas organizações enquanto Movimentos de AC iniciou em 1976 e não aconteceu de modo fácil e imediato, antes exigiu a aprovação interna de novos estatutos e o seu reconhecimento pelo Espiscopado, por vezes em processos de diálogo exigente e até de momentos difíceis de conflituosidade interna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluímos, com um olhar retrospectivo da ACP e verificamos o contributo que proporcionou através dos seus diversos organismos à dinamização e transformação de comportamentos e de mentalidades, proporcionados também pela troca de experiências que os contactos internacionais proporcionaram. Em várias das suas fases foi também uma escola de “leaders” em vários campos da sociedade e ao longo de várias gerações, tendo tido uma elevada capacidade de oferta de boa formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metodologia e a sua dinâmica de reflexão foram de grande significado para a Igreja Católica, contribuindo para a evolução das suas concepções pastorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atenção que a ACP soube dar a certos meios descristianizados, motivou a realização de vários inquéritos e análises que deram origem a diversos estudos de sociologia religiosa. Através desta preocupação pela análise da realidade e das mutações tornou-se experiência inspiradora da teologia dos «Sinais dos tempos» que o Concilio Vaticano II haveria de consignar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actual cultura católica, com características mais indutivas, mais participativas e valorativas das experiências cristãs do quotidiano e mais integradora das vivências sociais e pessoais, com a consequente actualização das «realidades terrestres», recebeu muitos contributos do processo pedagógico utilizado pela AC para a transmissão da experiência Religiosa, bem entendida no método da «revisão de vida» e na metodologia analítica e actuante do «ver-julgar-agir». &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7874634896241624462?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7874634896241624462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/acp-e-o-catolicismo-portugues-do-seculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7874634896241624462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7874634896241624462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/acp-e-o-catolicismo-portugues-do-seculo.html' title='ACP e o Catolicismo Português do Século XX'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7681425542339710251</id><published>2010-02-23T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-23T07:00:07.644Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Dignidade baptismal:&lt;/strong&gt;Os capítulos XI e XVI justificam, de um modo muito belo e simbólico, a dignidade do cristão enquanto baptizado. O primeiro contém uma excelente tipologia da água (baptismo) e da cruz e o segundo demonstra como aquele que recebeu o baptismo se tornou num verdadeiro templo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz assim o capítulo XI, 8-11: “Com efeito, ele quer dizer: "Felizes aqueles que, tendo colocado a sua esperança na cruz, desceram à água, porque a sua recompensa virá no devido tempo. Então, diz ele, retribuirei. Mas para hoje, ele diz: "a sua folhagem não cairá." Isso significa que toda a palavra de fé e caridade que sair da vossa boca será motivo de conversão e de esperança para muitos. E outro profeta diz ainda: "E a terra de Jacob era mais celebrada do que qualquer outra terra." Isso quer dizer que o Senhor glorifica o vaso do seu Espírito. O que diz ele a seguir? "Havia um rio que corria, vindo da direita, e árvores esplêndidas brotavam dele. Quem delas comer, viverá eternamente." Isso significa que descemos para a água carregados de pecados e sujidade, mas dela subimos para dar frutos no nosso coração, quer dizer, com o temor e a esperança de Jesus no nosso espírito. E "O que deles comer viverá eternamente", quer dizer: quem escutar, quando tais palavras são ditas, e acreditar nelas, viverá eternamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a “descida para a água”, como alusão ao baptismo, é penhor de vida nova em Jesus Cristo e, portanto, instrumento de purificação e conversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência de tal “descida” ou imersão baptismal origina, por sua vez, uma “subida” do homem que, em Cristo e robustecido pela fé, se converte verdadeiramente em templo de Deus. É o que se pode depreender das afirmações do capítulo XVI,7-9: “Eis, pois, que existe um templo. Como é que ele se edificará no nome do Senhor? Aprendei: antes de termos acreditado em Deus, os nossos corações eram uma morada corruptível e frágil, tal como um templo construído por mãos humanas. Com efeito, estava cheio de idolatria e era casa de demónios pois todas as nossas acções se opunham a Deus. Contudo, "ele será construído sobre o nome do Senhor." Estai, pois, atentos, para que o templo do Senhor seja edificado com esplendor. De que modo? Aprendei: recebendo o perdão dos pecados e colocando a nossa esperança no Nome, tornámo-nos, recriados desde o princípio. É por isso que Deus habita verdadeiramente em nós, tornando-nos sua morada. De que modo? Pela sua palavra de fé, pelo chamamento da sua promessa, pela sabedoria das suas leis, pelos mandamentos da doutrina, e ele próprio profetizando em nós, habitando em nós, abrindo-nos as portas do templo, que é a nossa boca, e dando-nos o arrependimento, introduz-nos no templo incorruptível”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7681425542339710251?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7681425542339710251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7681425542339710251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7681425542339710251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_23.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-512845736359171160</id><published>2010-02-19T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-20T09:53:09.948Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às Leituras do Domingo I da Quaresma (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O caminho da Páscoa de Jesus começa agora. Ele é tradução da fé, da fidelidade, da certeza em Deus que é Pai; ele é manifestação da entrega, do amor, da paixão de Deus pelo Homem, seu Filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem somos e em que acreditamos? Que história é a nossa? Vivemos em função de quê? Como ultrapassamos as dificuldades da vida?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Moisés conduz um povo que se descobre eleito. Conduz um povo que viveu e experimentou dificuldades, tentações, provações... conduz um povo que aprendeu a reconhecer a sua origem e a fonte da sua felicidade. Moisés conduz um povo na fé e para a fé; ensina-o a reconher o seu salvador. Esta leitura do Livro do Deuteronómio revela-nos, hoje, a profissão de fé deste povo eleito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Epístola aos Romanos reúne a força teológica de Paulo e a grandeza da sua fé. Sendo este trecho uma verdadeira profissão de fé, não se apoia simplesmente na memória e recordação de acontecimentos reais, mas na vida concreta de um Homem: Cristo Jesus. Paulo revela aos irmão que o amor e fidelidade de Deus são manifestados por Cristo, Cristo ressuscitado. Fé, para Paulo, é adesão a uma pessoa concreta; é confissão, pela boca e coração, do Mistério Pascal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fé que o Evangelho nos propõe é luz de Cristo sobre os acontecimentos da nossa vida: os de ontem, os de hoje, os de amanhã; sobre os acontecimentos que viveu o nosso povo, a humanidade inteira... Somos convidados a professar a nossa fé não só neste Domingo mas em todos os dias e em todas as circunstâncias da nossa vida. A primeira profissão de fé, o primeiro agradecimento a Deus, devemos celebrá-lo nas provações ou tentações, as quais Deus concede à nossa vida, como nos testemunha Jesus no Evangelho. As provas são necessárias na vida de cada um. Quem não ultrapassou provações ou tentações não é uma pessoa adulta, não é grande na fé, permanece uma criança. E quais são as dificuldades a que somos sujeitos? Segundo o Evangelho todas se resumem às provações vividas por Jesus: «Então o Diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo» (Lc 4,13). Estas são a tentação do pão, a tentação do poder e a tentação da falsa religião. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-512845736359171160?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/512845736359171160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-i-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/512845736359171160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/512845736359171160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-i-da.html' title='Comentário às Leituras do Domingo I da Quaresma (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1850796830354041467</id><published>2010-02-18T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-20T09:50:20.410Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>As nossas seguranças</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na aurora do pensamento ocidental, na Grécia antiga, o homem considerava o mundo e os seres como realidades que se bastavam a si mesmas. O mundo era estável. E essa estabilidade dava-lhe segurança, mesmo muita segurança. Não sabia explicar as suas leis, mas sentia-se confortável no mundo. Depois, com o advento do cristianismo, e afirmada a existência de Deus transcendente e criador, o homem perdeu a segurança no mundo físico estável, agora apresentado como realidade contingente, criada; mas depressa voltará a sentir-se seguro, ao reconhecer a sua relação de criatura com Deus criador, pois, perdida a segurança neste mundo, vai encontrá-la em Deus. Durante toda a Idade Média, foi esta perspectiva que vingou. A partir do século XVI, o homem começou a olhar demasiado para a sua própria sombra: não queria a segurança em Deus; preferia a segurança na sua própria razão. O expoente desta perspectiva desembocou no século das luzes e nas teorias da exaltação racionalista do saber. Isto foi passageiro, pois o final do século XIX (com a industrialização e as consequentes situações críticas do proletariado) desmistificou essa exaltação racionalista. O homem deu-se conta de que não é propriamente um ser racionalmente dominador: é um ser de carne e osso, que vive no terreno da pura possibilidade, da angústia, do fracasso, do desespero; a deusa razão foi substituída pela escrava vontade e o homem sentiu-se desamparado. Perdida a segurança na razão e sentindo-se desamparado pela escrava vontade, foi procurá-la na tecnologia, como possibilidade de domínio do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a sua postura actual. A tecnologia permite-lhe manipular toda a realidade, pondo-a ao seu serviço. De tal maneira são notáveis os progressos em todos os campos, que nenhum problema, por mais difícil que pareça, surge sem a concomitante possibilidade de solução. É claro que tudo isto não passa de uma sugestão colectiva, pois milhares de satélites vagueiam pelo espaço vigiando os nossos passos, retirando-nos a paz e a privacidade. Mesmo que as comunicações electrónicas e as descobertas na saúde tenham atingido um grau elevado e até o genoma humano tenha sido descodificado, continua a ser um mito que a tecnologia seja a nossa segurança. Que acontecerá se houver um «apagão» geral que dure mais de cinco horas? No mundo electronicamente civilizado haverá alguma coisa que não seja afectada? Os homens acreditam que sabem tudo, que nada pode escapar ao seu controle, quer estejam em causa as relações humanas particulares quer as internacionais. Pois é! mas a tecnologia evoluiu tanto que o homem lhe perdeu o controle! Pior: a tecnologia até se põe contra o próprio homem (basta lembrar a bomba atómica, as técnicas publicitárias, as sondagens, as manipulações). A tecnologia tornou-se um universo autónomo. Em vez de satisfazer e resolver as necessidades humanas, antecipa-as e cria-as (quem é que num supermercado ainda não comprou dezenas de futilidades porque lhe fizeram crer que eram absolutamente necessárias)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, neste século XXI, o homem encontra-se perdido no meio de tanta tecnologia, de tantas armas sofisticadas e de tantos perigos insuspeitados. Atingiu o máximo vazio de segurança. O seu mundo não é o da natureza dos antigos (ainda que os ecologistas se esforcem em retomar tal convencimento), nem o paraíso prometido na Idade Média, nem o universo deduzido a partir da Razão. A técnica absorve o mundo inteiro, com as suas gentes e as suas coisas, num processo de domínio e de posse, e o homem corre o risco da sua autodestruição pelas armas que inventou e utiliza. Estamos a viver uma cultura de fins de tempo em que a lei da eficácia e da luta pela sobrevivência nos absorvem em demasia. O terrorismo não escolhe momentos nem alvos específicos. É gerado a nível internacional e até cósmico. Ao mesmo tempo, – por razões óbvias – vão aparecendo sinais de mudança, razões do coração, alertas contra a tirania da ciência e da razão. Não faltam gritos a exigir um urgente reavivar duma maior confiança uns nos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1850796830354041467?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1850796830354041467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/as-nossas-segurancas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1850796830354041467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1850796830354041467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/as-nossas-segurancas.html' title='As nossas seguranças'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4183758902131379861</id><published>2010-02-16T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-16T07:00:02.196Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Cristologia:&lt;/strong&gt; Barn proclama, primeiro, a preexistência de Cristo. Ele estava com Deus Pai e foi a Ele que “Deus disse desde a criação do mundo: ‘Façamos o homem à nossa imagem e semelhança', quando este criou o universo” (Barn V,5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério da encarnação é belamente interpretado a partir da alegoria do sol, tão popular na teologia alexandrina: “Com efeito, se não tivesse encarnado, como é que os homens poderiam ter sido salvos ao vê-lo, uma vez que eles não podem levantar os olhos para olhar de frente os raios do sol, que todavia um dia deixará de existir e que é tão-somente obra de suas mãos?” (V,10). Foram duas as causas da encarnação. Primeiramente “se o Filho de Deus encarnou, foi para redimir os pecados daqueles que tinham perseguido mortalmente os seus profetas. Logo, para esse fim é que ele sofreu. De facto, diz Deus que é deles que vem a ferida da sua carne: ‘Quando ferirem o seu pastor, então as ovelhas do rebanho perecerão’." (V,11-12). Em segundo lugar, “foi Ele, porém, que quis sofrer desse modo. Com efeito, era preciso que Ele sofresse sobre o madeiro, pois assim diz o profeta a seu respeito: "Poupa a minha vida à espada." E "trespassa com cravo a minha carne, porque uma assembleia de malfeitores levantou-se contra mim." E diz ainda: "Eis que ofereci as minhas costas aos açoites e a minha face para as bofetadas. Contudo, mantive o meu rosto como pedra dura." (V,13-14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode deduzir, o mistério da encarnação encontra-se estreitamente ligado com o da paixão e morte de Cristo (mistério pascal). O primeiro destina-se e consuma-se no segundo e este só se compreende à luz daquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, o capítulo V é todo ele cristológico! Como os textos falam por si, fiquemo-nos apenas com os seguintes excertos: “O Senhor sofreu para nos purificar dos pecados. O Senhor suportou entregar a sua própria carne à destruição, para que fôssemos purificados pelo perdão dos nossos pecados, isto é, pela aspersão feita com o seu sangue. A respeito dele, a Escritura diz o seguinte sobre Israel e sobre nós: "Ele foi ferido por causa de nossas iniquidades e maltratado por causa de nossos pecados, e nós fomos curados pelas suas chagas. Foi conduzido como ovelha ao matadouro e, como cordeiro, ficou mudo diante do tosquiador." (V,1-2). "Se o Senhor suportou sofrer por nós, embora fosse o Senhor do mundo inteiro [...], como pôde ele aceitar sofrer pela mão dos homens? Aprendei. Os profetas, que tinham a sua graça, profetizaram a seu respeito. E ele, a fim de destruir a morte e mostrar a ressurreição dos mortos, teve que encarnar e sofrer, a fim de cumprir a promessa feita aos pais e preparar para si o povo novo e demonstrar, durante a sua permanência na terra, que era Ele mesmo que julgaria, depois de haver realizado a ressurreição (V,5-7). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4183758902131379861?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4183758902131379861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4183758902131379861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4183758902131379861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo_16.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7983397448649007571</id><published>2010-02-12T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-17T16:51:37.580Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às Leituras do Domingo VI do T. Comum (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A seguir ao desafio vem a resposta; o sim ou o não! Neste sexto Domingo Comum, o ser ou não ser pescador de homens manifesta-se pela nossa total confiança na Palavra e estilo de vida de Jesus, pela opção ao código de vida de Jesus, pela fé ao testemunho de vida de Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta recorre ao estilo da literatura sapiencial e apresenta assim o clássico tema das duas vias (caminhos): a via do justo e a via do ímpio. A via é aquele caminho de vida feito de ideais, de escolhas concretas, de escala de valores, de relalações privilegiadas, de passos decididos. O profeta diz que dois podem ser estes caminhos, mas opostos: o primeiro apoia-se na debilidade da carne, no transitório... “é” não-vida, é “maldito”; o segundo caminho fundamenta-se no Senhor, “a rocha que salva”... é o caminho bendito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio profético do Apóstolo Paulo continua neste Domingo. É incrivel a sua fidelidade ao que lhe foi transmitido. E eis que chega à grande mensagem de vida: Crer em Cristo “somente para esta vida”, isto é, crer num Cristo que somente me dá respostas para este mundo, de nada vale; quantos já conhecemos assim? Cristo fez-se solidário connosco na morte para nos levar a todos para o seu reino de vida. Não somente a alma, mas o homem todo. A vitória de Cristo abre-nos e aponta-nos o verdadeiro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Lucas, diferente de Mateus, não “espiritualiza” as bem-aventuranças. Elas são manifestamente “terrestres”, concretas! Na planície, na vida, no meio dos homens... encontra-se Jesus, com os que chamou, e torna presente o Reino de Deus. Ele(s) traz (trazem) o caminho, a via da vida porque Ele é a Vida do pobre, do que tem fome, do que chora, do que sofre perseguição por causa da verdade de Deus. Mas quem não pensou no irmão e não lhe estendeu a mão, quem se encheu e não deixou lugar para Deus (o outro), quem... Ai do homem que não tem caminho, porque também não tem Deus, mas somente mundo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7983397448649007571?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7983397448649007571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-vi-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7983397448649007571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7983397448649007571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-vi-do.html' title='Comentário às Leituras do Domingo VI do T. Comum (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2703795349214880906</id><published>2010-02-11T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-11T07:00:05.025Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Somos pessimistas?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diz-se por aí que o povo português é triste e pessimista, ingovernável e resignadamente conformista – características que têm raízes e origens perdidas nos tempos, nos ciclos civilizacionais e na geografia. O fado e a saudade, os queixumes e a subserviência e muitas outras manifestações socioculturais são exemplos claros desse pessimismo. Nós, portugueses, desta fama não nos livramos e dificilmente passaremos a ser considerados de outro modo. Os mais idosos queixam-se que Portugal vai mal, que os jovens são uns degenerados, que a educação é um caos, que a política é um desastre, que a acção social anda pelas ruas da amargura – e isto é ser pessimista! Os jovens dizem que os pais não os compreendem, que os avós são quadrados e doutro tempo, que os educadores não respeitam a sua liberdade, que a política é uma mentira organizada, que os adultos são uns mentirosos acomodados e gente sem fibra – e isto é ser pessimista! Nunca ninguém está satisfeito, a inveja corrói-nos e a desconfiança absorve-nos. Raramente estamos satisfeitos com o que a vida nos oferece. Se nos perguntam se estamos bem, respondemos que mais ou menos. Se nos safamos de um cataclismo ou de um desastre, suspiramos de alívio: «que sorte, hein!» – e isto é ser pessimista! Povo de brandos costumes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desterrado na margem ocidental da Europa, vocacionado para o mar, esquecido do mundo, tem sido Portugal mal tratado pelos povos vizinhos, sobranceiros. E não fôra a gesta dos descobrimentos, o enaltecimento histórico que fazemos das qualidades dos nossos guerreiros, alguns homens ilustres que a história passada e presente enaltece, uns tantos futebolistas e meia dúzia de intelectuais que ousada e destemidamente sobressaíram e sobressaem da mediania, a nossa subserviência ainda seria maior. Somos mesmo pessimistas, de fado e resignação! O pessimismo pode ser muitas coisas. Pode ser o grito camuflado dos que sentem o mal como um diluente corrosivo. Pode ser a mistificação das muitas lamechas com que vamos pintando a existência. Mas também pode ser uma justificação para, no realismo das dificuldades, na solidão e na doença, no abandono e na miséria, dizermos de nós próprios que todo o mal que sofremos é sempre uma fraude à nossa dignidade, porquanto a imoralidade ofensiva dos sem-vergonha usurpa o nosso suor e faz aumentar a desproporção entre cidadãos! Alargando horizontes, generalizando razões e procurando origens do pessimismo, acho que este também assenta raízes na desilusão e nas quebras da confiança exagerada que se põe nos próprios poderes e na riqueza e prestígio dos falsos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A «feira» do pessimismo está bem sortida. Tem de tudo – mercadorias e mercadores. Tem depressões, esquizofrenias e temperamentos melancólicos. Tem egoísmos voltados para o próprio umbigo, sem sentido altruísta – coisa muito comum naqueles que nunca experimentaram a alegria de ajudar o seu semelhante [ainda que se aproximem dele para carpir os queixumes do costume]. Tem más influências para quem quer ser optimista e desprendido. Tem pessoas que ou nunca tiveram ou já perderam irremediavelmente a faculdade psíquica que dá pelo nome de vontade. Tem gente sem fibra, pessoas desmotivadas e convencidas de que já nada podem fazer de útil, de grande, de conveniente, de necessário – e era tão fácil ser de outro modo... se essas pessoas acreditassem que a vontade é a rainha das nossas faculdades! Sim, sim! Quando há verdadeira vontade, nada é impossível. O pessimismo é a face oculta da vontade! Quando se quer deveras, tudo se consegue. Quando se quer a sério, procuram-se os recursos que conduzem ao êxito. Mas é preciso querer a sério... e os pessimistas estão noutra onda. Querer é poder, diz o ditado! [Permitam-me dizer que é diferente o querer decidido dos que, com esforço e meios apropriados, se comprometem a atingir os objectivos que os norteiam, e o querer caprichoso dos que batem o pé e fazem uma birra para que sejam outros a ter de satisfazer as suas vontadinhas. Neste caso, a vontade identifica-se com o capricho].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2703795349214880906?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2703795349214880906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/somos-pessimistas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2703795349214880906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2703795349214880906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/somos-pessimistas.html' title='Somos pessimistas?'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3866726956249906145</id><published>2010-02-10T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-10T07:00:00.791Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;CONCLUSÃO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em Novembro de 1950, no periódico “Commentarg”, Léon Poliakov escreveu: “É doloroso dever afirmar que, num tempo em que as câmaras de gás e os fornos crematórios funcionavam noite e dia, a alta autoridade do Vaticano não achou necessário pronunciar uma clara e solene condenação, da qual o eco se faria soar e se difundiria em todo o mundo; e todavia não se pode dizer que não existissem motivações pertinentes e válidas para este silêncio”. Este juízo histórico de Léon Poliakov sintetiza bem a questão com que se confrontam os historiadores ao abordarem a questão de Pio XII e o holocausto dos Hebreus. Este juízo de Poliakov, é de forma muito inteligente e criteriosa reafirmado por Paulo VI, logo após a sua eleição papal e publicada no The Tablet, diz Paulo VI: “Pio XII desejou imergir-se plenamente na história do seu tempo tão complexo: com a consciência profunda de ser mesmo parte daquela história, desejou tomar parte nela totalmente, condividindo os sofrimentos no próprio coração e na própria alma”[1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, Pio XII viveu momentos absolutamente dramáticos, em que de consciência assumida teve de escolher e optar entre caminhos diversos, mas todos eles complexos e cheios de dor humana. Será fácil, à distância e fora dos dramas vividos por Eugénio Pacelli, fazer um juízo da sua pessoa e opinar por aquilo que teria sido melhor, porém, só a vivência dos acontecimentos pode dar plenitude de entendimento para perceber, tanto quanto possível por dentro, Pio XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca da personalidade de Pacelli chegou-nos um testemunho de Sir D’Arcy Osborne, representante diplomático da Inglaterra junto da Santa Sé, o qual enquanto os Alemães ocuparam Roma, foi obrigado a viver no Vaticano; escreveu Sir Osborne: “Pio XII foi a pessoa de calor humano maior, a pessoa mais cortês, generosa e disponível e santa que eu tive o privilégio de conhecer ao longo da minha vida”.[2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito difícil avaliar com precisão e rigor os resultados que o Papa Pio XII obteve com as suas diversas acções a favor do povo Hebreu perante o drama do Holocausto deste povo às mãos dos “Nazis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceita-se como cifra aproximada, milhões de vítimas. A cifra dos que conseguiram sobreviver às perseguições calcula-se em cerca de 950.000. Destes sobreviventes, 70% a 90% foram salvas pelas diversas medidas adoptadas pelos católicos. O resultado destes cálculos é globalmente aceite como correcto.[3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o número dos assassinados, o número dos salvos surge aparentemente reduzido, porém este pequeno resultado aponta a vontade da Igreja Católica, sob a orientação do Sumo Pontífice Pio XII. De facto, os católicos entraram em favor da vida de todos e de cada um dos seres humanos e este sinal não é um dado minimizável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O êxito das medidas concretas propostas pela Igreja variavam de país para país e foram-se modificando ao longo dos anos. Pode-se afirmar que os êxitos dos esforços pontifícios foram mais eficazes onde a influência da Santa Sé era maior e onde eram menores as possibilidades de intervenção directa de Hitler. Assim, na Eslováquia, Hungria, Roménia, Croácia e Itália foi grande o êxito conseguido pela Igreja Católica em favor do povo Hebreu, sempre dentro dos limites relativos que as cifras apresentadas nos sugerem[4].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade de Roma, pode comprovar-se factualmente que a rápida interrupção da famosa “razzia” de 16 de Outubro de 1943, se deveu a uma iniciativa pessoal de Pio XII[5]. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[1]Cf. Tablet, Londres, 29 de Junho de 1963.&lt;br /&gt;[2]In The Times, Londres, 20 de Maio de 1950.&lt;br /&gt;[3]K.REPGEN, La Politica Exterire Vaticana en La Época de Las Guerras, in Manual de História de la Iglesia, op. cit., pag. 77 – 80.&lt;br /&gt;[4]Cf. Tablet, Londres, 29 de Junho de 1963.&lt;br /&gt;[5]In The Times, Londres, 20 de Maio de 1950.&lt;br /&gt;[6]K.REPGEN, La Politica Exterire Vaticana en La Época de Las Guerras, in Manual de História de la Iglesia, op. cit., pag. 77 – 80.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3866726956249906145?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3866726956249906145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_10.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3866726956249906145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3866726956249906145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_10.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1273275790297759188</id><published>2010-02-09T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-09T08:29:24.469Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal (cont.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- Estrutura e conteúdo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A obra encontra-se dividida em duas partes bem distintas: uma teórica (doutrinal) e outra prática (ético-moral).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A primeira parte, mais ampla, abrange os capítulos I-XVII. Nesta secção, o autor deseja, em primeiro lugar, expor e provar aos seus leitores o valor e o significado que a revelação do AT tem para os cristãos. Neste contexto, procura demonstrar que os judeus não entenderam muito bem a Lei, porque a interpretaram de forma literal. Depois de repudiar esta interpretação explica o que a seu entender representa o sentido espiritual genuíno da mesma. No capítulo I,5, o autor declara logo qual a intenção do seu escrito, com estas palavras: “Esforcei-me então para vos enviar estas poucas linhas, para que, além de vossa fé, tenhais também o conhecimento perfeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é precisamente este “conhecimento perfeito” que ele pretende inculcar nos leitores e que consiste numa interpretação alegórica e tipológica do AT no que se refere a Cristo e aos cristãos. O autor está, pois, absolutamente convencido que a fé há-de levar a um conhecimento mais profundo e perfeito da verdade da Revelação. Por isso mesmo é que oferece como complemento da fé esse mesmo “conhecimento perfeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não quer o dom material de sacrifícios sangrentos, mas a oferenda de um coração arrependido. Não deseja a circuncisão da carne, mas a do nosso ouvido, a fim de que a nossa mente se incline para a verdade. Não insiste para que nos abstenhamos da carne de animais impuros, mas sim que renunciemos aos pecados simbolizados por esses animais (Cf. IX-X). No capítulo X, por exemplo, o porco aparece entre os animais proibidos porquanto existem homens que se parecem com ele, pois uma vez saciados esquecem-se de quem lhes deu o alimento. Do mesmo modo, a águia, o milhafre, o gavião e o corvo são animais proibidos na medida em que simbolizam, enquanto “figura” (tupós), todos aqueles que procuram obter o seu sustento através do roubo e de toda a espécie de acções iníquas, em vez de o alcançarem através de um trabalho honrado e com o suor do rosto. As palavras são textualmente estas: “Não te ligarás a esses homens que se assemelham aos porcos; isto é, que quando vivem na abundância, esquecem-se do Senhor, mas na necessidade reconhecem o Senhor. Assim é o porco: enquanto come não conhece o seu dono; mas quando está com fome grunhe e, tendo uma vez comido, volta a calar-se. Ele diz: "Também não comerás a águia, nem o gavião, nem o milhafre, nem o corvo." Isto é: não te ligarás, imitando-os, a esses homens que não sabem ganhar o alimento por meio do trabalho e do suor, mas que, na sua injustiça, arrebatam o bem alheio” (Barn X,3-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a primeira parte é toda ela marcadamente tipológica, pois o autor pretender justificar a nova revelação a partir da antiga, através de símbolos e alegorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A segunda parte (XVIII-XXI) ocupa-se, pois, das questões de ordem moral e aqui não se encontra nada de novo relativamente a escritos anteriores. O autor recolhe a catequese judaica das “Duas Vias”, também presente na Didaqué, como vimos atrás, nas quais descreve o caminho da vida e o caminho da morte (Barn XVIII). Ao primeiro designa Barn de “caminho de luz” e ao segundo “caminho de trevas”. Ao delinear a senda da luz oferece um número vasto de preceitos morais que recordam o decálogo (Cf. XIX). A passagem que trata do “caminho das trevas” consiste num catálogo de vícios e pecados (Cf. XX). O capítulo XXI é uma exortação final de sabor escatológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desta breve apresentação da estrutura e conteúdo do documento, passemos, na próxima semana, à análise dos aspectos teológicos mais importantes do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1273275790297759188?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1273275790297759188/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1273275790297759188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1273275790297759188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-heranca-do-judeo.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8115410738904862736</id><published>2010-02-08T07:00:00.003Z</published><updated>2010-03-03T11:27:17.856Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;1ª Parte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Lisboa&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, constituiu-se como uma referência para as gerações futuras, marcando definitivamente uma nova imagem no equipamento religioso, aberto e participado. Autoria dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, esta Igreja era definida como “o lugar onde a Igreja se reúne para celebrar: escutar a Palavra, celebrar a Eucaristia, reconhecer a Assembleia que celebra o mistério pascal de Cristo como Povo de Deus”.&lt;br /&gt;O projecto foi escolhido em 1962, tendo a primeira pedra sido lançada a 22 de Maio de 1966, com a presença do Cardeal Patriarca, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. A igreja foi dedicada em 19 de Junho de 1970, tendo sido aberta ao culto dois dias mais tarde. Em 1975 foi-lhe atribuído o Prémio Valmor. É Monumento Nacional desde 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa que originou este complexo paroquial era muito ambicioso e mostrava uma Igreja que quer ser habitada a todas as horas, uma Igreja próxima de todos, aberta. O complexo paroquial desenvolve-se em vários níveis, e a estrutura arquitectónica apresenta uma envolvência centrada no altar de modo a aproximar a assembleia dos fiéis nos actos litúrgicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através dos materiais tradicionalmente considerados menos nobres: betão armado, painéis e blocos pré-fabricados; dá-se uma noção de perenidade ao edifício e por outro lado simplifica as formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras como esta lançam uma viva discussão e originam as tomadas de posição muito antagónicas, entre o conservadorismo e o desejo de renovação da arquitectura religiosa contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 341px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436155682202973602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S3Eayn1t9aI/AAAAAAAAAkk/bfCD5GgZ1_Y/s400/Sem+T%C3%ADtulo.png" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 398px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436155395973474402" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S3Eah9jSaGI/AAAAAAAAAkc/g7G10NJLFE8/s400/Sem+T%C3%ADtulo2.png" /&gt; &lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8115410738904862736?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8115410738904862736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/reportagem-fotografica-de-arquitectura_08.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8115410738904862736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8115410738904862736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/reportagem-fotografica-de-arquitectura_08.html' title='Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S3Eayn1t9aI/AAAAAAAAAkk/bfCD5GgZ1_Y/s72-c/Sem+T%C3%ADtulo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2534334663715747221</id><published>2010-02-05T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-05T19:53:36.670Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às Leituras do Domingo V do T. Comum (ano C)</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Cristo tem vindo a fazer connosco um caminho de vida! Tudo começa no Baptismo; depois apresenta o seu projecto de vida – o nosso projecto de vida cristã –, manifestado em palavras e actos; hoje é chegado o desafio concreto e explícito de com Ele partirmos em missão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do interior da comunidade e no quotidiano de cada um, Cristo passa desafiando, chamando. Mas este chamamento não é um convite simplesmente ao fazer; é uma vocação, ou seja, uma experiência interior, por forma a que o chamado seja presença profética do anúncio de Cristo morto e ressuscitado na comunidade e não tão somente presença técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira leitura, de Isaías, é um relato, na primeira pessoa, da experiência chamamento-vocação do profeta que leva, como toda a verdadeira vocação leva, a uma vocação-missão! Da contemplação de Deus três vezes santo, o profeta percebe a sua fraqueza e indignidade; reconhece o seu pecado; sente-se...pequeno... quem sou eu para poder anunciar a verdade de Deus, a sua palavra? No entanto, Deus não tem medo do pecado de Isaías nem da sua fragilidade. Antes, toca-o, purifica-o e habilita-o a ser arauto da vida do Deus três vezes santo! Deus não tem medo do nosso medo! Isaías não tem dúvidas: há que deixar o estar diante de Deus de forma estática e assumir que a comunidade necessita dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anúncio profético do Apóstolo Paulo, na segunda leitura deste quinto Domingo do Tempo Comum, revela a fidelidade à palavra recebida, cuidadosamente guardada e, mais ainda, fielmente transmitida: «Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, no qual permaneceis e pelo qual sereis salvos, se o conservais como eu vo-lo anunciei».  Entre o acolher e o transmitir está a sua vida, a qual é fruto e sintese da sua vocação, do seu apostolado. A sua verdadeira e única vocação-missão é anunciar Cristo morto e ressucitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Lucas, relata-nos o chamamento dos primeiros apóstolos. De maneira um pouco teológica, Lucas coloca Jesus no quotidiano da vida dos homens onde lhes anuncia a sua Vida e Palavra e os coloca em contacto com a realidade da missão. Muito semelhante à experiência de Isaías, Pedro, André e os restantes, fazem uma experiência pessoal de Cristo, reconhecem (Pedro) o seu pecado e, como Isaías, não resistem ao desafio do Mestre. Isaías descobre a sua vocação-missão no templo; os primeiros apóstolos no quotidiano da vida. Um e outro lugar são sinal da comunidade, lugar onde ressoa a voz do Senhor; e é dela que cada homem, que pretende receber luz, consolação e esperança, se deve aproximar. Aí deverão encontrar, não só Jesus, mas também sempre aqueles e aquelas que fielmente confiam na Palavra, se deixam conduzir por Pedro (Igreja) e percebem que o milagre é fruto da Palavra verdadeiramente acolhida e celebrada.&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;P. Francisco Couto&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-2534334663715747221?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/2534334663715747221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-v-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2534334663715747221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/2534334663715747221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/comentario-as-leituras-do-domingo-v-do.html' title='Comentário às Leituras do Domingo V do T. Comum (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1007087260631466569</id><published>2010-02-04T07:00:00.000Z</published><updated>2010-02-04T07:00:04.901Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Sabedoria e ditados populares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A sabedoria dos povos está cristalizada em tradições e costumes. Na sua vertente mais popular, tal sabedoria (ou cultura) fixa-se linguisticamente em sentenças e ditos populares [também chamados provérbios e adágios] facilmente identificáveis por serem sintéticos, claros e concisos. É uma sabedoria – fruto de aturadas observações e de seculares experiências – que se transformou na grande filosofia da vida. Por isso está presente em todos os sectores da vida e é (quase) infalível. É o verdadeiro saber “de experiências feito” adaptado a todos os gostos e parâmetros, desde as mais genuínas questões morais até às quotidianas preocupações pelo tempo atmosférico e pelas colheitas. Não necessitamos sequer de folhear o Borda d’Água, o Seringador, ou qualquer Almanaque, porque todos sabemos de cór uma quantidade dessas sentenças. Mesmo que os intelectuais desconfiem da verdade científica desses provérbios por resultar duma sabedoria pré-crítica, expressa em sagas e mitos e, por isso, sem consistência racional, os outros [que somos todos nós] achamos que é uma sabedoria milenar que, estando presente nos mais ínfimos pormenores do agir e do observar, ultrapassa as fronteiras geográficas e penetra nas do tempo. É uma sabedoria prática, intensa, realista, genuína e acertada, como se se tratasse de axiomas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a mim, não me sai da cabeça aquele ditado popular: “quando um cego guia outro cego, acabam os dois por cair em algum abismo”. E porque este provérbio fala de cegos, também me não sai da cabeça um outro: “retira a trave que tens na tua vista para poderes ver o argueiro que o teu irmão tem na dele”. Estas duas sentenças projectam-me para um mundo em que a cegueira tem de ser analisada no seu sentido figurado e a verdade absoluta deve ter um tratamento especial, pois não tem nada a ver com as opiniões e as verdades relativas. Atingido o sentido figurado e feita a distinção entre o que há de absoluto e de relativo na verdade, conseguir-se-á observar que não sofrem do mal da cegueira os verdadeiros defensores da verdade nem os que presumem conhecer verdades. O mal da cegueira (simbólica) ataca os que presumem saber tudo, julgam conhecer toda a verdade, se auto-consideram intocáveis e se colocam em pedestais de sobranceria e orgulho intelectual. Estes, rusticamente inchados e preconceituosos, dão-se ao luxo de criticar, murmurar, julgar e achincalhar tudo e todos, num tom majestático e irónico. Coitados! Apontando os defeitos dos outros, nem se apercebem dos seus! Vendo os argueiros dos outros, não se dão contam das próprias traves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em si mesma, a verdade é absoluta. Mas, em nós, ela é finita, incompleta e múltipla nas suas formas. Em cada um, a verdade torna-se «verdades», (no plural). As verdades são sempre relativas e parcelares, são sempre pontos de vista. Cada um, à sua maneira, possui da verdade somente uma parte. Quantas verdades de ontem são hoje falsidades e mentiras! Quantas verdades de hoje serão amanhã falsidades e mentiras! Mas voltemos às duas sentenças anteriores. Quem presume ter a verdade toda do seu lado é um convencido e rapidamente se torna intolerante e prepotente. Quantos mártires houve por causa dos que identificaram as próprias opiniões com a verdade absoluta! Convencidos de que só os outros é que são cegos, e de que nós possuímos a verdade toda, achamos que temos muita capacidade para os «guiar», que «sabemos» mais e que estamos em melhor posição para o fazer! O ditado popular (que considera cegos os dois) repete que os cegos acabam por cair em algum abismo, tanto o que guia como o que é guiado. Uns caem porque são arrogantes. Outros porque são mal guiados. E já agora: nunca ouviram dizer que o maior cego não é o que não vê, mas aquele que não quer ver? Há que, primeiro, retirar a trave! Há vítimas da mesquinhez, dos azedumes e de uma série infinita de dicas e tricas, aparentemente inocentes, oriundas das bocas preconceituosas de quem tem a mania de que é melhor que os outros. Cruzamo-nos com essas vítimas; e cruzamo-nos com os carrascos. Razão tem o povo: presunção e água benta, cada qual toma a que quer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1007087260631466569?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1007087260631466569/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/sabedoria-e-ditados-populares.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1007087260631466569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1007087260631466569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/sabedoria-e-ditados-populares.html' title='Sabedoria e ditados populares'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3473671363599044687</id><published>2010-02-03T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-03T11:06:37.591Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECOLHA HISTÓRICA DE VÁRIOS GESTOS DE RECONHECIMENTO AO PAPA PIO XII &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;TESTEMUNHO DA FAMÍLIA ZOLLI&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Yom Kipur de 1944, o Rabino-Mor de Roma, Israel Zolli, sabia que presidia aos serviços da sinagoga da Cidade Eterna pela última vez, pois no seu íntimo ardia já a luz da Fé, em resposta ao chamamento do Rabi da Galileia, que o queria cristão. De facto, poucos semanas depois, Israel Zolli e a sua esposa foram baptizados na Igreja Católica Romana e Zolli tomava o nome de Eugénio, em honra de Pio XII, cuja santidade e dedicação para salvar os Judeus das mãos dos Nazis, o Rabino-Mor de Roma bem conhecia e admirava profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel Zolli era um proeminente professor de Sagrada Escritura, com grande prestígio intelectual entre os Hebreus, e por isso em 1939 passou a ser Rabino-Mor de Roma. Quando os Nazis se preparavam para ocupar a cidade do Papa, Zolli insistiu com a comunidade Hebraica para se dispersar, porém poucos seguiram o seu conselho. Logo que os “Nazis” chegaram a Roma, Zolli que tinha a sua cabeça a prémio, pediu refúgio ao Vaticano, procurando obter do Santo Padre Pio XII, protecção para ele e para toda a comunidade Judaica. Eugénio Pacelli acolheu com autêntico Amor Cristão a família Zolli e providenciou para que se abrissem mosteiros, conventos, Igrejas Romanas, e até a própria Cidade do Vaticano, a fim de que se tornassem santuários de acolhimento para os Judeus daquela grande metrópole&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4002558147248664491#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Quando os Nazis iniciaram os massacres contra os Judeus de Roma, conseguiram capturar 1600 Judeus dos 9500 que viviam na cidade. Os restantes estavam escondidos, sobretudo pela Igreja Católica a pedido e sob a orientação de Pio XII. Entre os que escaparam encontrava-se o Rabino Israel Zolli e a sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Baptismo dos Zolli, aconteceu no dia 13 de Fevereiro de 1945 e realizou-se, na Igreja Romana de Nossa Senhora dos Anjos. O facto, encheu de títulos as primeiras páginas dos jornais de então, embora alguns tivessem atribuído a sua conversão a razões de conveniência e estratégia pessoal. O próprio Zolli insistiu sempre, que a sua conversão ao cristianismo se prendia com um desejo ardente em pertencer a Jesus Cristo e que o ligou à Profissão de Fé Católica a compaixão e o espírito de unidade que viu em Pio XII. Esta experiência de Zolli, na dor e no sofrimento dos seus irmãos e na solidariedade de Pio XII conjuntamente com os católicos, levaram-no ao gesto que há muito se insinuava como desejo no seu espírito e no da sua esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo após a sua conversão, os Zolli viajaram para os Estados Unidos da América do Norte a fim de darem uma série de conferências e lições bíblicas na Universidade de Notre Dame, em Washington DC. Aí, Zolli confidenciou ao Arcebispo Cicognani, Delegado Apostólico da Santa Sé nos E.U.A, que não foi a ciência ou a erudição que o atraíram ao Catolicismo, mas sim a compaixão e a caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do drama da sua conversão, a transformação rápida do mundo no pós-guerra colocou os Zolli em desgraça económica e material. Em 1956, Zolli morreu em absoluta pobreza, porém a sua visão e a sua coragem, o seu profundo conhecimento bíblico, a sua espiritualidade penetrante e a sua Fé profunda, fizeram dele uma das grandes figuras católicas do século XX. Zolli publicou o famoso livro O Nazareno, baseado no Evangelho da S. Mateus e enriquecido pelo profundo conhecimento das línguas antigas e da cultura Semita que guardava como ex-Rabino Judeu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=4002558147248664491#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; Um documento com data de Novembro de 1943, arquivado no Memorial das Religiosas Agostinianas do Mosteiro dos Santíssimos Quatro Coroados, em Roma afirma: «O Papa quer salvar os seus filhos, incluindo judeus, e ordenou que os mosteiros ofereçam hospitalidade aos perseguidos…». O documento indica também uma lista de 24 nomes, referentes aos Judeus que foram trazidas para junto das freiras de acordo com o desejo de Pio XII.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3473671363599044687?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3473671363599044687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/pio-xii-e-ii-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3473671363599044687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3473671363599044687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/pio-xii-e-ii-guerra-mundial.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3455771200553551950</id><published>2010-02-02T07:00:00.001Z</published><updated>2010-02-09T08:30:13.511Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Breve resumo doutrinal&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Iniciaremos, a partir de hoje, a abordagem ainda que sumária, a mais outro precioso testemunho da antiguidade cristã: a “Epístola de Barnabé” (Epistula Barnabae (Barn) ), que se trata mais um tratado teológico do que propriamente uma carta, na medida em que não possui introdução e conclusão nem quaisquer traços pessoais. O seu conteúdo é de carácter geral e nela não aparece nenhuma indicação de que tivesse sido dirigida a alguém em concreto. Ficou, no entanto, integrada no género epistolar em virtude dos escritores cristãos primitivos considerarem este género como o único apto para dar instruções piedosas ou para se dirigirem a um grupo restrito de leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o limite de tempo que dispomos, vamos apenas centrar-nos, numa breve referência, à questão do autor, data e local de composição, para depois passarmos à análise, ainda que também sintética, do conteúdo doutrinal deste primeiro documento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Autor, local e data de composição&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar de, desde os tempos mais remotos, a tradição ter atribuído ao apóstolo Barnabé, companheiro e colaborador de Paulo, a autoria deste documento, este nada diz em parte alguma que Barnabé tenha sido o seu autor, sem sequer reclama da sua origem apostólica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Codex Sinaiticus, do sec IV, coloca a “Epistula” entre os livros canónicos do NT, imediatamente logo a seguir ao Apocalipse de S. João. Clemente de Alexandria (secs.II/III) retira dela muitas passagens, que cita na sua obra Stromata, e atribui-as ao apóstolo Barnabé. Orígenes (sec III) designa-a de “epístola católica”, citando o texto de Barn V,9, na sua obra Contra Celso I,63, e enumera-a entre os livros da Sagrada Escritura. Contudo, Eusébio de Cesareia (Cf. HE III 25,1-5) considera-a um documento controvertido e S. Jerónimo (secs IV-V) coloca-a entre os escritos apócrifos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica moderna, e que se mantém ainda hoje, afirma que Barnabé não é o autor de Barn, em virtude de nela se repudiar, de forma muito dura, o AT. Além do mais, denota-se uma profunda diferença entre a doutrina de Paulo e as opiniões expressas na “Epistula”. Na verdade, Paulo reconheceu o AT como instituição divinamente ordenada. Ao contrário Barn refere-se a ele como “engano diabólico”(Cf. IX,4). Além disso, existem ainda razões históricas para negar a Barnabé a paternidade literária deste documento, já que o mesmo foi composto, com absoluta certeza, depois da destruição de Jerusalém (70 d.C), como se pode claramente comprovar pelo teor do capítulo XVI do mesmo documento. Por este motivo, é mais correcto designar, como autor deste tratado, um Pseudo-Barnabé .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao local de composição, tudo indica que tenha sido Alexandria, devido à utilização do método alegórico utilizado na exegese dos textos bíblicos e tão característico dos teólogos daquele importante centro egípcio da antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito à data de composição podemos salientar que o episódio da destruição do Templo de Jerusalém (70), mencionado na “Epistula”, permite-nos, de facto, fixar o “terminus post quem”. Todavia, no que diz respeito ao “terminus ante quem”, as opiniões são muito mais divergentes. De facto, teríamos uma margem enorme situada entre o ano 70 (data da primeira destruição do Templo) e o ano 135 (data da segunda destruição do Templo, durante a guerra de Barcocheba, no reinado do imperador Adriano). Se a obra foi redigida após esta insurreição, a data de composição rondaria, pois, esse mesmo ano ou, o mais tardar, o ano 138, como último do reinado do supradito imperador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3455771200553551950?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3455771200553551950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-c-135-heranca-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3455771200553551950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3455771200553551950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/epistula-barnabae-c-135-heranca-do.html' title='“Epistula” Barnabae: a herança do judeo-cristianismo.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5195602992240812365</id><published>2010-02-01T07:00:00.006Z</published><updated>2010-02-01T15:29:42.401Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA DE SÃO JORGE -&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; PAMPLONA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Igreja de São Jorge, em Pamplona, compõe o conjunto paroquial constituído pela igreja, salas para catequese, actividades pastorais e a casa do pároco. A inauguração ocorreu com a missa de consagração e bênção no dia 26 de Abril de 2008.&lt;br /&gt;Este complexo foi projectado pelos arquitectos Jesus Leache e Fernando Tabuenca. Foi uma de cinco obras finalistas do Prémio de Arquitectura Espanhola 2009 do Colégio Superior de Arquitectos de Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto resulta em dois edifícios. O principal, a igreja, tem capacidade para 450 pessoas. O segundo corpo desenvolve-se em três pisos, onde se encontram várias salas para reuniões, catequese e grupos, bem como a habitação do pároco destinado a esta paróquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433244973711238194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S2bDhFu8JDI/AAAAAAAAAkU/UfuEUHcbudw/s400/Sem+t%C3%ADtulo.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;Imagem 1 – Planta do conjunto paroquial. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O centro paroquial projectado define na zona central um átrio que, como espaço controlado, dá acesso tanto à igreja como ao centro paroquial. Este conjunto constitui um modelo de transformação urbana bem sucedida, implantado num antigo bairro industrial torna-se numa área residencial no qual a igreja é o seu centro natural. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433244704188139826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 354px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S2bDRZroCTI/AAAAAAAAAkM/eFmtwTkv4wM/s400/Sem+t%C3%ADtulo2.jpg" border="0" /&gt;Imagem 2 – Planta do piso da igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433244503744303074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S2bDFu-Fz-I/AAAAAAAAAkE/iA_05kiyaCs/s400/Sem+t%C3%ADtulo3.jpg" border="0" /&gt; Imagem 3 – Fachada principal da igreja. &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5195602992240812365?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5195602992240812365/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5195602992240812365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5195602992240812365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/02/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html' title='Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/S2bDhFu8JDI/AAAAAAAAAkU/UfuEUHcbudw/s72-c/Sem+t%C3%ADtulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7578512150931030954</id><published>2010-01-28T07:00:00.000Z</published><updated>2010-01-28T07:00:04.765Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Educação e correcção fraterna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A sociedade é dinâmica e evolutiva, tal como deverão ser dinâmicos e evolutivos os comportamentos ético-sociais das pessoas. Mas o dinamismo e a evolução terão de obedecer, desde a sua génese e continuando nos seus procedimentos, aos princípios e às forças aperfeiçoadoras que levam os seres humanos a serem cada vez melhores, mais dignos, mais honestos e mais respeitadores. A esse processo costumamos chamar educação e as forças aperfeiçoadoras vemo-las traduzidas necessariamente em regras éticas e morais, em comportamentos cívicos, em convenções sociais, em deveres. É normal, por isso, que consideremos como anormais as atitudes que algumas pessoas, em nome da liberdade individual e dos direitos, tomam ideologicamente contra tais forças aperfeiçoadoras. Não é de admirar que, bombardeados por tais deselegâncias, quase instintivamente sejamos forçados a reagir com frases do tipo «que falta de educação»! «que estupidez»! «que mau feitio»! «que atrevimento»! E repetimos incansavelmente que é cada vez mais urgente, necessária e válida a acção pedagógica que dá pelo nome de correcção fraterna, até porque é urgente educar para a cidadania. É preciso corrigir os que erram, explicar-lhes por que erraram e incentivá-los a que mudem de atitude!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A correcção fraterna, para além de exigir muita inteligência, muita intuição psicológica e muito talento pedagógico, nunca é fácil, porque pode, naquela altura ou em momentos posteriores, acarretar desnecessárias complicações. Se o feitiço se volta contra o feiticeiro, em vez da correcção pretendida cria-se e alimenta-se um gigantesco enredo de acusações recíprocas, com gravosa e agravada troca de galhardetes. A mim ensinaram-me que, para conseguir tal correcção, é necessário reflectir. Reflectir para ver e entender melhor, e para ter a certeza de que o assunto sobre o qual recai a correcção é real e não fruto de uma impressão superficial que nos agride só porque não concordamos com ela. Também me ensinaram que se tem de olhar com a devida distância e muito friamente, sem emotividades nem irritação momentânea, para cada acto agreste e para cada atitude menos reflectida daquele a quem se quer corrigir. E que não basta intervir: é necessário fazê-lo da melhor maneira e no momento oportuno, pois todos – os que corrigem e os que são corrigidos – temos sensibilidade, coração, nervos, dignidade e direitos. Pode-se reagir mal! E a pressa é, nestes casos, o maior inimigo. E pode acontecer que se não esteja disposto a querer mudar nem a ser ajudado! O modelo da verdadeira correcção fraterna vejo-o nas famílias unidas pelo amor e pela confiança, onde ninguém se sente humilhado, abatido, envergonhado, subserviente, deprimido, desanimado ou zangado, mesmo que a correcção seja muito forte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre corrigir e educar se identificam. Ambos pressupõem valores éticos e cívicos, é verdade, mas corrigir remete-nos mais directamente para a exigência de mudança de atitudes, quando estas são más. Não haja, no entanto, ilusões. Se alguém julga que corrigir é meter na linha quem o anda a aborrecer ou a melindrar, está completamente errado. Corrigir é ajudar aquele que, pelas suas acções, palavras, comportamentos e atitudes, põe em risco a sua felicidade e o bem da comunidade na qual está inserido. Mesmo que me apeteça «descompor» quem me injuria, nem sequer nestas circunstâncias a correcção fraterna terá como objectivo primário o «meu» bem, a minha vingança, o meu propósito justiceiro, mas o bem da comunidade onde todos nos inserimos: eu, aquele que me injuria e os outros que constituem o mesmo núcleo de convivência. Acredito que é neste núcleo de convivência que se aplica o ditado: uma alma que se eleva, eleva todas as outras; e uma que se rebaixa, rebaixa todas as outras. Neste núcleo de convivência, todos são responsáveis por todos e todos hão-de ser sentinelas de todos. E longe há-de estar o espírito de inveja, de acusação e de vingança! E que fique bem claro: isto de querer corrigir fraternalmente os outros quando se tem os mesmos defeitos é pura hipocrisia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7578512150931030954?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7578512150931030954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/educacao-e-correccao-fraterna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7578512150931030954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7578512150931030954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/educacao-e-correccao-fraterna.html' title='Educação e correcção fraterna'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7724274147793418179</id><published>2010-01-27T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-27T07:00:02.881Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:3.1pt;text-align:center; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;V&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:3.1pt;text-align:center; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;RECOLHA HISTÓRICA DE VÁRIOS GESTOS DE RECONHECIMENTO AO PAPA PIO XII &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;GRATIDÃO DO RABINO-MOR DE JERUSALÉM, ISAAC HERZOG&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:5.75pt;text-align:justify;mso-pagination: none;tab-stops:288.0pt;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:5.75pt;text-align:justify;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Após a libertação de Roma, num momento ainda cheio de incertezas sobre o futuro dos Judeus na Itália, pois alguns ainda estavam em mãos Nazis, espreitando o possível perigo de uma vingança total do lado Alemão em situação de desespero pelo inicio da perda das posições militares; neste contexto, Pio XII declarou desassombradamente: «Desde há séculos, que os Hebreus vêm sendo tratados com toda a injustiça e desprezo É chegado agora o tempo em que eles serão tratados com Justiça e Humanidade. Deus o quer e a Igreja o quer. São Paulo diz-nos que os Hebreus são nossos irmãos em vez de serem tratados como estrangeiros, devem ser acolhidos como irmãos».&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[1]&lt;/span&gt; Parece que, para além destas afirmações de Pio XII, tão claras e esclarecedoras do seu próprio pensamento, ou seja, a prova evidente da índole autêntica de Pio XII, no seu amor por todos e da sua particular preocupação com a justiça e com a Humanidade a dar aos Judeus, está no facto que, durante todo o tempo da guerra, vieram junto dele, pedir a sua ajuda, chefes hebreus de todo o mundo. Um dos mais importantes foi o Rabino-Mor de Jerusalém, Isaac Herzog, a quem o Papa Pio XII confiou a mensagem de que faria tudo o que estivesse ao seu alcance para ajudar os Hebreus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.8pt;margin-bottom:0cm; margin-left:2.15pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;O Rabino Herzog deslocou-se à cidade de Istambul, na Turquia, com o intuito de recolher apoio financeiro para o “Jewish Aid Fund”, Fundo de ajuda aos Hebreus. Chegado a Istambul, Herzog encontrou, tal como lhe prometeu Pio XII, todo o apoio e ajuda no Delegado Apostólico daquela cidade, Mons. Ângelo Roncalli, que foi um colaborador exímio na dinamização da operação de salvamento dos Hebreus Balcânicos.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[2]&lt;/span&gt; Foi nesta ocasião que Mons. Ângelo Roncalli comunicou textualmente a gratidão de Herzog, escrevendo: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;«O Rabino-Mor de Jerusalém, Herzog (…) apresentou-se pessoalmente na Delegação Apostólica com a finalidade de agradecer oficialmente ao Santo Padre e à Santa Sé, pelas muitas formas de caridade expressas aos Hebreus nestes últimos anos...».&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:2.15pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Depois da guerra, o Rabino-Mor de Jerusalém enviou ao Papa Pio XII «uma especial bênção pelos seus esforços com a finalidade de salvar vidas Humanas entre os Hebreus, durante a ocupação nazi em Itália» Quem levou esta mensagem, pessoalmente a Pio XII, foi o Judeu Harry Greenstein, depois director executivo da «Associated Jewish Charities of Baltimor» Associação Judaica de Caridade de Baltimor, nos E.U.A. Greenstein declarou em entrevista ao &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Table&lt;/i&gt;t o seguinte: «Recordo muitíssimo bem a luz que brilhava nos seus olhos. Ele, Pio XII, respondeu que a sua única dor era a de não ter conseguido salvar um número ainda mais elevado de Hebreus»&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[4]&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.35pt;text-align:justify;mso-pagination: none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Ao tomarem conhecimento da morte de Pio XII, os Rabinos Mor do Egipto, de Londres, e de França pronunciaram palavras equivalentes de gratidão. Reparemos nas palavras de Golda Meir, na altura Ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, pronunciadas por ocasião da morte de Pio XII, no areópago das Nações Unidas: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;«Condividimos a dor do mundo pela morte de Sua Santidade Pio XII. Durante uma geração de guerra e de contrastes, Sua Santidade afirmou outras ideias de Paz e de compaixão. Durante os dez anos de terror nazi, quando o nosso Povo atravessou os horrores do martírio, o Papa levantou a sua voz para condenar os perseguidores e exprimir solidariedade pelas vítimas. A vida do nosso tempo foi enriquecida por uma voz que exprimiu as grandes verdades morais, colocando-se acima dos tumultos dos conflitos quotidianos. Exprimimos uma grande dor pela perda de um grande defensor da Paz»&lt;/i&gt;.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left"  width="33%" style="font-size:78%;"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="mso-ansi-language:EN-GB"&gt; Cit. in &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;ADL Bulletin&lt;/i&gt;, Outubro de 1958; J. L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Pope Pius XII and the Jews, &lt;/i&gt;National Catholic Welfore Conference, 1963, pag. 71.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Tablet,&lt;/i&gt; Brooklin, 21 de Março 1963.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; A. MARTINI (s.j.), &lt;st1:personname productid="La Santa S￩" st="on"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;La Santa Sé&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; de egli ebrei della Romaria durante la seconda guerra mondiale&lt;/i&gt;, in &lt;st1:personname productid="La Civilit￡ Cattolica" st="on"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;La  Civilitá Cattolica&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;, 112 (1961) III, pag. 461.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Tablet&lt;/i&gt;, Brooklin, 21 de Março de 1963, cit. in Joseph L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pio XII e gli Ebrei,&lt;/i&gt; op. cit. pag. 72.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Cf. &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Cividitá Cattolica&lt;/i&gt;, 109, (1958), III, pag. 323.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7724274147793418179?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7724274147793418179/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7724274147793418179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7724274147793418179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_27.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>mídiaDei</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PugIX1z2_hA/Sw_tnPSJY1I/AAAAAAAAAAM/nlgekMn-JU4/S220/SEM_TT~1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3491863625910641227</id><published>2010-01-25T07:00:00.002Z</published><updated>2010-01-25T07:00:03.739Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;IGREJA DE SANTA MARIA | MARCO DE CANAVESES&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A Igreja de Santa Maria, em Marco de Canaveses faz parte de um conjunto composto pela igreja, auditório, escola de catequese e habitação para o pároco. Uma obra do arquitecto Álvaro Siza Vieira, que decorreu entre os anos de 1990 e 1996. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="style11" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A imagem desta igreja que tem inspirado muitas outras intervenções posteriores é a grande porta, com os seus dez metros de altura, existente exactamente em relação a uma vastíssima vista de um vale. No interior a verticalidade de todo o espaço é muito forte. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="style11" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A porta é o elemento simbólico mais forte nesta igreja, que vem da afirmação de Jesus que diz: “&lt;/span&gt;&lt;span class="t101"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem.” (Jo 10,9). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="style11" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;A entrada faz-se, normalmente, através de uma porta de vidro, debaixo da torre da direita, enquanto a porta grande só é aberta em circunstâncias especiais. Depois do movimento lateral de entrada, tem-se a percepção de uma janela baixa e comprida, do lado direito, que permite ainda a vista para o exterior. Esta janela contradiz o ambiente de recolhimento a que estamos habituados numa igreja e aproxima a relação com o exterior. A imagem da Virgem, é colocada quase ao nível dos fiéis e não está assente em pedestal, respeitando os actuais princípios da liturgia, que acentuam a função de mediação da Virgem entre Deus e os homens e por consequência entre os homens. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="style11" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O espaço litúrgico pretende dar uma projecção do celebrante, uma comunhão com a assembleia, aproximando a distância com esta, utilizando na abside, curvaturas já não côncavas mas antes convexas. No espaço em volta do altar existe uma série de elementos que participam no ritual: o ambão, o próprio altar, o sacrário, as cadeiras dos celebrantes e a cruz, definem este espaço, no respeito pelos movimentos, pré-estabelecidos, da missa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style11" style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style11" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=" Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;font-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/61Y6ZMLJhPw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/61Y6ZMLJhPw&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3491863625910641227?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3491863625910641227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/reportagem-fotografica-de-arquitectura_25.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3491863625910641227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3491863625910641227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/reportagem-fotografica-de-arquitectura_25.html' title='Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea'/><author><name>mídiaDei</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PugIX1z2_hA/Sw_tnPSJY1I/AAAAAAAAAAM/nlgekMn-JU4/S220/SEM_TT~1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3832143981202907579</id><published>2010-01-21T07:00:00.000Z</published><updated>2010-01-21T07:00:01.094Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>A gordura já não é formosura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez uma senhora sorridente e feliz porque, em dois meses, tinha perdido dois quilos e tal. Eu disse-lhe, ironizando, que devia ter mais cuidado, que não podia ser tão distraída, que rapidamente ficaria muito pobre perdendo tanto em tão pouco tempo. E, quem sabe, a continuar assim, qualquer dia ainda perderia o resto! E que, de quanto era do meu conhecimento, na secção de «perdidos e achados» da Polícia ninguém tinha entregue nada dessa natureza, e os portugueses até são muito cívicos e bem comportadinhos a devolver o que encontram, uma vez que não lhes pertence! Mas que esperasse mais uns tempos: talvez, sem grande canseira, viesse a reaver os quilitos que tinha perdido, com possibilidades redobradas de os recuperar acrescidos de altos juros! – Parece anedota? Parece. Mas não é. Sem dúvida que este texto só pode ser produzido por quem não tem o problema das gordurinhas, – ou por não ser gordo ou por se não ralar com tal questão – pois nenhuma pessoa gorda, a sério, teria coragem de brincar com um assunto tão preocupante. A brincar ou a sério, doentia ou salutarmente, a questão da gordura é um assunto do dia. Na União Europeia há milhões de crianças e adolescentes abundantemente obesos. Nos Estados Unidos há mais. E isso é um grave problema de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de reflectirmos sobre a obesidade, brinquemos com a questão das gordurinhas. Longe vai o tempo em que se gostava do aforismo «gordura é formosura»! A civilização ocidental derrubou essa mentalidade e, para delinear conceitos de beleza, inventou uma «linha», fina e magra, escorreita e «light». Quem é que gosta de parecer um violoncelo quando os concursos de beleza só promovem os violinos? Quem é que – sobretudo no feminino – não se esforça por preservar uma determinada imagem física, que com os anos degenera estupidamente em face do aparecimento dessas banhas malditas que se aninham em zonas estratégicas do corpo e estragam o manequim? Quem se não queixa das gordurinhas, dos quilitos a mais e da sensação do exagero volumétrico que o espelho reflecte e a balança teima em acusar? Quem não se dana sob o insuportável que é a beleza das outras em comparação com a feia figura que faz sob a configuração de tanta celulite? Que raio! Que desordenada distribuição! Raio de gordurinhas que vão sempre para os mesmos sítios, em vez de acompanharem a fisionomia harmoniosa do corpo! Naturalmente que nasce e prospera uma obsessão doentia: tirar gorduras daqui, colocar silicone ali, fazer dietas rigorosas, correr para os médicos ou para medicinas alternativas, utilizar processos naturais e químicos – e tudo provocado pela auto-sugestão de que se é gorda (ou gordo). Eu imagino o quão difícil é suportar tal amargura e viver com tamanho e contínuo problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida que, bem diferente desta obsessão doentia, é a realidade preocupante da obesidade. Esta, sim, é assunto sério e de altos riscos, por incluir o desequilíbrio hormonal e merecer aturados cuidados de saúde, pois pode causar graves problemas e trabalhos redobrados ao coração. Mas sejamos coerentes. Uma coisa é a obesidade e outra é a mania de que se é gordo. Uma coisa é a obesidade provocada por demasiado alimento ou pelo mau funcionamento endócrino – e isso exige tratamento profissional – e outra, bem diferente, é a obsessão da gordura – e isso é doentio! Trate-se a obesidade, mas tenha-se tento nas manias! Decidir, por conta própria, tornar-se pau de virar tripas só para corresponder às medidas que as revistas cor-de-rosa estampam, é uma estupidez que pode provocar a morte. Com a anorexia não se deve brincar, apesar de as «modelos» e outras figuras afins aparecerem sempre munidas de linha fina, de medidas estandardizadas, de espessura raquítica, e a propaganda ser exímia em manipular as inclinações e os desejos mais profundos de quem se transforma em vítima fácil! Já agora, e brincando, digam-me: quantitativamente, não é gente baixa, barriguda e larguinha a que mais se encontra por este Portugal fora? Porque é que nos custa tanto admitir que, democraticamente, a maioria é que havia de vencer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3832143981202907579?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3832143981202907579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/gordura-ja-nao-e-formosura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3832143981202907579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3832143981202907579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/gordura-ja-nao-e-formosura.html' title='A gordura já não é formosura'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-368332151334705155</id><published>2010-01-20T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-20T07:00:01.779Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;line-height:19.2pt; background:white"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color:black"&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SANTA SÉ E OS HEBREUS DE LESTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; line-height:150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace: none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; line-height:150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace: none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;PIO XII E OS HEBREUS DA HUNGRIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:105.8pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration:none"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.8pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Na primavera de 1944,logo no primeiro dia da deportação dos Hebreus da Hungria, o Núncio Apostólico naquele país, Mons. Ângelo Rotta, avisou o governo daquela nação que as nações civilizadas tinham os olhos postos naqueles factos, advertindo que todo o mundo sabia o que significava &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;«Deportar Hebreus»&lt;/i&gt;. A 25 de Junho de 1944, o Núncio enviou uma carta a Miklòs Horthy, a qual apresentava um firme protesto do Papa Pio XII, contra a referida deportação de Hebreus.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[1]&lt;/span&gt; A Hungria foi sensível aos apelos do Vaticano, e não só evitou a deportação dos Hebreus, como deu asilo aos profugos Judeus oriundos da Polónia e da Eslováquia. Enquanto isto acontecia, o Vaticano notificava aos Núncios de Bucarest e Bratislava para vigiar com atenção a situação dos Hebreus e fazer todo o possível a favor dos profugos do mesmo povo.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.8pt;margin-bottom:0cm; margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:150%; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Neste mesmo ano de 1944, Pio XII fez chegar uma espécie de mensagem ao Congresso Mundial Hebraico, com o qual esteve frequentemente em contacto durante toda a Segunda guerra Mundial, dizia o Romano Pontífice: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;«Sempre que a Santa Sé recebeu uma mensagem que referisse o agravamento da situação dos Hebreus na Hungria, tomaram-se imediatas prevenções para assistir a estas pessoas e aliviar as suas difíceis situações. A Santa Sé assegura que continuará a actuar em defesa destes Hebreus&lt;/i&gt;». &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.8pt;margin-bottom:0cm; margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height:150%; mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Seguindo as instruções da Santa Sé, a Nunciatura Apostólica de Bucareste interveio junto à autoridade Húngara com a finalidade de que não se adoptassem medidas &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;violentas e injustas nos confrontos com os Hebreus naquele país&lt;/i&gt;. Os Bispos Húngaros assumiram uma intensa actividade a favor dos Hebreus perseguidos. As acções por parte da Nunciatura e por parte dos Bispos prosseguirão por todo o tempo que for necessário...»&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;O Doutor Frederic, jovem agente do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha Nazi, foi enviado em viagem através de vários países satélites, ou sob ocupação pelos Nazis, para procurar conhecer os diversos sentimentos e opiniões acerca dos confrontos levados a efeito pelos Alemães. O Doutor Frederic, assegurava num relatório confidencial dirigido ao Ministério de que dependia, datado em Berlim a 19 de Setembro de 1943, o seguinte: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;«Sobre este ponto de vista o Metropolita, Sheptytsky, de Lwow na Ucrânia, fez as mesmas afirmações e teve por fim a mesma expressão dos Bispos Franceses, Belgas e Holandeses, como se recebessem todos as mesmas instruções do Vaticano»&lt;/i&gt;.&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Acerca da acção desenvolvida a favor dos Hebreus perseguidos diz Laszlo Endre, então subsecretário da Administração Interna da Hungria: &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;«No que diz respeito às ajudas fornecidas aos Hebreus, infelizmente sacerdotes e eclesiásticos estão no primeiro plano... Nunca se viu uma rede de protecção e de intervenção tão vasta como hoje&lt;/i&gt;».[5]&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;margin-right: 3.1pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;P. Senra Coelho&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left"  width="33%" style="font-size:78%;"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.8pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="font-size:10.0pt;line-height:150%;mso-ansi-language:EN-GB"&gt; G. REITLINGER, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;The Final Solution&lt;/i&gt;, &lt;st1:place st="on"&gt;&lt;st1:city st="on"&gt;Beechhurst Press&lt;/st1:city&gt;, &lt;st1:state st="on"&gt;New   York&lt;/st1:state&gt;&lt;/st1:place&gt;, 1953, pag. 431.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.8pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:150%;mso-ansi-language:EN-GB"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;Memorandum &lt;st1:place st="on"&gt;&lt;st1:state st="on"&gt;del&lt;/st1:state&gt;&lt;/st1:place&gt; Congresso Hebraico Mondiate&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;, in &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;The Vatican and the Jews&lt;/i&gt;, 2 de Março de 1959, (cópia fotostática), cit. in Joseph. L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pio XII e Gli Ebrei&lt;/i&gt;, op. cit, pag. 49.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Times New Roman', serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-GB"&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;Memorandum del Congresso Hebraico Mondial, in The Vatican and the Jews,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt; 24 de Março de 1959, cit. in Joseph L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pio XII e gli Ebrei&lt;/i&gt;, op. cit., pag. 49.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="font-size:10.0pt;line-height:150%;mso-ansi-language:EN-GB"&gt; Cf. Documento no CXLV, a-60, Arquivos do Centro de Documentação Judaica, Paris, cit. in P. FRIEDMAN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Their Brother's Kllpers&lt;/i&gt;, Crown, New York, 1957, pag. 212.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span lang="EN-GB"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="font-size:10.0pt;line-height:150%;mso-ansi-language:EN-GB"&gt; P. FRIEDMAN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Their Brother’s Keepers&lt;/i&gt;, op. cit. pag. 87.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-368332151334705155?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/368332151334705155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/368332151334705155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/368332151334705155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_20.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>mídiaDei</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PugIX1z2_hA/Sw_tnPSJY1I/AAAAAAAAAAM/nlgekMn-JU4/S220/SEM_TT~1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8481148137225002671</id><published>2010-01-19T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-19T14:45:31.938Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style:italic"&gt;Análise teológica&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent3" style="margin:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-add-space: auto;text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;mso-no-proof:yes"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Concluímos a nossa reflexão sobre o grande bispo e mártir de Antioquia abordando outro dos aspectos do seu pensamento teológico: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;ESPIRITUALIDADE E VIDA CRISTÃ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;O MISTICISMO INACIANO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Assim como a cristologia de Inácio se encontra fortemente influenciada pela reflexão teológica de Paulo e João, assim a sua espiritualidade ou misticismo trazem consigo a marca destes. A ideia de S. Paulo relativa à união do crente com Cristo une-se à ideia joanina da vida em Cristo e de ambas nasce o ideal inaciano: a imitação de Cristo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Na verdade, nenhum autor dos primeiros séculos do cristianismo inculcou, com tanta eloquência como o bispo antioqueno, a “imitação de Cristo”. Assim, para viver segundo a vontade de Deus e a fé, é necessário e mesmo obrigatório “imitar Jesus Cristo” (Cf. Tral I, 2; II,1; Phil VII, 2). Pois, se queremos viver a vida divina temos que adoptar, pelo Espírito, os princípios e as virtudes do Pai e do Filho (Cf. Eph VIII,2).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Tal como Cristo imitou o Pai, assim devemos nós também imitar a Cristo: “Tornai-vos imitadores de Jesus Cristo, tal como Ele o é do Pai!” (Phil VII,2). Todavia, esta “imitação” não consiste apenas na observância da lei moral nem numa forma de vida de acordo com o evangelho, mas significa, de um modo especial, conformar-se inteiramente à paixão e morte de Cristo. Por esse motivo suplica deste modo aos cristãos de Roma: “Permiti que eu seja imitador da paixão do meu Deus” (Rom VI,3).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Podemos mesmo dizer que a Carta aos Romanos é toda ela uma apologia da espiritualidade e misticismo do mártir. É numa tocante passagem desta enternecedora Carta que diz assim: “Pedi unicamente em meu favor a força exterior e interior, a fim de não apenas falar, mas também querer, de não apenas me chamar de cristão, mas de me manifestar como tal. Pois, se me manifestar como tal, também me poderei chamar assim e ser fiel, na hora em que já não for visível para o mundo” (Rom III,2). E logo a seguir esta escaldante afirmação de que, tantas vezes, nos esquecemos: “O cristianismo não é resultado de persuasão, mas de grandeza, justamente quando odiado pelo mundo” (Rom III,3). Por outras palavras, ser cristão é um dom de Deus e a força do martírio um dom ainda maior.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O ardor e o entusiasmo que demonstra pelo martírio brotaram precisamente da sua vontade firme de se assemelhar ao Senhor. O martírio é concebido como a perfeita imitação de Cristo. Logo, só aquele que se encontra disposto em sacrificar a sua vida por Ele se torna verdadeiro discípulo seu (Cf. Rom V,3-VI,2; Eph III,1; Smyrn IV,2). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A ideia paulina da permanência de Deus na alma humana é outro dos temas favoritos de Inácio. A divindade de Cristo habita nos cristãos como num templo (Cf. Eph XV,3). Trata-se, pois, da doutrina da inabitação trinitária, tão bem esboçada no NT. Porém, Cristo não só se encontra dentro de nós, mas nós formamos também uma só coisa com Ele, de tal forma que os cristãos encontram-se unidos entre si por uma união divina. Daí que o mártir repita, uma ou outra vez, a expressão paulina&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;e também joanina do “ser em Cristo” ou “estar em Cristo”. A certeza de que “está em Cristo” leva-o a ter a outra certeza de “encontrar-se” e “permanecer n’Ele” (Cf. Eph X,3; Magn I,2).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De facto, o laço que faz unir os cristãos entre si é precisamente a união com Cristo, a qual se torna visível e concreta na união com o bispo, através da fé, obediência e, de um modo especial, pela participação no culto divino. Inácio admite apenas uma forma de união com o Senhor: a que se realiza através das celebrações litúrgicas. Daí que a sua espiritualidade e mística brotem essencialmente da liturgia. Deste modo, a união do cristão com Cristo não tem como centro a alma individual, mas sim a comunidade dos fiéis reunida como corpo litúrgico e especialmente eucarístico, como vimos mais atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Em suma: a união (unidade) de Cristo com o Pai constitui o fundamento da união (unidade) do cristão com Cristo. O cristão deve, pela fé e caridade, unir-se a Ele, que é “carne e “espírito”, isto é, humanidade e divindade, morte e ressurreição. Assim, a vida cristã deve, pois, procurar, de forma incessante, imitar e reproduzir esta unidade de “carne” e “espírito”, realizada em Cristo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Jesus, enquanto “carne” e “espírito”, é efectivamente a vida do cristão. Cristo-Vida constitui, sem dúvida alguma, o centro do pensamento e da vivência inaciana, isto é, o núcleo e simultaneamente o ponto de partida da espiritualidade e misticismo do grande mártir de Antioquia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="right" style="text-align:right"&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8481148137225002671?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8481148137225002671/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e_210.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8481148137225002671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8481148137225002671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e_210.html' title='Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja'/><author><name>mídiaDei</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PugIX1z2_hA/Sw_tnPSJY1I/AAAAAAAAAAM/nlgekMn-JU4/S220/SEM_TT~1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1442966957992073573</id><published>2010-01-18T07:00:00.002Z</published><updated>2010-01-24T23:18:00.957Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;b&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA DE SANTO ANTÓNIO  PORTALEGRE &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Século XX é impulsionado com o “movimento litúrgico” no campo da arquitectura religiosa, tendo sublinhado a liturgia como razão da forma das igrejas. No entanto, um século de muitas variações e procuras… Com o Concílio Vaticano II, consagrou-se o entendimento da liturgia e isso reflectir-se-á na arquitectura das igrejas, embora se procure, ainda, um modelo arquitectónico que reflicta a dimensão da celebração cristã como a entendemos e vivemos hoje. Talvez, alguns exemplares de arquitectura contemporânea, que atingiram o cume das obras marcantes no contexto religioso, apontem caminhos culturais e artísticos, arquitectónicos e urbanos, de novo tipo. Continuamos, no entanto, nesta procura de uma obra que reúna os valores da espiritualidade cristã, isto é, que seja simbólica, litúrgica e memorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo que trago, a Igreja de Santo António, no bairro dos Assentos, em Portalegre, inaugurada no dia 13 de Junho de 2008, faz parte de um conjunto composto pela igreja, centro paroquial e comunitário. Uma obra do arquitecto João Luís Carrilho da Graça que assume uma linguagem contemporânea, no recurso aos elementos naturais e simbólicos do catolicismo: a luz, a água e a rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentido do percurso neste espaço, conduz-nos desde a rua, a entrada, até ao interior, à rocha quartzítica, posta a nu pelo terreno aplanado. O pátio é ladeado por duas rampas e alas onde se distribuem os centros comunitário e paroquial. Ao fundo, no espaço central da igreja surge um envidraçado que torna inesperadamente transparente o interior da igreja. Esta é atravessada visualmente da entrada ao altar que no leva novamente ao espaço exterior construído com a rocha existente, o ar, a luz zenital, água e plantas. “Um espaço exterior aberto à contemplação” tal como descreve o arquitecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arquitectura materializa a simbologia cristã: a rocha é o elemento sobre o qual Jesus fundou a Igreja - “Tu és Pedro (tradução grega do nome aramaico Kepha que significa pedra ou rocha), e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18); a água do Baptismo, pela imersão na água morremos para a vida de pecado e morte – morremos com Cristo, pela emersão nascemos para a vida da Graça, vida sem pecado – ressuscitamos com Cristo - “Derramarei sobre vós uma água pura e dar-vos-ei um coração novo” (Ez 36,25-26); a luz é a luz da ressurreição de Cristo, Ele faz-nos passar “das trevas à Sua luz admirável” conforme a liturgia da vigília Pascal – “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8HgE4urefB8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8HgE4urefB8&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1442966957992073573?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1442966957992073573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1442966957992073573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1442966957992073573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/reportagem-fotografica-de-arquitectura.html' title='Reportagem fotográfica de Arquitectura Religiosa contemporânea'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1383256037551137778</id><published>2010-01-15T07:00:00.005Z</published><updated>2010-01-18T14:38:18.965Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às leituras do Domingo II do T. Comum (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estamos ao início de um novo tempo litúrgico. O Tempo Comum. A liturgia fará caminho connosco, levando-nos a descobrir a mensagem de Deus, através de palavras e sinais. Palavras e sinais que nos farão conhecer e abraçar a causa do Reino com Jesus. Palavras e sinais que, hoje concretamente, nos mostram a profundidade do amor de Deus, o Esposo fiel que chega para celebrar a nova aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Por amor de Sião não me calarei...» A “voz” de Deus revelada por Isaías, mostra o imenso amor do Senhor para com o seu povo. Israel é uma esposa infiel, adorou outros deuses... e acabou usada, abandonada, ultrajada... Diferente dos homens, Deus não a rejeitará, ainda que profanada: «O teu construtor te desposará...», Ele será a tua alegria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda leitura deste segundo Domingo do Tempo Comum apresenta-nos o riquíssimo texto de São Paulo sobre os carismas. Belíssima a imagem com que o Apóstolo nos diz que os dons ou carismas que possuímos fazem sentido dirigidos para o bem comum, enriquecendo, desta forma, a comunidade e tornando-a comunidade de verdade, una. Carisma significa «dom gratuito de Deus». Ele concede-os ao homem para que construa comunhão, não divisão, como em Corinto. Ele concede-os ao homem para que d’Ele aprenda a ser um... a amar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de João, relata-nos o primeiro milagre de Jesus. Volta a imagem do casamento manifestada na primeira leitura. Só que mais profunda: Jesus Cristo é o esposo que vem em busca da sua amada e com ela viverá uma nova aliança, uma aliança em que não haverá limite para se dar e entregar. O vinho novo, será o sinal dessa alegria que Deus quer fazer experimentar no coração do homem, o qual quer desposar. A água, sinal do começo de uma nova vida em Deus, deverá ser vinho, alegria, marca do amor sem limites que os homens devem acolher e viver. A água só transformada em vinho por Cristo será alegria, vida, amor; o Baptismo, só alimentado e vivido na Eucaristia, será sinal de participação na aliança amorosa de Deus; será sinal de salvação!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1383256037551137778?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1383256037551137778/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/comentario-as-leituras-do-ii-domingo-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1383256037551137778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1383256037551137778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/comentario-as-leituras-do-ii-domingo-do.html' title='Comentário às leituras do Domingo II do T. Comum (ano C)'/><author><name>mídiaDei</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_PugIX1z2_hA/Sw_tnPSJY1I/AAAAAAAAAAM/nlgekMn-JU4/S220/SEM_TT~1.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7842704960716171449</id><published>2010-01-14T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-17T16:48:08.144Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>O futuro da humanidade passa pela família</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 22 de Novembro de 1981, o então Papa João Paulo II publicou a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a «função da família cristã no mundo de hoje». Convencido de que a família cristã realiza plenamente a sua função na exacta medida em que vive o Evangelho, o Papa recordou que, por isso, ela é «um dos bens mais preciosos da humanidade», e que «o futuro da humanidade passa pela família». Nas décadas seguintes vimos surgir, exponencialmente, com aceitação mais ou menos velada, novas formas de família (monoparental, lar só no masculino ou só no feminino, família recomposta, filhos sem pais a viver com os avós, famílias de facto sem casamento, etc.) e que são uma realidade de grande incidência social. Marcados pela realidade da família tradicional – cuja estrutura orgânica assentava na relação homem-mulher, pais-filhos, lar-casa, – quase todos temos dificuldades em perceber e em aceitar as modernices dos actuais modelos de casal e de família. Com tantas e tão díspares mudanças, deixámos de saber qual é a sua estrutura, apesar de continuarmos a saber, no plano educacional, qual é a sua função. A sua função é ajudar os que a constituem a serem pessoas com identidade humana própria, tanto na dimensão da cidadania como na dimensão ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na citada exortação apostólica, o Papa incentivava os cristãos a que nunca deixassem de amar a família por eles constituída a partir do sacramento do matrimónio. Recordava que esse amor implica um caminho difícil – que a Igreja não impõe, mas propõe, – e que se traduz na linguagem da cruz. Isso significa que há pesadas mas fascinantes tarefas que a família cristã tem de realizar para chegar ao coração da sua mais íntima verdade. O problema é que, genericamente, a linguagem da cruz não é vista nem aceite como um bem! É difícil. E na sociedade actual em que a casa, o carro, o emprego e as horas de dissipação são postos à frente de quaisquer outros valores, em muitas famílias ditas cristãs contam-se pelos dedos os casos em que os pais se não demitem de realizar o que é de sua obrigação. A mensagem cristã e a doutrina moral da Igreja deixaram de integrar o bloco dos valores geralmente seguidos. A linha cristã orientadora não passa de uma boa proposta, que se aceita teoricamente de bom agrado, mas que, na prática, se guarda na gaveta das boas intenções. Por isso, para que vingue enquanto instituição sólida, a família cristã terá de resistir intensamente aos ventos contrários das modas, das tendências, das ideologias e da actual mentalidade cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que os políticos no poder digam que favorecem as famílias subsidiando-as com uns patacos, há algo que continua mal: o «mundo» político marginaliza a família cristã, em vez de lhe reconhecer um lugar de cidadania e de valor social. Não admira, por isso, que muitas famílias, teoricamente cristãs, estejam secularizadas e vivam valores pagãos. Na maioria das famílias jovens, a transmissão dos valores religiosos aos filhos, longe de ser uma prioridade, passou a ser algo de secundário em relação a outros mais práticos e “úteis”, como a música, a dança, a ginástica e o inglês! É tal o relaxamento e o esfumar da doutrina e da moral cristãs que, comparando os conteúdos dogmáticos da fé confessada com a realidade existencial da fé vivida, aqueles parecem estar a anos-luz de distância. Mas, sejamos francos, apesar de todas as dificuldades e perturbações pelas quais passa, creio que todos concordamos que a família permanece como esfera de existência vital, como área de comunicação interpessoal original e insubstituível. A capacidade educadora da família é decisiva, porque é no seu seio que as crianças se iniciam na relação e na comunhão, em valores e atitudes, na convivência e solidariedade, em condutas e costumes, em ritos e símbolos. Todos estamos de acordo que a matriz familiar (sobretudo na infância) é o lugar privilegiado onde se formam a identidade e a personalidade que vão perdurar por toda a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7842704960716171449?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7842704960716171449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/o-futuro-da-humanidade-passa-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7842704960716171449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7842704960716171449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/o-futuro-da-humanidade-passa-pela.html' title='O futuro da humanidade passa pela família'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1177317451394300110</id><published>2010-01-13T07:00:00.003Z</published><updated>2010-01-13T09:16:27.056Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;background:white"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, serif;font-size:6;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:20px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Times, serif;font-size:6;"&gt;&lt;b&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;background:white"&gt;&lt;b&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SANTA SÉ E OS HEBREUS DE LESTE&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" align="center" style="margin-right:1.0pt;text-align:center; line-height:150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace: none"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;o:p&gt; PIO XII E OS JUDEUS DA ROMÉNIA&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Na Roménia, durante os anos de 1942 e 1943, Pio XII utilizou os serviços diplomáticos do Núncio Mons. Andrea Cassulo, que se dava &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;muito bem com o Rabino Safran. Assim, o Núncio visitou vários campos de concentração, levando consigo, somas de dinheiro consideráveis, enviadas de Roma pela acção do Papa Pio XII, para que fossem distribuídas pelas famílias judias com maiores necessidades.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;A 16 de Outubro de 1941, o Núncio Mons. Andrea Cassulo, a pedido de Pio XII, tinha já exercitado a sua influência diplomática, trabalhando arduamente para arrancar do governo Romeno autorização para que os órfãos dos Hebreus mortos fossem enviados para a Palestina, a fim de crescerem no seio do seu povo. Se não conseguiu obter todo o desejado, o Núncio Cassulo, conseguiu obter alguns casos de crianças colocadas na Palestina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right:3.1pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;A 20 de Outubro do mesmo ano de 1941, Mons. Andrea Cassulo expressou um protesto oficial, em nome de Sua Santidade Pio XII e da Santa Sé, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros Mikaíl Antonescu, contra os projectos governativos para resolver a &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Questão Hebraica”&lt;/i&gt; e através das suas continuas acções diplomáticas, foram chegando algumas ajudas ao povo Romeno.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;Após a visita que o Núncio efectuou aos campos de concentração, entre 1942 e 1943, o Embaixador da Santa Sé apresentou uma petição de dez pontos, entregues a Rado Lecca, funcionário governativo, encarregado da &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;“Questão Hebraica”&lt;/i&gt; com a finalidade de que a miséria dos hebreus fosse aliviada nos campos de concentração. Em Junho de 1943, o Rabino Safran referiu-se de modo positivo às acções diplomáticas da Santa Sé, dizendo que após estes articulados com dez petições, as condições dos Hebreus tinham melhorado[1].&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;O Núncio Apostólico Mons. Andrea Cassulo após uma visita a Roma, para dialogar com a Secretaria de Estado do Vaticano e com o Papa Pio XII, regressou à Roménia num momento extremamente difícil para os Hebreus. O terceiro Reich fazia fortes pressões para que os Judeus fossem deportados em multidão para lá do rio Bug, onde seriam &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;«recolhidos e tratados»&lt;/i&gt; pela polícia Alemã. Segundo o parecer de muitos membros do corpo diplomático acreditado em Bucarest, foi a acção do Núncio Apostólico que levou à suspensão deste projecto de deportação&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;[2].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;margin-top: 0cm; margin-right: 3.35pt; margin-left: 0.45pt; margin-bottom: 0.0001pt; line-height: 150%; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote-list"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;    &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:3.35pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:.45pt;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;line-height: 150%;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn1" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4002558147248664491&amp;amp;postID=1177317451394300110#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT;mso-fareast-language:PT;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:12.0pt;color:windowtext;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height:150%;font-size:10.0pt;"&gt; Cf. &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Depoimento do rabino Safran introduzido por Gabriel Bach nos actos do Processo de Eichman&lt;/i&gt;, Decisão nº 46, cit. in J. L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pio XII e Gli Ebrei&lt;/i&gt;, op. cit, pag. 47.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="mso-element:footnote" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align:justify;line-height:150%"&gt;&lt;a style="mso-footnote-id:ftn2" href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=4002558147248664491&amp;amp;postID=1177317451394300110#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="mso-special-character:footnote"&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-fareast-Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language: PT;mso-fareast-language:PT;mso-bidi-language:AR-SAfont-family:&amp;quot;;font-size:10.0pt;color:windowtext;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="EN-GB" style="mso-ansi-language:EN-GB"&gt; POLIAKOV, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Le Vatican&lt;/i&gt;, pag. 44, cit. in Joseph L. LICHTEN, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Pio XII e gli Ebrei&lt;/i&gt;, op. cit., pag. 47.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1177317451394300110?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1177317451394300110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1177317451394300110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1177317451394300110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial_13.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-3832964786445586641</id><published>2010-01-12T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-12T07:00:01.855Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Análise teológica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA E ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA (cont.) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo Inácio, o bispo é também o sumo sacerdote e dispensador dos mistérios de Deus, pois nem o baptismo, nem o ágape, nem a eucaristia se podem celebrar sem ele ou por quem ele tenha delegado (Cf. Smyrn VIII,2). O texto acima citado constitui uma prova clara da autoridade e ministério episcopal. De facto, nada do que diga respeito à vida da Igreja deverá ser feito sem o conhecimento e consentimento do bispo! Até o matrimónio tem que ser celebrado na sua presença (Cf. Pol V,2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto a ressaltar nesta reflexão teológica é o que diz respeito à “catolicidade” da Igreja. A expressão plhqov, traduzida por multidão reunida ou comunidade local, só adquire o significado de ejkklesia a partir da união com o bispo. Como dissemos na semana passada, a designação de kaqolikh ejkklesia aparece, pela primeira vez, na literatura cristã, graças à originalidade e pertinência do bispo de Antioquia. É interessante ter em conta o facto de ter sido em Antioquia que os discípulos receberam pela primeira vez o nome de cristãos (Cf. Act 11,25) e do mesmo modo em Antioquia surgir, por um lado, o termo “cristianismo” e, por outro, o de catolicismo ou “Igreja Católica”. Esta ex-pressão do bispo antioqueno possui, sem dúvida, um significado doutrinal importante. O adjectivo kaqolikov, em grego clássico, significa pura e simplesmente geral, universal, sem qualquer outro significado específico. Contudo, no grego cristão, passa a ter várias e importantes referências doutrinais. A primeira, que aqui transparece, é a de Igreja Universal, estendida pelo mundo inteiro e a contracenar, mas não em oposição, à igreja local, porque a Igreja é uma só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se entender esta passagem, importa realmente ter presente as diversas facetas da eclesiologia inaciana, que acabámos há pouco de salientar, isto é, o bispo está colocada à frente da comunidade, como o Senhor. Os bispos estabelecidos até aos confins da terra, são o pensamento de Cristo, tal como Cristo é o pensamento do Pai. Deste modo, Inácio parte, pois, da realidade concreta e visível do bispo que preside e reúne a Igreja, para a realidade transcendente e invisível que fundamenta o mistério de uma só Igreja, enquanto desígnio do Pai. Assim, a Igreja “local” faz transparecer a face visível , tornando-se o “écran”, fundamento e paradigma da Igreja “católica” . No entanto, parece haver também razões para se pensar que se trata da plena realização escatológica à qual a Igreja deve tender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria justo deixar de salientar ainda um outro aspecto e que se prende com a “supremacia” e importância da Igreja de Roma (primado romano). Na verdade, se compararmos a saudação inicial de Rom com a das outras Cartas damo-nos claramente conta dessa diferença, ou seja, que Inácio tem pela Igreja de Roma uma consideração mais elevada. A expressão “a que preside na região dos romanos” e especialmente “a que preside ou é cabeça da caridade” levam precisamente a crer nisso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outras palavras, Inácio parece reconhecer à Igreja de Roma a autoridade para dirigir e conduzir os destinos da Igreja “católica”. Não deixa também de ser significativo o facto de o bispo de Antioquia, ao contrário do que sempre tem feito relativamente às outras comunidades exortando-as à unidade e concórdia, não o faça para com a Igreja de Roma, em virtude da autoridade das mesmas advir directamente do Príncipe dos Apóstolos (Cf. Rom IV,3). De facto, as afirmações desta mesma perícopa fazem de Inácio um testemunho importante da permanência de Pedro e Paulo em Roma.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-3832964786445586641?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/3832964786445586641/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3832964786445586641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/3832964786445586641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e_12.html' title='Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-7646991300404752595</id><published>2010-01-11T07:00:00.002Z</published><updated>2010-01-11T11:49:51.714Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Utilizações culturais das igrejas</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;CONCERTOS&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: center" class="MsoNormal" align="center"&gt;&lt;b&gt;2ª Parte&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;No documento da Santa Sé, para que a sacralidade da igreja seja salvaguardada, na autorização concedida a concertos, declara como se deverá proceder para a sua obtenção&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;A CEP, em consonância com a Santa Sé, indica que a realização dos concertos em igrejas, quer no âmbito da utilização pastoral ou em outras utilizações, deverá obedecer às normas publicadas por esta, bem como as produzidas pelas Dioceses Portuguesas. Igualmente que o reportório deverá ser adequado à santidade do lugar, constituído por música sacra ou religiosa, e sujeito a aprovação superior[2].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;O Patriarcado de Lisboa perante a elevada solicitação, por parte de identidades seculares, da utilização de igrejas e outros lugares de culto, quer para a realização de recitais ou concertos, quer para a representação de peças teatrais, emitiu o Decreto de 25 de Outubro de 1984[3]. Este documento pretende orientar este procedimento face à constatação de que estes pedidos teriam passado o âmbito do religioso, ou seja, os concertos e peças teatrais não já se restringiam à temática religiosa, bem como a utilização dos espaços sagrados eram procurados para execução de outro género de obras no âmbito profano. Manifesta a preocupação que daí advém, relacionada com a presença e comportamento quer dos actores, quer do público, no espaço sagrado, que muitas vezes revelava não compreender o seu ambiente próprio, comportando-se neles como se estivessem numa vulgar sala de espectáculos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;Mais uma vez, o teor do CDC cân. 1210 foi mote para a redacção deste decreto, ao qual se seguiu um esclarecimento do Vigário Geral, com data de 10 de Março de 1987[4]. Destes documentos percebemos a atenção demonstrada por parte do Patriarcado de Lisboa sobre este assunto, que discernindo-o, sentiu a necessidade de estabelecer regras. Acentua uma concessão limitada dos espaços litúrgicos para uma utilização diferente do culto, restringindo-a apenas a motivos de elevado interesse cultural e artístico sem que coloque em causa a santidade do lugar. O Bispo da Diocese é o único que poderá conceder a autorização, após o requerimento apresentado pelos interessados, que juntamente enviará o programa discriminado da actividade cultural que pretenderá realizar. Este deve ser acompanhado do parecer do Pároco ou responsável pela igreja, depois de se certificar, ouvida a comunidade, que não existem razões de impedimento à sua realização. Se falarmos de uma igreja afecta ao culto, deverá ser retirado o Santíssimo Sacramento da Eucaristia para um lugar reservado, a sacristia, ou um outro lugar digno. Outras disposições práticas são ainda mencionadas: que a venda de bilhetes de entrada e distribuição de programas se façam no exterior da igreja; o comportamento e postura tanto dos autores como dos espectadores deverão adequar-se à santidade do lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;O Esclarecimento que se seguiu ao Decreto de que falamos, veio complementar o estabelecido por ele, especificando: o prazo da entrega do requerimento dirigido ao Patriarca de Lisboa para a possibilidade em tempo útil de apreciação do conteúdo do programa da utilização cultural pretendida. Antes da sua entrega, o interessado deverá ter-se esclarecido com o Pároco ou responsável pela igreja em questão sobre a concessão excepcional de um espaço litúrgico a outros fins que não seja o culto, e mais, a advertência aos Párocos de não estimularem os interessados nas suas pretensões. Exclusivamente, sobre os concertos musicais frisa que somente são autorizados os concertos de música sacra ou religiosa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;Por intermédio do documento da Congregação do Culto Divino, que já falamos anteriormente, o Patriarcado de Lisboa limitou o assunto da utilização dos espaços sagrados para fins alheios ao culto à execução de concertos nas igrejas, através do Decreto[5] que emitiu a 3 de Fevereiro de 1988. A base das disposições práticas que regulamenta a utilização das igrejas é a natureza e a finalidade destas, apenas admitindo-se as utilizações conciliáveis com a santidade do lugar, e assim mesmo mediante a autorização do Bispo da Diocese. Refere-se aos espaços anexos das igrejas, nestes poderão ser consentidos manifestações culturais de índole profana, com a reserva, porém, de que se revistam de boa qualidade artística e sejam conformes à finalidade pastoral das instalações. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;Segundo o exposto, o primeiro decreto, bem como o esclarecimento da Vigararia Geral foram substituídos por este último que determina: as condições da autorização por parte do Bispo da Diocese; o modelo e conteúdo do requerimento apresentado ao Patriarcado de Lisboa; a concordância e parecer do responsável da igreja que deverá ser anexo ao requerimento; o papel do Pároco nos primeiros contactos com o interessado e o reportório do concerto; o acento no comportamento e respeito pelo lugar sagrado quer por parte dos executantes do concerto, quer por parte dos ouvintes; a determinação da entrada na igreja ser sempre livre e gratuita, ao contrário do que se previa no decreto anterior; e por último, o incentivo a tornar o concerto num exercício espiritual. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="LETTER-SPACING: -0.3pt"&gt;À semelhança do exemplo apresentado, outras dioceses emitiram também as suas orientações pastorais sobre a utilização de espaços sagrados para concertos, dada a solicitação dos mesmos para estes fins. O Bispo da Diocese de Viana do Castelo emitiu a 11 de Junho de 2000 as suas orientações, nas quais relembra o rito de dedicação de forma a aclarar o significado destes espaços, da sua natureza e finalidade. Como tal, somente poderão ser autorizados os concertos ou outras actividades de carácter meramente cultural, a “título verdadeiramente excepcional, com programas previamente conhecidos e analisados na sua coerência interna com o local do templo”[6]. Neste sentido, deverão ser observadas as seguintes regras: nas igrejas ou capelas abertas ao culto, o seu uso será ocasional, não se referindo no entanto, às igrejas ou capelas desafectas do culto, mas aos espaços que lhe são anexos; o pedido de autorização deverá ser acompanhado do respectivo reportório para permitir a sua apreciação; a responsabilidade das despesas inerentes à apreciação, e ao arranjo e limpeza dos referidos espaços[7]. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: right" class="MsoNormal"&gt;Arqª. Estela Cameirão&lt;/p&gt;&lt;hr align="left"  width="33%" style="font-size:78%;"&gt; &lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;[1]&lt;/span&gt; “- o pedido deverá ser feito por escrito, em tempo útil, ao Bispo com a indicação da data do concerto, do horário, do programa com nomes das obras e dos autores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;div id="ftn1"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- depois de ter recebido esta autorização, os párocos e os reitores de igrejas poderão conceder o lugar aos coros e orquestras nas condições acima indicadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- a entrada na igreja deverá ser livre e gratuita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- os executores e os auditores deverão estar decentemente vestidos, com um comportamento condigno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- os músicos e os cantores não devem ocupar o presbitério. Respeitar ao máximo o altar, a sede presidencial, o ambão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- o Santíssimo Sacramento será, porquanto possível, conservado numa capela anexa ou noutro lugar seguro e digno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoNormal"&gt;- o concerto será apresentado e eventualmente acompanhado por comentários que não sejam somente de ordem artística ou histórica, mas que favoreçam uma melhor compreensão e participação interior dos ouvintes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-RIGHT: 2.2pt" class="MsoFootnoteText"&gt;- a organização do concerto assegurará, por escrito, a responsabilidade civil, as despesas, a arrumação do edifício, os prejuízos eventuais.”GOMES, Manuel Saturino da Costa – Legislação Aplicável sobre o Património Cultural. VÁRIOS – &lt;i&gt;Património Classificado&lt;/i&gt;, pp. 158-159. Cf. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO – &lt;i&gt;Concerti nelle chiese,&lt;/i&gt; n. 10.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[2] Cf. CONFERÊNCIA EPISCOPAL PORTUGUESA – &lt;i&gt;Princípios e Orientações sobre os Bens Culturais da Igreja&lt;/i&gt;, cap. III, n.28 e cap. IV, n.31. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[3] PATRIARCADO DE LISBOA – &lt;i&gt;Utilização dos Lugares Sagrados para Fins Alheios ao Culto Divino&lt;/i&gt; (Decreto), &lt;i&gt;Vida Católica&lt;/i&gt;, NE, II Série, pp. 267 – 268. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[4] Id - &lt;i&gt;Utilização dos Lugares Sagrados para Fins Alheios ao Culto Divino&lt;/i&gt; (Esclarecimento). &lt;i&gt;Vida Católica&lt;/i&gt;, n.º 4, II Série, pp. 209 – 210. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[5] Id. – &lt;i&gt;Concertos nas Igrejas&lt;/i&gt; (Decreto). &lt;i&gt;Vida Católica&lt;/i&gt;, n.º 7, II Série, pp. 159 – 162.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[6] BISPO, José Augusto Pedreira – &lt;i&gt;Orientações Pastorais. Utilização dos templos para fins culturais&lt;/i&gt;. Viana do Castelo, s/p.&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;Disponível em: &lt;a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/bensculturais/Orienta%C3%A7%C3%B5es%20Pastorais-Viana.pdf"&gt;http://www.agencia.ecclesia.pt/ecclesiaout/bensculturais/Orienta%C3%A7%C3%B5es%20Pastorais-Viana.pdf&lt;/a&gt; [Consultado em 16 Jun. 2008]. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn7"&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify" class="MsoFootnoteText"&gt;[7] Cf. Id., Ibid. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-7646991300404752595?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/7646991300404752595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/utilizacoes-culturais-das-igrejas_11.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7646991300404752595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/7646991300404752595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/utilizacoes-culturais-das-igrejas_11.html' title='Utilizações culturais das igrejas'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-8926744975663747981</id><published>2010-01-08T07:00:00.002Z</published><updated>2010-01-09T17:02:43.824Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Francisco Couto'/><title type='text'>Comentário às leituras da Festa do Baptismo do Senhor (ano C)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A festa do Baptismo do Senhor revela aos homens a força de um Deus Amor e a missão de um Homem Filho. Cristo, o Ungido, o Servo confiante e fiel, é o princípio de um novo povo: o povo dos eleitos. Ele traduz a paz e a justiça que o novo Homem terá que encarnar. Renovado pelo banho regenerador do amor do Pai, o cristão será Corpo de Cristo, sinal da paz e da justiça do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profecia de Isaías, na primeira leitura, apresenta o primeiro dos quatro cânticos do servo sofredor, do servo de Javé. Uma dupla missão encarnará este servo, comummente identificado pelas primeiras comunidades cristãs com Jesus: renovar a aliança feita por deus com Israel; repatriar os exilados e restabelecer o verdadeiro culto entre as nações estrangeiras. Faz sentido a bela frase «Jesus foi o homem que Deus sonhou»! De facto, esta é a grande missão do servo: formado por Deus, é sua tarefa, recriar o homem e o mundo pela sua entrega paciente e permanente, renovando a aliança de amor com que Deus iniciou a história e a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, no Livro dos Actos dos Apóstolos, confirma o Servo como sendo Jesus. Ele é o escolhido do Pai, o qual o Espírito Santo ungiu para levar a paz, a justiça e a salvação a todo o homem. Porque Deus estava com Ele, a salvação chegou a todos quantos a quiseram receber e perpetuar. Ser-Lhe agradável, como o servo, deverá ser a nossa resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho de Lucas, relata-nos o Baptismo de Jesus e a epifania do Espírito Santo. O contraste manifestado por Lucas entre o baptismo de João e o de Cristo ajuda-nos a perceber a nossa nova realidade: o convite à conversão ou renovação total da nossa existência conservando a esperança da chegada do Espírito que tudo recria (baptismo de água), encontra o seu momento concreto no abrir dos Céus para Jesus que o revela como Filho e lhe confere a missão de enviado de Deus. A abertuda dos Céus não é sinal do fim dos tempos, mas antes início de uma nova era, a do Espírito que chega e é comunicado, primeiro a Jesus (que o unge como Filho e Messias, por excelência), depois a todo e cada um que, na Igreja, descobre o amor do Pai e aceita receber o «Espírito» de Jesus. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Francisco Couto&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-8926744975663747981?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/8926744975663747981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/comentario-as-leituras-da-festa-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8926744975663747981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/8926744975663747981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/comentario-as-leituras-da-festa-do.html' title='Comentário às leituras da Festa do Baptismo do Senhor (ano C)'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4126198383151578673</id><published>2010-01-07T07:00:00.000Z</published><updated>2010-01-07T07:00:05.564Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Madureira da Silva'/><title type='text'>Honrar pai e mãe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na sala de audiências do Tribunal de Évora existe um painel, na parede do fundo, onde estão inscritos, em latim, os dez mandamentos. À primeira vista pode parecer insólito que, num tribunal civil, estejam transcritas leis da Bíblia. Será insólito para quem, numa visão raquítica, parte do princípio de que os mandamentos são leis religiosas a serem cumpridas só pelas pessoas religiosas que andam pela igreja e que quem não é crente se pode dar ao luxo de se dispensar de os cumprir. Mas as coisas não são bem assim! Os mandamentos são leis éticas, naturais, fundamento de todas as leis positivas humanas, porquanto os homens são definidos mais pelo carácter moral que imprimem às suas vidas do que por quaisquer outras habilitações. Este carácter moral acompanha o valor do «ser» mais que o valor do «ter» e encontra-se expresso particularmente no 4.º mandamento onde, acima de qualquer outra consideração, está contemplada a atitude ética da veracidade. O 4.º mandamento, na sua forma mais simples, refere-se aos direitos e deveres da instituição familiar, a serem vividos em família, com as palavras apelativas «honrar pai e mãe». Por ser um mandamento, exige o seu cumprimento como dever moral. E por ser natural, pressupõe outros os direitos, a começar pelo direito ao bom nome. É o elogio da autoridade moral dos pais e a proclamação da honra e da boa fama familiares (por oposição à calúnia e à difamação). Estas características pressupõem que a instituição familiar assenta as suas raízes em virtudes concretas, em comportamentos, atitudes, obrigações, deveres e direitos específicos. Não é sem razão que, na vida familiar, andam interligadas a verdade, a aceitação, a bondade, a compreensão, a cortesia, a gratidão e o altruísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honrar pai e mãe [– que linda expressão! e que alcance educativo! –] é exigir à família que seja uma comunidade de relações particularmente intensas: entre cônjuges, entre pais e filhos, entre gerações unidas por laços de sangue ou de qualquer outra afinidade. Honrar (em família) é amar em respeito, é reconhecer a dignidade mútua, é afirmar que a pessoa vale por ser pessoa. Honrar (em família) é fazer que nem os pais nem os avós nem os filhos nem os netos se sintam sós, inúteis, abandonados. É uma oferta de humanidade madura na qual todos colaboram e em que todos contribuem para que «todos sejam», não importa a idade que cada um tem. Basta ver que o amor recebido em afectividade é um dos factores mais determinantes para o desenvolvimento harmonioso e equilibrado. Quando uma criança é tratada como «alguém», sobretudo pelos pais e pelas pessoas das suas relações, ela, pouco a pouco, vai-se sentindo a si mesma na dimensão de pessoa, de alguém. A maior parte dos jovens e adultos inadaptados procedem de famílias desunidas onde foram perturbadas as relações de amor ou estas pura e simplesmente não existiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do casamento, os nubentes prometem mutuamente “amor, fidelidade e respeito”. Na palavra respeito está todo o sentido do verbo honrar. Dessa forma, quando o lema é «honrar pai e mãe», cada um é chamado a realizar-se através do dom de si mesmo. Quando se «honra pai e mãe», não há quem se sinta só. E isto não é só uma questão de perspectiva. É uma questão de alma e de espiritualidade! Por isso, na versão do Catecismo da Igreja Católica, o 4.º mandamento é mais abrangente e reza assim: «honrar pai e mãe e outros legítimos superiores». Daqui se pode inferir que, tal como em família, também na sociedade são pilares básicos as mesmas atitudes que o verbo «honrar» denota: Respeito pelo outro enquanto tal e pelas suas manifestações, ideias e crenças. Pluralismo, em oposição a todas as atitudes de intransigência e de dogmatismo. Diálogo em ordem à consecução duma sociedade pluralista. Serviço, porque o homem é um «ser para os outros». Igualdade, como avaliação do homem no seu valor radical e unitário. Acolhimento de todos os homens, sobretudo dos marginalizados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;P. Madureira da Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4126198383151578673?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4126198383151578673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/honrar-pai-e-mae.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4126198383151578673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4126198383151578673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/honrar-pai-e-mae.html' title='Honrar pai e mãe'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-5503143929702797347</id><published>2010-01-06T07:00:00.002Z</published><updated>2010-01-06T13:10:32.771Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. Senra Coelho'/><title type='text'>Pio XII e a II Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A SANTA SÉ E OS HEBREUS DE LESTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E OS HEBREUS DA ESLOVÁQUIA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Santa Sé saiu em defesa dos Hebreus da Eslováquia através de uma longa nota da Secretaria de Estado do Vaticano, com data de 12 de Novembro de 1941, a qual tinha como destinatário Karl Sidor, representante diplomático eslovaco junto da Santa Sé. Este importante documento do Pontificado de Pio XII surgiu como denúncia da Igreja Católica face à aprovação do chamado «Códice Hebraico» com data de 9 de Setembro daquele ano, o qual se apresentava como um mandato governativo sem originalidade, repetindo as normas anti-semitas do Terceiro Reich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz o referido documento: «com a dor mais profunda, a Santa Sé foi levada ao conhecimento que também na Eslováquia, nação na qual o povo quase totalmente honra a melhor tradição católica, foi emanada uma “ordem governativa” que institui uma especial “legislação social” e contém várias normas em aberto contraste com os princípios católicos. De facto, a Igreja Universal, por vontade do seu Divino Fundador, acolhe no seu seio homens de todas as raças e vê toda a humanidade com natural solicitude, a fim de criar e desenvolver entre todos os homens, sentimentos de fraternidade e de amor, segundo o ensinamento explícito e categórico do Evangelho(...)»[1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta posição mostrava o apoio do Bispo de Roma ao Episcopado Eslovaco, pois cinco semanas antes os Bispos daquela nação tinham publicado uma nota de protesto contra as atitudes do Presidente do Estado¬ – Josef Tiso: «A um atento leitor não passa despercebido que a concepção filosófica que sustenta a textura da presente ordem é a ideologia racista. Não desejamos elencar aqui todos os perigos e erros que esta doutrina guardava em si. Desejamos só recordar, que a teoria naturalista do racismo contradiz abertamente o ensinamento da Igreja Católica acerca da comum origem de todos os homens de um único criador e Pai à cerca da fundamental igualdade dos homens diante de Deus... O chamado “Códice Hebraico” viola as leis naturais e a liberdade de consciência individual»[2].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protesto concentrado dos Bispos Eslovacos e da Santa Sé provocaram a seguinte reacção do primeiro ministro do governo Eslovaco – Vojtech Tuka: «O governo tenta compreender porquê os ambientes eclesiásticos e em particular modo o clero católico devem hoje avançar tantos protestos contra a eliminação dos Hebreus, que no passado foram os mais responsáveis pela miséria na qual vivia o povo Eslovaco. O clero Eslovaco, à parte algumas excepções dignas de estima, raramente demonstrou tanto zelo pelos interesses do próprio povo, como mostra actualmente pelos interesses dos Hebreus, e em muitos casos até por aqueles que não são baptizados»[3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acerca do apoio a dar aos Hebreus dispersos pelos Países de Leste, Pio XII, num telegrama, enviado em Outubro de 1944 ao Núncio de Istambul, Mons. Ângelo Roncalli, dizia que «não obstante as crescentes dificuldades, também no âmbito das comunicações, continua sempre a seguir com grande atenção a situação dos Hebreus no Eslováquia e na Hungria e não deixará nada por tentar, para os ajudar»[4]. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;P. Senra Coelho&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[1]Cf. F. CAVALLI, La Santa Sede contra le deportazioni degli ebrei della Slovachia durante la seconda guerra mondiale, in La Civilitá Cattolica, 112 (1961) III, Pag. 7; J. LETTRICH, History of Modern Slovakia, Praeger, New York, 1955, pag.187.&lt;br /&gt;[2]Ibidem, pag. 8.&lt;br /&gt;[3]Reacção do primeiro-ministro redigida a 3 de Março de 1943.&lt;br /&gt;[4]F. CAVALLI, op. cit, pag. 17. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-5503143929702797347?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/5503143929702797347/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5503143929702797347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/5503143929702797347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/pio-xii-e-ii-guerra-mundial.html' title='Pio XII e a II Guerra Mundial'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-4162014223476437296</id><published>2010-01-05T07:00:00.000Z</published><updated>2010-01-05T07:00:04.643Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Drª. Teresa Pereira'/><title type='text'>Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Análise teológica &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;IGREJA E ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A unidade dos cristãos com Cristo concretiza-se precisamente na unidade dos cristãos entre si, isto é, na unidade da Igreja. Sem o afirmar explicitamente, Inácio considera a Igreja como instrumento e caminho dessa mesma unidade. Pois o que caracteriza os hereges é, de facto, a negação que fazem do dom de Deus ao separarem-se da comunidade, do bispo e do altar. Ao contrário, a Igreja é unidade de fé e de vida, comunidade de amor da qual Jesus Cristo é princípio e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esta unidade expressa-se num organismo visível e hierarquicamente organizado, sendo a hierarquia – em particular o bispo- tão necessária ao seu pleno funcionamento. Na verdade, as Cartas de Inácio são o primeiro testemunho da conjunção e consolidação dos três graus da Ordem: episcopado, presbiterado e diaconado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fixemo-nos apenas num texto da Carta aos Esmirnenses para poder-mos depois analisar e sintetizar melhor o pensamento eclesiológico do mártir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sigam todos o bispo como Jesus Cristo o Pai; sigam o presbitério como aos apóstolos. Reverenciai os diáconos, como ao mandamento de Deus. Ninguém faça, sem o bispo, coisa alguma que diga respeito à Igreja. Só é válida a eucaristia que for celebrada sob a presidência do bispo ou por um delegado seu. Onde quer que se encontre o bispo, ali esteja também a comunidade, do mesmo modo que onde estiver Jesus Cristo aí esteja a Igreja católica. Sem o bispo, não é permitido nem baptizar nem celebrar o ágape. Tudo, porém, o que ele aprovar será também agradável a Deus, para que tudo quanto se fizer seja seguro e legítimo” (Smyrn VIII,1-2).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o texto fale por si, não podemos deixar de ressaltar o facto de transluzir nas Cartas de Inácio uma imagem clara da dignidade hierárquica e do prestígio concedido ao bispo por parte da sua comunidade. O mártir nada diz acerca dos profetas que, movidos pelo Espírito, percorriam as diversas comunidades, tal como descreve a Did. Ao contrário, na eclesiologia inaciana reina, podemos dizer assim, um episcopado monárquico, em que o bispo aparece rodeado de um presbitério e de diáconos. Ele preside, como representante de Deus, à comunidade; os presbíteros formam o senado apostólico e os diáconos realizam os serviços de Cristo (Cf. Magn VI,1). A ideia clara de que o bispo representa o próprio Cristo confere ao seu cargo uma dignidade e eminência sobrenatural tais que nem mesmo a autoridade de um bispo mais jovem pode ser posta em causa (Cf. Magn III,1). Além disso, o bispo é tido como o mestre responsável pelos fiéis, de tal forma que estar em comunhão com ele equivale a preservar-se do erro e da heresia (Cf. Tral VI; Phil III). A função do bispo é, pois, exortar constantemente a sua comunidade à unidade e à paz, as quais só se podem obter mediante a solidariedade para com a hierarquia (Cf. Eph IV).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Drª. Teresa Pereira&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-4162014223476437296?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/4162014223476437296/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4162014223476437296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/4162014223476437296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/inacio-de-antioquia-e-unidade-e.html' title='Inácio de Antioquia e a unidade e catolicidade da Igreja.'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-1175446479844976121</id><published>2010-01-04T07:00:00.001Z</published><updated>2010-01-04T07:00:03.763Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arqª. Estela Cameirão'/><title type='text'>Utilizações culturais das igrejas</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Concertos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1ª Parte&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tendo presente que a função admitida no espaço litúrgico é a sua função originária e primária, os cerimoniais litúrgicos e a oração, e não se admitindo nenhuma outra que possa prejudicar esta, debruçamo-nos agora sobre outras utilizações, consideradas permitidas se em harmonia com o culto, ou no caso de o espaço litúrgico ter sido privado deste, lhe ter sido permitido uma função profana não contrária à santidade do lugar. Referimo-nos a casos concretos de igrejas, capelas e ermidas que são utilizadas para fins alheios ao culto, que antes de mais são lugares sagrados e não se podem considerar como lugares “públicos” disponíveis para reuniões de qualquer tipo. As igrejas, capelas e ermidas permanecem sempre lugar sagrado mesmo quando não se realiza nelas uma celebração litúrgica, dada a sua dedicação e bênção[1], a não ser que por motivo considerado grave tenham perdido o seu carácter sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização considerada permitida ao espaço litúrgico quer este mantenha a sua função originária ou não, é de natureza social e cultural. No caso de o espaço litúrgico manter a função cultual, as utilizações culturais permitidas são: concertos, visitas turísticas, exposições e catequeses. Se o espaço litúrgico foi desafecto do culto, a proposta da nova utilização, passa pela elaboração de um programa de reutilização cultural adequado que pode converter este espaço em auditório para concertos, marco histórico e turístico, sala de exposições e conferências, museu ou núcleo museológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I. Concertos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os concertos nas igrejas têm sido uma actividade cultural muito apreciada e frequente, particularmente em épocas especiais do ano, associando o seu reportório ao tempo litúrgico. Esta é uma actividade adquirida na vida cultural contemporânea. A Igreja Católica para corresponder a este interesse da sociedade em geral, demonstra a disponibilidade de cooperar na sua realização e por meio dela sensibilizar para a importância da salvaguarda do seu Património Cultural, no qual tem muita importância a música sacra[2]. A Igreja a considera como “património de inestimável valor, que se distingue entre as outras expressões artísticas”, e a reconhece como um “exercício ministerial no serviço divino”[3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a intenção de orientar esta actividade cultural, de forma a garantir uma correcta utilização dos espaços sagrados utilizados para concertos, produziu documentação eclesiástica para o efeito, quer produzida pela Santa Sé, quer pela CEP, quer pelas Dioceses, emitindo orientações de modo a evitar situações comprometedoras à natureza e finalidade dos lugares de culto. Pois, quando os espaços sagrados são utilizados para outros fins alheios ao culto, coloca-se em perigo as suas características de sinal dos mistérios de Cristo, com prejuízo para a pedagogia da fé e da sensibilidade do povo de Deus, como recordam as palavras do próprio Jesus: “ A minha casa é casa de oração”[4].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As disposições práticas para a utilização dos espaços sagrados para concertos têm o mesmo princípio que orienta qualquer outra utilização, o princípio de uma utilização que seja contrário á santidade do lugar. Este determina que apenas se permitem os concertos de música sacra[5] ou religiosa. A música sinfónica, por exemplo, não é religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é legítimo programar para uma igreja a execução de uma música que não seja de inspiração religiosa e que foi composta para ser executada em contexto profano precisos, seja ela clássica, ou contemporânea, erudita ou popular: isto não respeitaria o carácter sagrado da igreja, e a mesma obra musical seria executada num contexto que lhe não é conatural”[6].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reportório do concerto em espaços sagrados deve ser de música sacra (que foi composta para a liturgia, mas que por motivos contingentes não pode ser executada numa celebração) e a música religiosa (que se inspira no texto das Escrituras ou da liturgia, ou em Deus, na Virgem, nos santos, ou na Igreja) podem ser executadas na igreja, mas fora das celebrações. Do seguinte modo: para preparar as principais festas litúrgicas; para acentuar o carácter particular dos diversos tempos litúrgicos; para criar nas igrejas, capela e ermidas, um ambiente de beleza e de meditação; para criar um contexto que facilite a proclamação da palavra de Deus; para manter vivo o tesouro da música da Igreja, música e canto composto pela liturgia, mas que não pode entrar nas celebrações litúrgicas de hoje; para ajudar os visitantes e turistas a melhor compreender o carácter sagrado do espaço que visitam, por exemplo, por meio do órgão previsto tocar para determinada hora[7].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os concertos em espaços sagrados, apenas se realizarão com a autorização do Ordinário, relativamente a concertos de periodicidade ocasional, excluindo-se portanto uma concessão cumulativa, por exemplo, no quadro de um festival ou de um ciclo de concertos[8], no caso de igrejas afectas ao culto, de forma a não comprometer função primária do espaço sagrado. No caso de uma igreja desafecta do culto, segundo o previsto no CDC cân. 1222§2, o Ordinário pode determinar que esta seja reutilizada para auditório, onde poderão ser executadas quer música sacra ou religiosa, e também música profana, desde que estejam de acordo com a sacralidade do lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A igreja dos Remédios, em Évora, pertencente ao extinto Convento dos Remédios, da Ordem dos Carmelitas Descalços, tutelada pela Câmara Municipal de Évora, foi cedida por esta para funcionar o Conservatório Regional de Évora[9], que faz a utilização permanente da igreja para concertos[10], audições, recitais, ciclos, etc. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Arq.ª Estela Cameirão&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;[1]SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA – Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica, pp. 330-348. Vd. Rito da Dedicação da Igreja.&lt;br /&gt;[2]CONCÍLIO VATICANO II, Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 112 a n. 121.&lt;br /&gt;[3]Cf. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO – Concerti nelle chiese, n. 6.&lt;br /&gt;[4]Cf. Id., Ibid., n. 5.&lt;br /&gt;[5]Cf. SECRETARIADO NACIONAL DE LITURGIA – Enquirídio dos Documentos da Reforma Litúrgica, p. 485 - 486. Vd. Instrução Musicam Sacram.&lt;br /&gt;[6]Cf. CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO – Concerti nelle chiese, n. 8.&lt;br /&gt;[7]Cf. Id., Ibid., n. 9.&lt;br /&gt;[8]Cf. Id., Ibid., n. 10.&lt;br /&gt;[9]Disponível em: http://eborae-musica.org/ [Consultada em 16 Jun. 2008].&lt;br /&gt;[10]Vd. Volume III: B. Anexo iconográfico, Im.146-148. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-1175446479844976121?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/1175446479844976121/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/utilizacoes-culturais-das-igrejas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1175446479844976121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/1175446479844976121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2010/01/utilizacoes-culturais-das-igrejas.html' title='Utilizações culturais das igrejas'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-360060270448828382</id><published>2009-12-21T07:00:00.003Z</published><updated>2010-10-13T15:54:35.738+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coordenador'/><title type='text'>Um santo Natal...</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;...e até 4 de Janeiro de 2010&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/SzInE3tZ4xI/AAAAAAAAAj0/keHNTkWS4ws/s1600-h/nativity.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418436266307478290" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/SzInE3tZ4xI/AAAAAAAAAj0/keHNTkWS4ws/s400/nativity.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4002558147248664491-360060270448828382?l=per-deum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://per-deum.blogspot.com/feeds/360060270448828382/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2009/12/um-santo-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/360060270448828382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4002558147248664491/posts/default/360060270448828382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://per-deum.blogspot.com/2009/12/um-santo-natal.html' title='Um santo Natal...'/><author><name>Pasadas Pimenta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559095786904141859</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-y229PSdg6yU/TiHh6hBLCbI/AAAAAAAABEw/Lcyp2fvz3Lg/s220/AluDadosPessoais_114110514.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1wDbx9T9Yys/SzInE3tZ4xI/AAAAAAAAAj0/keHNTkWS4ws/s72-c/nativity.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4002558147248664491.post-2092702583600020998</id><published>2009-12-18T07:00:00.001Z</published><updated>2009-12-19T13:15:28.921Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='P. 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